segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

A vida às vezes é madrasta... atualização

Faltava-me atualizar a ituação das pequeninas que estão (ainda) a cargo do meu pai.

São duas meninas saudáveis, mas que por infortúnio da mãe estar no hospital, estão agora sem ninguém. Sem ninguém não é bem asim. Felizmente, o meu pai acolheu-as em casa e é como se já fizessem parte da família. Algumas pessoas ajudam (depois há aquelas parvas que vão para o café comentar "coitado, com três a cargo dele agora ainda foi buscar mais duas" ou coisas piores que nem vale a pena pôr aqui), com alimentação, vestuário, fraldas. Se virmos bem as coisas, tem sido a comunidade a envolver-se no bem estar destas bebés e que tem ajudado o meu pai a dar-lhes uma vida melhor. No sábado fui levar um saco de roupa para a mais pequenina. Mimos pelo menos têm, algo que não sei se teriam com o suposto pai...

É que, perdoem-me o desabafo, onde anda o pai (ou o companheiro da mãe das meninas, salvo seja)? Não as vai buscar, mora no mesmo prédio e elas todas os dias dormem e comem na casa do meu pai. Se é para isso, mais vale que esta passe a ser a sua famíla (de acolhimento, de adoção whatever) mas é uma família que já se está a apegar a elas. A mãe, infelizmente, continua no hospital e as informações sobre o seu estado de saúde são poucas. Já se fala de tanta coisa, que prefiro não adiantar aqui muito mais até ter a certeza. Elas estão entregues.

E depois, há aquela senhora que ficou como ama a tomar conta da mais pequenina. Começou numa segunda-feira. Na sexta-feira avisou que não podia vir no sábado. E no Domingo avisou que o Centro de Emprego lhe tinha ligado para ir a uma entrevista na segunda e desde aí ninguém sabe dela. Senhores da Segurança Social: a intenção foi boa, mas por favor escolham melhor as amas. Esta senhora de certeza que tinha outros interesses. Desculpem lá: o Centro de Emprego não telefona ao domingo a marcar entrevistas! Ou estarei errada?

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Desmame

Desde Domingo que o piratinha não mama. Pensei que ia custar mais, mas até tem estado a correr melhor do que esperava. Para ele e para mim. Tive receio de ter dores mas afinal não tive, nem sequer subidas de leite. O desmame não foi programado, foi algo que acabou por surgir naturalmente.
O Martim, devido aos meus horários e também às suas necessidades, já só mamava à noite antes de adormecer. Raramente mamava de manhã e ainda menos durante o dia. Antes era normal ele mamar e adormecer logo de seguida, mas ultimamente, mamava e ficava agitado demorando tempos infinitos para adormecer. O problema nem era esse, o pior era ele morder-me cada vez mais. Ferrava o dente e eu via-me e desejava-me para lhe abrir a boca e tirar de lá a mama. Ficava muito zangado comigo quando isso acontecia e até rejeitava vir para o meu colo depois. Desde o mês passado que isto vinha a acontecer com mais frequência e as dores a aumentarem. Pensei então que, se tinha deixado de ser uma vontade e um prazer para os dois, então não estava a haver nenhum benefício para que se continuasse.
Houve noites em que lhe dei biberão, mas a guerra era tanta que acabava por lhe dar a mama na mesma. Passava uma ou outra noite que não mamava e essas foram noites agitadas - mas percebi que o timing não era o certo, ele andava aflito dos dentes, com birras enoooormes! Agora esta semana as coisas acalmaram. Sem problemas, ele adormece sem a mama. Ontem adormeceu mesmo na caminha dele sozinho. Nós ficámos na sala a ouvi-lo a brincar e a falar com os peluches e quando o fomos ver estava a dormir. Assim espero que continue.

domingo, 22 de janeiro de 2012

Fim-de-semana precioso!

Este fim-de-semana fiquei em casa com o Martim. Não era para ter sido assim, ontem devia terv tido formação e hoje deveria estar de serviço voluntário, mas alguns imprevistos fizeram com que eu optasse por ficar em casa e aproveitar o fim-de-semana ao máximo. Assim, estes dois dias além de servirem para recarregar baterias e para arrumar a casa e tratar da roupa, serviram também para passear com o Martim, brincar com ele e deixá-lo brincar com outras crianças da sua idade.

Ontem de manhã, esteve a brincar com o G. nos Bombeiros. A mamã do G. teve de o levar com ela para ir trabalhar - às vezes, tem de ser - e o Martim foi lá um bocadinho para brincar com ele. São os dois da mesma idade, nasceram no mesmo mês, apesar do G. ser mais altinho que o meu. Foi giro vê-los brincar a par, com os mesmos brinquedos e observar como disputavam os carrinhos, como se insinuavam para connosco para ganharem mimos... tão lindos! Estes momentos são muito importantes para os nossos bebés e, sempre que posso, tento que o Martim tenha contato com outras crianças e deixo-o à vontade para interagir. São momentos de uma aprendizagem e crescimento tão saudável e importantes que não os devíamos privar deles. Brincar é a melhor maneira deles aprenderem e brincar a par com outras crianças é uma dessas formas de desenvolvimento.

À noite fui com o Martim jantar ao Batuque do Conde. Uma aventura para conseguir comer! Quem conhece uma sede de uma escola de samba, nesta altura do ano, sabe que não é lugar para um bebé - e esta está muitíssimo arrumadinha - pelo que passei todo o jantar a levantar-me para andar atrás dele. Estava lá um casal amigo com um bebé um pouco mais velho que o Martim. Os dois, em princípio, vão no desfile e, nós mamãs alucinadas, vamos a tomar conta deles. Vai ser lindo vai! Ontem falavamos disso e já estávamos a antecipar os problemas que poderão surgir - mas nada que nos faça desistir da ideia. Claro que espero que o tempo esteja bom, chuva não será nada bem vinda...

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Na cama...

... antes da hora habitual e a dormir ferrado! Desta vez adormeceu sem fitas, o que não aconteceu com a comida. Para comer meia sopa, chorou, cuspiu e empurrou a colher. Não gosto nada de estar zangada com ele, mas foi o que aconteceu. Tem andado mais birrento e teimoso que nunca. Só quer fazer o que quer e quando é contrariado chora e não desiste facilmente. Sempre teve uma personalidade marcada, mas com a entrada no segundo ano de vida está a mostrar cada vez mais essa faceta! Depois de jantar fui logo deitá-lo. Dei-lhe um beijo e deixei-o sozinho no quarto. Estava à espera de mais uma fita, mas afinal ao fim de cinco minutos estava a dormir tal como o tinha deixado. Sem dramas e sem choros. Parece que percebeu que eu estava zangada com ele... ou então estava era mesmo cheio de sono.
Por um lado é bom vê-lo assim a mostrar as suas vontades e a desenvolver a sua personalidade. Por outro lado, estas birras mais frequentes também são dos molares que estão a querer romper. Já teve uns episódios de febre e tem andado a comer menos. A maioria das vezes faz uma fita desgraçada para comer seja aquilo que for, mesmo um simples iogurte. Ainda tinha pensado tirar-lhe a maminha, e ainda tentei mas não estava a correr bem, porque ele recusa o biberão, chora e grita, agarra-se a mim muito sentido e fica tristissimo. Por isso, acabo por ceder e dou-lhe a mama. O desmame está prestes a acontecer, tenho tido muito menos leite e, apesar do prazer que é dar-lhe mama, ele já me mordeu muitas vezes e é complicado fazê-lo largar a mama quando quero. Só lhe tenho dado à noite antes de adormecer, mas queria cortar com esse hábito antes de o passar para o quartinho dele.

De resto, hoje o dia correu bem, com direito a fogo urbano e tudo. Cheguei a casa ainda a cheirar a fumo...







quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

A vida às vezes é madrasta.

A vida pode mudar de repente sem nós esperarmos. Do nada, num segundo em que se toma uma decisão - boa ou má - podemos mudar duas pequenas vidas. No passado Sábado à noite o meu pai apercebendo-se de movimento no prédio, foi espreitar. Uma das vizinhas, que o meu pai não conhecia, estava a ser levada no INEM, o companheiro dela queria ir também, mas havia duas bebés em casa. O meu pai e a mulher ofereceram-se para ficar essa noite com as bebés. Até hoje estão lá. A mais nova tem 17 dais e a mais velha faz hoje 2 aninhos. A mãe está internada no hospital, o resto da história pouco se sabe... a mais velha nem percebia o que lhe diziam porque a mãe é marroquina e em casa falavam em francês. Roupa só a que traziam no corpo. O meu pai no Domingo foi comprar leite de lata para a bebé - que até ali só conhecia  amama da mãe -  e tem-se desenrascado conforme pode.
Bastou um momento, para aquelas duas bebés estarem na casa de pessoas estranhas. Faz-me pensar se não tiveram sorte por estar ali o meu pai, que com a família está a cuidar delas o melhor que sabe e pode. Mas faz doer o coração saber que as meninas não têm nada. Porque é que as meninas não tinham mais que a roupa do corpo? A bebé tinha ainda a roupa do hospital. Que mundo é este? Que se passaria com esta mãe - já para não falar do pai da criança? Gostava de saber mais sobre elas e poder ajudar. Para já vou mandar roupa que é o que consigo arranjar agora.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Ter sorte para...

E ontem estávamos nós a ver a reportagem que passou na sic acerca de pessoas que arriscaram tudo para mudar o rumo das suas vidas e conseguiram ter sucesso. E lá diziamos nós que é preciso ter sorte e ter dinheiro para começar. Mas eu nem quero abrir uma queijaria... nem comprar uma quinta no Alentejo para turismo rural... era uma coisa muito mais simples.
Apenas fazer algo relacionado com o meu curso, com crianças.
Mas hoje começamos mais um dia, segunda-feira, e tal como em todas as outras segundas-feiras., o dia é igual, sem mudanças... mas com muitos planos a germinar na cabeça. E se... e se... queria tanto deixar os ses de lado e arriscar. Mas ainda não consigo.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Parabéns!

Parabéns à mamã Sílvia! Mamã de uma linda bebé que nos alegrou ontem com a sua chegada. Por poucas horas era a bebé do ano. Que pontaria menina!

Hoje é dia de trabalho e o pequenote ficou com o pai e com os avós. Que vontade de estar em casa também... ninguém merece trabalhar na primeira segunda-feira do ano...

Elsa Filipe