domingo, 31 de julho de 2011

Para refletir...

Nós que somos mães (e pais) às vezes agimos sem pensar. Quantas vezes! Umas vezes arrependemo-nos no instante seguinte, noutras nem damos conta que errámos e deixamos o comportamento prolongar-se. Não somos más mães - embora por vezes tenhamos essa sensação - mas apenas mães!

Ontem, lia "O vendedor de sonhos" de Augusto Cury. Entre as linhas que de tal forma me estavam a prender encontrei um trecho sobre educação. Sobre o assassinato da infância na actualidade e da falta do prazer nas pequenas coisas da vida. Quantos de nós tiramos tempo de qualidade para estarmos com os nossos filhos? Para estar realmente?

Para quem não conhece o livro, aqui fica um pouco desse trecho que me fez pensar... Não pela situação em si - não me revi propriamente naquela situação em concreto - mas pelo sentimento de impotência perante as birras que o meu pirata às vezes já faz. E de como tenho dificuldade em saber como reagir, sem ceder, sem prolongar a birra e sem perder as estribeiras.

"Enquanto recordava a minha infância, o mestre parecia perscutar-me. Puxando o fôlego com vigor, comentou sobre o assassinato da infância na actualidade, uma das coisas que mais o perturbavam:
- Internet, jogos de vídeo, computadores são úteis, mas têm destruído algo inviolável: a infância. Onde está o prazer do silêncio? Onde está a arte da observação? (...)
De repente, teve uma reacção que eu nunca tinha presenciado. Vários pais passavam por nós levando os filhos, entre sete e nove anos, às compras. Eles estavam muito bem vestidos, ao rigor da moda (...)Mas revelavam evidente insatisfação. Alguns começavam a impor o que queriam consumir. Os pais, para não se perturbarem com os seus gritos e atritos, cediam.
(...)
- O que estão vocês a fazer aos vossos filhos? Levem-nos para os bosques! Tirem-lhes os sapatos, deixem-nos andar descalços na terra! Façam-nos subir às árvores, estimulem-nos a inventar as suas brincadeiras.(...)
- Quem quiser voar como uma borboleta levante as mãos.
Três crinaças levantaram as mãos, duas ficaram indiferentes e três esconderam-se atrás dos seus pais e responderam:
- Tenho medo de borboletas.
Os pais sentiram-se ofendidos com a petulância dos intrusos.
(...)
- Peço desculpa pelos meus gestos e espero que, um dia, diante dos vossos filhos, não precisem de pedir desculpas pelos vossos.
(...)"

Simplesmente, adorei!

sábado, 30 de julho de 2011

Amamentar: um seguro de saúde nem sempre fácil

Dar mama é bom! Sim, lá vão dizendo por aí que é do melhor, mas quem tem ou teve problemas com a amamentação, sabe que nem sempre é um mar de facilidades e que muitas mães (e eu incluo-me nesse grupo) choraram algumas vezes, fosse de dor, fosse de receio de não estar a proporcionar ao bebé o suficiente...

Dia 6 de Agosto às 16 horas, realiza-se um encontro para futuras mamãs que irá esclarecer algumas dúvidas sobre amamentação, mas principalmente será um espaço de partilha de experiências e de troca de informações. No Zambujal, perto de Sesimbra. O encontro é grátis e não carece de inscrição prévia. Por isso, apareçam! Eu também irei lá estar!



Contactos:
www.bionascimento.com
e-mail: geral@bionascimento.com
tlf.: + 351 93 720 16 30
fax: 21 087 82 15
"Amamentar pode não ser fácil. Para quem acabou de ter o primeiro filho pode até ser muito complicado. Por isso toda a informação é importante."(1)

Aqui ficam alguns problemas que podem surgir, mas que, se solucionados, não são impeditivos de continuar a amamentar:

- bloqueio dos ductos;
- subida do leite;
- mastite;
- abcesso mamário;
- gretas e fissuras;

Mas, "não vale desistir cedo de mais. O esforço investido na continuidade da amamentação, considere-o como um seguro de saúde para o seu filho e para si."(1)

Existem algumas associações de apoio à amamentação:

- http://www.sosamamentacao.org.pt/
- www.lalecheleague.org/Portugal.html
- http://www.mamamater.pt/ - tel.: 214532019
- http://www.leitematerno.org/


Bibliografia:

(1) - LAMÚRIAS, Patrícia, "Aprender a dar de mamar", Pais e Filhos, Julho de 2006;

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Para as mamãs!

Jovens Mães e Futuras Mães …..
No dia 6 de Agosto vai realizar-se em Sesimbra - no Espaço Zambujal, mais propriamente - um Encontro de reflexão sobre a importância da Comunicação para a Amamentação.


Vai ser sorteada uma Barriga de Gesso entre as Grávidas presentes, e todas as participantes vão receber um Vale de Desconto para a Almofada Cucut, uma gentileza da Eva Baby Care. Se tudo correr como perspectivamos, vamos ter um encerramento bem divertido e animado! Este ano queremos envolver a geração mais nova. Venha e traga consigo uma Adolescente! Elas são o Futuro de uma Amamentação em grande escala, e delas podem surgir as melhores ideias desta 3ª dimensão da Amamentação: a Comunicação!
Passo a informação, e conto para a vossa ajuda, para divulgarem este projecto pelos vossos contactos.
Se puderem apareçam no dia 6 de Agosto, no Espaço Zambujal, para partilharem as vossas experiências.

As malditas pintas

Tenho estado em casa com o pequenino, numa espécie de férias forçadas. Está a melhorar mas demorará ainda alguns dias a ficar totalmente bem.

A varicela é contagiosa e o surto que atingiu o meu pirata veio das crianças que estão com ele na ama. Já esperava, pois mesmo que os meninos tivessem ficado em casa - como ele está agora - o contágio pode dar-se nos dias que antecedem o aparecimento dos sintomas. A doença está lá mas demora uns dias a manifestar-se. Da mesma forma ele pode ter contagiado outras crianças com as quais teve contato (a priminha por exemplo).

Qual é o período de contágio da varicela?
"O período de contágio da varicela é de cerca de dez dias (desde o dia anterior ao aparecimento da erupção até todas as vesículas estarem secas, formando crostas que já não contêm vírus vivos). Em alguns casos, em que a erupção é ligeira, este período pode ser menor, mas a legislação obriga a um período de afastamento escolar de dez dias, nas crianças em idade escolar que contraíram varicela."(1)
Ao fim de quanto tempo após o contacto com um doente com varicela aparece a doença, no caso de haver contágio?

"O tempo que decorre desde o contágio até ao aparecimento da varicela (período de incubação) é de cerca de quinze dias, podendo variar desde dez e vinte dias."(1)

Por isso, quando vemos as manchas - e eu até vi na sexta, mas só no Domingo começaram a manifestar-se em força - já houve um período prévio em que a criança era portadora do vírus e contagiou outras.

"Outra característica da erupção da varicela é a sua rápida evolução, passando as lesões da pele por várias fases num período de poucas horas. As primeiras lesões são manchas de cor rosada (máculas), que se tornam salientes (pápulas), formam pequenas bolhas com líquido transparente no centro (vesículas) que ao secarem vão formar uma crosta."(1)
"Devido à sua rápida evolução a característica mais evidente da erupção cutânea (exantema) da varicela é a coexistência dos quatro tipos de lesões (máculas, pápulas, vesículas e crostas) ao fim do primeiro ou segundo dia de doença. As lesões da varicela poupam a palma das mãos e a planta dos pés e atingem o couro cabeludo e as mucosas (garganta, órgãos genitais e conjuntiva), onde podem causar pequenas feridas dolorosas. Outra característica da varicela é causar habitualmente prurido (comichão), que pode ser intenso."

No caso do meu pirata, a planta dos pés não foi poupada. Aliás, tem entre os dedos das mãos, planta dos pés, tornozelos, sovacos, virilhas, junto aos olhos, dentro dos ouvidos... Enfim, pelo corpinho todo!

"Em relação à febre, é um sintoma variável na varicela, podendo ir de quase inexistente a febre elevada (39º - 40º), sendo a sua intensidade geralmente proporcional à extensão da erupção."(1)


Bibliografia:

(1) - http://www.medicoassistente.com/varios/varicela

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Apetece-me...

...ir ali e abraçá-lo. Muito, muito, muito. Senti-lo apertadinho nos meus braços, até desaparecer esta sensação.
Amo-te muito filhote do meu coração. Estarei sempre presente para ti e para onde eu for irás sempre comigo. Ninguém se intrometerá na nossa felicidade.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Mãe a tempo inteiro

É o que tenho sido e o que vou ser nos próximos dias. Nada mau se pudessemos sair de casa. Aqui fechados é de dar em doidos. O piratinha já está habituado a acordar e ir para a rua - ora para ir para a ama, ora para um passeio - mas assim o dia inteiro em casa, anda impossível!

Só me quer a mim. Parece uma lapa agarrado às minahs pernas! Sabem tão bem os miminhos!

Tenho aproveitado para fazer de tudo com ele. Muita brincadeira e muitos mimos, mas já não sei que mais inventar... a imaginação acaba-se! E não consigo fazer nada em casa enquanto está acordado - ora ontem só adormeceu pelas 23h30m - nem sestas, nem sonecas - e ao fim da tarde já andava a cair de sono, com uma birra daquelas!

Vamos ver como corre hoje - pelo menos, neste momento, dorme uma sestinha boa! Está a recarregar as pilhas para logo fazer mais umas asneiras!

terça-feira, 26 de julho de 2011

A varicela

Ela anda por aí - segundo tenho ouvido - e já apareceu por aqui por casa. Mas de que se trata?
Aqui ficam algumas coisas que descobri, na net, sobre esta doença:

O que é a varicela?

"A varicela é uma doença infecciosa causada por um vírus chamado Vírus da Varicela Zoster (porque é também o agente causador do herpesInfecção recidivante por vírus que determina erupção cutânea, nas mucosas ou nos genitais que é dolorosa e transmissível sexualmente ou por contacto directo com as lesões. Pode ocasionar cefaleias, conjuntivite, encefalite, encefalomielite, estomatite, glossite, hipertermia, leucoencefalite, Iinfadenite, prurido ou morte. Frequentemente, é co-mórbido com a SIDA ou outras imunodeficiências. zoster ou zona)."(1)

A varicela é uma doença contagiosa?

"Sim. A varicela é uma doença muito contagiosa, embora a sua transmissão dependa quase sempre do contacto directo com a pessoa infectada, pois o vírus é muito sensível à lavagem das mãos de quem trata do doente e ao arejamento dos locais onde este permanece. A transmissão pelo ar (através das gotículas de saliva), é teoricamente possível mas muito rara."(1)

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Férias forçadas

Belíssimo! Graças ao meu filhote pintinhas tenho férias "forçadas"! Confirma-se a varicela. Esta noite teve febre. Muitas borbulhas, com bolhas a formar-se. Não podemos sair de casa. Hoje fui tratar da baixa e ele ficou em casa com o pai, mas o resto da semana fico de castigo em casa.

Muitos mimos, quer colinho a toda a hora. Continua a comer bem, o que é bom. Acordou várias vezes de noite e as sestas também foram curtinhas, mas lá vai descansando.

A ida à SAP foi mesmo só por causa do papel para levar para o trabalho. Para esquecer. O médico não queria passar nada - sim eu sei que "é só varicela" e que é uma doença auto-imune, mas ele é um bebé! Não se sabe queixar! Eu ainda me surpreendo, enfim... felizmente o meu centro de saúde é melhor. Pena a médica dele estar de férias. Estamos apenas a pôr o óleo de dermosina. Nada de toalhitas, só aguinha. Anda à fresca com roupa larga, para não apertar bolha nenhuma. Tem muitas na cabeça e na cara, perto dos olhos. Tenho mais dificuldade em pôr óleo nessas porque esfrega muito os olhos.

domingo, 24 de julho de 2011

Varicela?

Pintas, pintas e mais pintas! Está coberto dos pés à cabeça! E pelo meio umas maiores, com bolhas de água no meio. Essas é que me preocupam mais, porque podem deixar marca e podem infetar.
De resto, continua o mesmo pirata: a comer e dormir bem, a brincar e a fazer asneiras a todo o instante. Risonho, sem febre. Agora está a fazer a sesta.

Quando acordar vamos ali num instante à SAP. Ui que medo! Detesto aquela SAP, não funciona, mas não tenho outra hipótese e ir a correr para o hospital, só por causa de varicela, não me parece bem. Mas vamos ver...

sábado, 23 de julho de 2011

Borbulhas

Ontem era uma, depois outra. Hoje tem várias. Parecem bolhinhas.
Anda bem disposto, apirético, brincalhão. Dormiu bem, comeu melhor. Sem stress, vamos ver se ficam por aqui ou se alastram mais.

Ontem foi dia de aniversário do papá. Muito passeio, muita brincadeira, muitos mimos e colinho para este pirata. Um belo passeio pela costa, com direito a pôr o pé na areia e tudo! À noite, um jantar diferente, com a priminha também por perto, para delícia dos dois que implicaram um com o outro até se cansarem e um adormecer e o outro lutar contra o sono até cair de cansaço, já no carro a caminho de casa. Só acordou quase às dez da manhã o meu piratinha!

Hoje já anda a fazer asneiras, claro está!

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Mães trabalhadoras...

... crianças infelizes?

Desde já respondo: Não. Não tem de ser necessariamente assim.
Primeiro, nem se coloca a questão dos pais que trabalham. Fala-se da mãe. Mas e o pai, não será também tão importante? No nosso país a lei é desigual entre os direitos da maternidade e da paternidade. Criam-se bebés dependentes das mães e por isso elas se sentem culpadas ao ter de os deixar com alguém. São responsáveis por eles e arcam com essa responsabilidade mesmo quando esta parece ser repartida com o outro projenitor - isto na maioria dos casos e salvo algumas exceções, claro está.

A ansiedade de ir trabalhar e deixar a criança com outra pessoa - na creche, na ama, com os avós - é real e eu passei (e ainda passo) por ela, mas trabalhar é uma necessidade tanto economica, como social e de realização pessoal. Sempre trabalhei e tive horários preenchidos. Com a chegada do Martim tive de me adaptar mas não deixei de fazer nada do que fazia antes. Mas claro que por vezes, dou comigo a pensar que poderei não estar presente quando os marcos da vida dele acontecerem: as primeiras palavras, os primeiros passos... e isso deixa-me triste.

"A separação torna-se muito difícil porque, à medida que o tempo vai passando, a ligação entre mãe e filho aumenta."(1) Concordo com este facto, mas não é também verdade que esta ligação pode ser ela mesma transmissora de segurança emocional para a criança e, complementarmente, para a mãe? Para a criança - ou bebé - porque esta vinculação facilita a aquisição da sua própria autonomia e essa é indispensável para uma boa adaptação à ama ou à Creche, e para a mãe, porque ela sabe que o seu bebé está seguro e que vai ficar bem e que esta experiência será enriquecedora para o seu crescimento. Por outro lado, temos de pensar que há aquisições que só serão feitas fora do ambiente familiar. "Há especialistas que defendem a integração de uma criança pequena na creche. Esta decisão permite-lhe que se relacione desde cedo, com outras pessoas."(1)

"Ao estimular o seu filho a criar relações de amizade fora do núcleo familiar, está a facilitar o processo de separação entre si e o seu bebé." - Bem, nem tanto ao mar nem tanto à terra, um bebé cria relações, mas não sabe o que é amizade - apenas mais tarde irá desenvolver essa capacidade - enquanto que a noção de separação, surge bem mais cedo.

Bem vistas as coisas, não me culpo de ir trabalhar ou de ir a formações, porque sei que o meu bebé fica bem na ama ou na casa da avó. Muitas vezes, tenho dificuldade em encontrar quem fique com ele durante as horas de formação ou nos casos de ter de trabalhar aos fins-de-semana, mas tudo se tem resolvido. Quando é preciso, falto ou encontro outras formas de dar a volta à situação. O ideal é haver uma adaptação em família e sabermos com quem podemos contar nas horas de maior aperto. E, claro está, primeiro está o meu bebé, isso nem é posto em causa!

(1) - ESTEVES, Carla Oliveira, "Mães trabalhadoras, crianças infelizes?", Crescer com Saúde, nº 141;

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Quando se corta o cordão...

Importante ligação entre mãe e filho, durante a vida deste no ventre, tem duas artérias que "transportam sangue, já com pouco oxigénio e com produtos a serem eliminados, do feto para a placenta." (1)

Na placenta, "os produtos a serem eliminados passam do sangue fetal para o sangue materno através de uma fina membrana, extensa e muito pregueada, a fim de serem eliminados pela mãe através dos respectivos fígado e rins. Na placenta, em troca, o sangue fetal recebe Oxigénio e nutrientes da mãe."(1)

Quando o bebé nasce, o cordão deixa de ser necessário para fazer a sua função principal: dar oxigénio e nutrientes ao bebé. Então, ao ser cortado, "a falta de oxigénio faz com que se abram as artérias que servem de via para o sangue que vem do lado direito do coração para os pulmões." Agora o bebé já é capaz de respirar sozinho, pois esta abertura permitiu "que o líquido existente nos alvéolos pulmonares seja absorvido, permitindo que se abra uma via aérea entre a boca do bebé e os seus pulmões."(1) E assim a magia acontece, o bebé nasceu e já respira sozinho.


Bibliografia:

(1) - FERREIRA, José Carlos, "O cordão que dá vida", Pais e Filhos, Outubro de 2005;

terça-feira, 19 de julho de 2011

Mistério da vida

Transporta a vida. Pouco se sabe ao certo de como funciona este cordão mágico que liga mãe e filho, fisicamente. Esta estrutura que liga o feto à placenta é uma via de comunicação entre o bebé e a mãe.

O cordão umbilical "é constituído por três canais (vasos sanguíneos) - duas artérias e uma veia - envolvidos por uma espécie de substância gelatinosa - geleia de Wharton."(1) Forma-se por volta da 5ª semana de gestação. E sabiam que quanto mais activo for o feto, maior será o cordão? Pode ter entre os 35 e os 70 cm!

Quando a fase do parto termina, o bebé é colocado sobre a mãe e o cordão é cortado. O vínculo físico entre os dois é cortado, mas não termina. Uma nova fase começa agora, mas o vínculo emocional já vem do ventre.


Bibliografia:

(1)-FERREIRA, José Carlos, "O cordão que dá vida", Pais e Filhos, Outubro de 2005;

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Depressão pós parto

É um problema não apenas das mães, mas também dos pais. Sim, os homens - embora com menor frequência - também podem manifestar sintomas de depressão. Normalmente ocorre durante o primeiro ano de vida do bebé e mais tardiamente do que na depressão feminina. A entrevista de Ana Catarina (Sábado) a Will Courtenay revela-nos algumas ideias que, confesso, eu não tinha sobre este problema.

"No início dos anos 90, Will Courtenay começou a reparar que alguns dos seus pacientes ficavam deprimidos depois de se tornarem pais."(1) Will é um psicoterapeuta norte-americano, especialista em depressão pós-parto masculina. Decidiu explorar este problema e ajudar estes homens a recuperar, criando o http://www.saddaddy.com/.

Neste site, o psicoterapeuta apresenta vários artigos (em inglês) com o intuito de "Helping Men Beat the Baby Blues and Overcome Depression".

As causas são variadas e não muito diferentes da depressão pós-parto das mães: a privação de sono, as alterações da rotina diária a que um bebé leva todas as famílias e os ciúmes do próprio bebé, que agora prende a atenção da mãe 24 horas por dia.

"Muitos homens começam a ter sentimentos de cólera com mais frequência e envolvem-se em mais conflitos. Passam a consumir mais bebidas alcoólicas ou drogas, sentem-se frustrados e têm comportamentos violentos e impulsivos." Quando observamos famílias que se começam a desestrururar quando o momento seria de união, há que analisar se as causas dessa desestruturação e do aumento dos problemas domésticos e familiares não se deve ao aparecimento de sintomas depressivos num dos membros da casal.

"Por vezes isolam-se da família e dos amigos, sentem-se desanimados, cansados, têm dores de cabeça ou problemas intestinais, dificuldade de concentração e passam demasiadas horas no local de trabalho."(1) É mais fácil para os homens manifestarem a dor física do que a dor emocional e por isso, mais rapidamente se tornam violentos do que choram.

Por vezes estes homens rejeitam os bebés. E também se sentem terrivelmente culpados por terem esses sentimentos. Nas crianças, esta rejeição pode também ter repercussões futuras, ficando "mais agressivos e com dificuldades na escola."
"O apoio das mulheres é fundamental." Do marido elas esperam que seja um pilar de apoio, mas quando a doença surge, as mulheres manifestam uma força imensa.

A depressão é uma condição clínica, não uma fraqueza de caráter. A melhor maneira de uma mulher apoiar o seu marido é ser paciente."

Bibliografia:
- ANDRÉ, Ana Catarina, Entrevista a Will Courtenay, revista Sábado, nº 289; (ano 2009)

domingo, 17 de julho de 2011

Aprender a dormir

É desde que nascem que os bebés começam a criar hábitos de sono, da mesma forma que criam as suas rotinas, hábitos e começam a definir os seus gostos e preferências. Também é nessa altura que os pais lhes devem ensinar hábitos de sono saudáveis.

O bebé aprende a associar cada altura do dia a um acontecimento - a isto se chama rotina. E mesmo sem repararmos, estamos a criar-lhes certos hábitos que, podendo ser positivos - na medida em que lhes transmitem confiança e beneficiam o desenvolvimento da sua autonomia - também podem ser difíceis de retirar uma vez instituídos. Por exemplo, o bebé sabe que depois do banho, a mãe lhe vai dar maminha. Todos os dias, durante muito tempo, esse acontecimento se repete. O bebé cria esta rotina e antecipa o seu acontecimento. O mesmo se passa na hora de dormir. O bebé associa os cheiros, sons, sensações, ao sono. E conforme cresce, os hábitos instalam-se e em alguns casos podem ser difíceis de "tirar". Isto pode trazer alguns problemas aos pais, quando tentam alterar um hábito em casa e vêem as suas tentativas completamente frustradas!

Um banho relaxante, uma conversa em tom suave ou uma história contada em tom calmo, podem ser bons truques para uma rotina saudável antes de adormecer: acalmam o bebé sem ser preciso embalá-la ao colo. O tom de voz da mãe ou do pai também embalam tão bem como o movimento do corpo. Mas também não há mal nenhum, se um dia ou outro adormecer ao colo do pai, ou na maminha da mãe. Mas não sendo sempre, não há problema quando tal não acontece. Quando o hábito é adormecer a mamar, como será quando lhe quisermos tirar a maminha?

Que outros hábitos os vossos bebés têm para adormecer?

sábado, 16 de julho de 2011

Um copo...

...com água, uma escova e pasta, p'ra lavar os dentes é o que nos basta!

Novidade do dia: o meu pirata já começou a lavar as dentuças! É que já são quatro! E temos de cuidar bem destas dentolas lindas!

Adorou a nova experiência e o pior foi depois conseguir tirar-lhe a escova e terminar a sessão de higiene oral! Ora se mete lá água, ele está feliz!

Outra coisa: será normal ele ranger os dentes? Acho que ainda está estranho com o facto de ter mais duas "coisas" novas na boca, mas faz-me imensa confusão ele ranger os dentinhos! E a moda agora é dar-mos com ele a fazer "expressões"/"caretas"... faz com cada cara mais feinha...

Crescer em segurança 2

Em casa:

É em casa que acontecem muitos dos acidentes com crianças, mas é possível torná-lo num espaço mais amigável e seguro para os mais pequenos da família.

1º passo - verificar!
Verifique se todos os objectos e mobiliário destinados às crianças cumprem as normas de segurança - cancelas para escadas, cadeira da papa, berço, cama de grades...

2º passo - certificar!
Certifique-se que, quando arruma estas e outras peças de mobiliário, não há o perigo destes caírem sobre a criança se lhes tocarmos inadvertidamente, ou se a criança não se pode pendurar ou trepar neles, correndo o risco de quedas.

3º passo - seguir as normas!
Siga as normas e as condições de utilização do fabricante. Existem instruções tais como o peso a que se destinam ou a idade mínima da criança, que não devem nunca ser descuradas. Há perigos que se podem evitar apenas com uma boa utilização dos produtos - mobíliário, brinquedos, produtos de higiene...

Mas em cada zona da casa, os perigos podem ser diversos:

Na cozinha...

- queimaduras:
A criança é curiosa por natureza e dizer "não mexe" nem sempre - ou quase nunca - funciona. Quando estiver a cozinhar, coloque uma cancela na porta da cozinha de forma a evitar que a criança inadvertidamente se queime, seja encostando as mãos nop forno quente, seja caindo sobre ela algum produto quente, tal como água a ferver. As queimaduras podem ser muito graves e trazer consequências para a qualidade de vida da criança. São muito dolorosas, deixam cicatrizes feias e, para mais, podem pôr mesmo a criança em risco de vida se a sua extensão e profundidade forem elevados.

- cortes:
As facas, tesouras e loiças podem ser objectos muito perigosos, quando usados como brinquedos. Se a criança lhes chega, podem ser um perigo! Feche bem as gavetas e os armários onde se encontram estes objectos, podendo usar sistemas de bloqueio de fechaduras.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Ao seu ritmo

O ritmo das suas palavras é embalado na cadência suave das sílabas que se sobrepõem apressadas. O ritmo está lá, a cadência também. É a linguagem ainda sem a Língua. Mas a Língua já lá está, dissimulada pelos tons ora divertidos, ora insistentes, com que o bebé conversa. Ele percebe antes de conseguir expressar o que deseja. Usa outras formas de se expressar, mas com a paciência e a repetição, um dia falará.

"As crianças vão desenvolvendo a sua linguagem progressivamente e à sua maneira. Uns começam a falar num instante, outros demoram um pouco mais. Alguns, passam meses sem soltar uma palavra e, de repente, disparam uma frase de três meses palavras."(1)

É importante falar-lhe corretamente para que aprenda o vocabulário que faz parte da sua língua materna. Falar-lhe em termos "abebezados" não o ajudará a aprender. Ele ouve bem, mas não consegue repetir corretamnete porque ainda está a desenvolver todo o sistema vocal. Este pode ser estimulado, por exemplo, pela mastigação e pelo treino das palavras, amadurecendo progressivamente. Se a criança não for estimulada corretamente, aprenderá de forma errada e terá dificuldades em se expressar no futuro.

E há que ter calma: cada bebé tem o seu ritmo!


Bibliografia:
(1) - "Já disse mamã! As suas primeiras palavras", Bebé d'Hoje, Fevereiro de 2011;

quarta-feira, 13 de julho de 2011

"Ai a minha vida!"

E põe as mãos na cabeça. Quando ouve a expressão sabe que se espera aquele movimento. Faz as delícias de todos com as suas gracinhas. É o meu pirata, no seu melhor, a ser engraçado e a mostrar o que aprendeu. E quando conversa connosco? Faz aquela expressão a esperar resposta a algo que disse e que ninguém percebeu. Eu respondo-lhe e entro na conversa, mas se houvesse uma forma de traduzir aquele bebeês era lindo de se ouvir o nosso diálogo! (Estão a ver os "Perdidos na tribo"? Era assim mais ou menos isso...)

Da mesma maneira, diz "Olá", pronuncia quase correta, acena quando lhe pedimos e manda beijinhos. Mas os melhores são aqueles que me dá (melhor, dentadas, porque beijo não leva dentinhos de leite afiados a espetar no queixo) cheios de baba! Tão bons!

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Coisas da vida

Há horas do diabo. Quem iria adivinhar que onde acabava de nascer uma nova vida, outra se iria perder? Nas coisas do senhor destino, há destas incoerências. Na alegria de um nascimento, nasce a tristeza de uma vida perdida.
As minhas condolências aos colegas de Grândola.

domingo, 10 de julho de 2011

10 meses

O piratinha já tem dez meses - feitos no dia 6 - e há novidades! Já tem mais um dentinho. Saiu ontem quase completamente, mas há uns dias que andava a espreitar. Não deu febre nem grandes alterações de humor.
Já se põe de pé e larga as mãos uma ou outra vez, mas nem dá conta que o faz. Senta-se e levanta-se vezes sem conta, exercitando as suas perninhas de alicate.

Na quinta-feira fomos à praia, acompanhados pela avó e pela priminha. Ele adorou, ela nem por isso. Ele fartou-se de brincar e de comer areia. Ela "não me toques", nem parece filha de Sesimbra, não queria areia nos pés. E ele a comer areia e a "correr" praia fora, à sua maneira, olhando para trás a ver se eu o seguia. O mar não o assustou e gostou de molhar o pé. Mas tão fria estava a água que não deu para molhar mais nada. Tirou o chapéu da cabeça da prima e vai de que a cabeça dela também serve de apoio para se erguer nos canivetes! Ela a chorar chateada... quero ver quando forem mais velhos, a guerra que vai ser.

Hoje o almoço foi diferente, não fosse os legumes serem servidos em cubinhos em vez de triturados na sopa. Comeu muito bem e até deu direito a usar as mãos para levar os cubinhos à boca! Era ver a felicidade estampada no seu rosto, enquanto degustava cada um dos diferentes sabores: batata, cenoura, ervilha, feijão verde, nabo... depois a perinha moida. E uma boa soneca!

sábado, 9 de julho de 2011

Lembrança

Hoje fica a lembrança daquilo que foram os dias ao seu lado. As pequenas coisas que, mesmo passando 9 anos da sua morte, nunca me esqueci - e acho que nunca me vou esquecer. Uma delas era ir às compras para preparar o novo ano letivo. Era uma tarde preparada e lá iamos os quatro, correr os corredores do Jumbo em Setúbal, primeiro, mais tarde do Continente, em busca dos cadernos, dossiers, lápis, canetas de feltro. Nem eu nem a minha irmã eramos crianças exigentes. Tinhamos os nossos gostos, mas se não podia ser, não trazíamos. Fica a memória do cheiro, da vontade de experimentar tudo rapidamente e de regressar à escola.

Outra coisa que me recordo bastante, era de quando ficava na casa da minha avó e sabia que àquela hora ela saía para nos vir buscar. Ficava à janela à espera de a ver contornar o edifício relógio e subir a ladeira até me ver da janela e acenar. Por vezes, descia e vinha ajudá-la a trazer os sacos. Na altura eram momentos banais, hoje são memórias que passem quantos anos passarem nunca vou esquecer.

Penso que ela iria adorar os dois netos que tem agora mas que não viveu tempo suficiente para conhecer. Nem os genros. Nem os compadres. E hoje, se cá estivesse ia estar na primeira fila a ver-me tocar. Ou ficaria em casa com os pequenos, para nós nos irmos divertir.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Convite

É com imenso prazer que convidamos todos os nossos amigos para participarem na nossa primeira festa tropical!
Venha assistir ao show de escolas de samba e percussão brasileira!!! Irão também estar presentes na nossa festa: G.R.E.S. Bota no Rego - Sesimbra, A.C.U.T.Z.-E.S. Saltaricos do Castelo - Zambujal Sesimbra, G.R.E.S. Trepa no Coqueiro - Sesimbra, G.R.E.S. Unidos de Vilazimbra - Sesimbra, G.R.E.S. Paraiso Tropical - Penafirme da Mata, Bateria de Samba da SFRUA A Velhinha - Alhos Vedros, Grupo Olodum - Tripa Associação - Sesimbra, e a animação ao cargo do nosso interprete e compositor Reinaldo Silva.

(Pormenor da bateria - Escola de Samba Batuque do Conde - Qtª do Conde/Sesimbra)

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Amamentar é dar saúde!

Por aqui fala-se bastante em amamentar. Sim, tem uma intenção: a mama é o melhor pitéu que um bebé pode provar! Mas amamentar não é fácil e existem diversas complicações que podem levar as mães a desistir. Apoiar e ensinar, deveria ser prática corrente nas maternidades - apoiar as escolhas das mães, dar força às que querem fazê-lo e não o conseguem logo por algum motivo, não desmotivar com palavras negativas.

Amamentar é:

- satisfazer uma necessidade básica do bebé - a alimentação!
- um momento de partilha entre mãe e filho, logo desde o primeiro minuto, um momento a dois, para se conhecerem mutuamente!
- dar ao bebé defesas para enfrentar o mundo!
- fácil e difícil ao mesmo tempo; é uma escolha de cada mãe.
- partilhar com o bebé a ternura que nos enche o peito de cada vez que olhamos para o nosso filhote!

O sucesso da amamentação depende em muito daquilo que a mãe espera dela mesma - a ansiedade é inimiga de uma boa amamentação. Essa ansiedade pode ser causada pelas dificuldades que a mãe sente ao dar de mamar - dor, desconforto, - ou pelo receio de que o leite não seja bom , não seja suficiente, ou que o bebé fique com fome.

Tenho lido bastante sobre este tema e tenho encontrado algumas opiniões que divergem. O melhor - penso eu - é cada uma de nós seguir aquilo que lhe diz o coração. Só deve amamentar quem o queira mesmo fazer. Se o fizer, que seja um momento de amor e não uma refeição tomada à pressa em qualquer lado. Como em tudo o resto, amamentar é bom quando é feito com amor. Se assim o for, até aqueles maus momentos são ultrapassáveis e ambos beneficiam, mãe e bebé. "Uma mãe fria e tensa que dá de mamar ao bebé poderá levar a uma forma de crescimento tão desarmonioso como a resultante de um suporte de biberão."(1)


Bibliografia:
(1) - SPRINTHALL e SPRINTHALL, "Psicologia Educacional", Mc Graw Hill;

segunda-feira, 4 de julho de 2011

De volta ao Inferno

É que não bastava ser segunda-feira, nem bastava estar a regressar ao inferno.
O pirata hoje lembrou-se de começar o dia em grande. Birra para mudar a fralda! Birra para vestir! Birra para beber o leite! E ainda por cima, conseguiu tirar o boné aí umas vinte vezes da cabeça antes de conseguirmos sair de casa! O filho é teimoso mas a mãe também e chegámos a casa da ama de rélações cortadas... foi para o colo dela e virou-me a cara, nem um adeus, nem um beijo me deu.

Dói-me o coração.

Nunca mais são horas de o ir buscar...