quarta-feira, 15 de maio de 2013

As otites

A otite é uma inflamação do ouvido e pode ter diversas causas: bactérias, fungos e vírus.

É um problema mais frequente nos meses de Inverno, mas que também pode ocorrer no Verão, quando as idas à praia ou à piscina significarem mais água a entrar e a permanecer no ouvido.

A otite externa atinge o canal auditivo. Se for média atinge o ouvido médio. E se for interna atinge os canais semicirculares (estes são responsáveis pelo sentido espacial).

Muitas vezes, senão quase sempre, as otites são precedidas de uma gripe, constipação ou resfriado. "As secreções nasais passam facilmente para o ouvido, onde se convertem em caldo de cultivo de vírus ou bactérias, o que faz desenvolver a otite. Ou seja, produz-se uma infeção e uma inflamação, que é o que provoca a dor."(1)

Os antibióticos são eficazes se tomados apenas quando necessário e quando perscritos pelo médico assistente, uma vez que a sua toma frequente pode criar resistências que poderão trazer problemas de futuro. Muitas vezes, a administração de um anti-pirético e de um anti-inflamatório é suficiente para debelar a infeção em três a quatro dias, dependendo da sua gravidade.

"A melhor forma de evitar que o seu filho tenha uma otite é pôr de lado a forma excessiva como o agasalha."(2)

Precauções a ter em conta:
- evitar usar cotonetes continuamente e evitar lavar repetidamente os ouvidos.
- colocar tampões nos ouvidos antes de ir para a natação;
- lavar frequentemente o nariz;
- estar atenta aos sinais;
- recorrer à ajuda de um médico especialista.

Sinais e sintomas:
- dor intensa;
- diminuição na audição;
- inchaço nos tecidos;
- comichão;
- corrimento;

Nos bebés, acrescente-se ainda:
- irritabilidade;
- apatia;
- falta de apetite.


Bibliografia:
(1) - "Dói-lhe o ouvido: como tratar a otite", Bebé d'Hoje, Fevereiro 2011;
(2) - ESTEVES, Carla Oliveira, "Como tratar as otites?", Crescer com saúde, nº 141;

Deixem os miúdos brincar!

O texto é brasileiro, mas retrata a importância da brincadeira na construção da identidade da criança como ser social, interveniente e participativo. Às vezes, pensamos que eles brincam sem nexo, sem daí retirar nada, mas eu acho que brincar é sempre proveitoso. É uma forma de aprendizagem como outras e tão ou mais importante. Deixem as crianças brincar então!
"A ludicidade, é tal qual a infância, um construto cultural. Ela foi pensada como
principal meio de socialização das crianças no mundo dos adultos. Por essa razão, a
experiência de uma criança com a ludicidade vai estar fundamentada na cultura geral
em que ela está inserida, modificando-se a cultura lúdica de uma sociedade para outra.

Tendo como invólucro a cultura geral e como fim a socialização, a ludicidade é
rica em significados, ela permite à criança que a vivencia, a experiência de ser criança,
fazer parte da cultura adulta e preparar-se para assumir um papel, uma função social na comunidade de que participa. Por essa razão, a cultura lúdica de um povo revela muito sobre ele, sobre o lugar das crianças em sua sociedade, sobre o modo como elas são ensinadas, socializadas e sobre em que circunstâncias o mundo adulto e infantil se
encontram.

Como construção cultural, e portanto variável, a ludicidade se modifica
principalmente a depender do local em que se realiza. Com base nisso é que esta
pesquisa se propõe a verificar a cultura lúdica das crianças com fins de apreender como
se dá a utilização dos brinquedos de que dispõem ; se são adquiridos de fora de sua
cultura; que brincadeiras são realizadas por elas nos mais diversos momentos do seu
cotidiano; e qual a função que a brincadeira e o brinquedo cumprem no processo de socialização destas crianças."

(OLIVEIRA, Leide, SOUSA, Emilene, Brincar para Comunicar: A ludicidade como forma de Socialização das Crianças - Universidade Federal do Maranhão, Imperatriz, MA)

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Sobre o Dia da Mãe

Lembro-me de ser um dia preparado na escola, ou em que eu e a minha irmã faziamos desenhos ou outras obras para oferecer à minha mãe. Lembro-me de um ano em que ficámos sozinhas em casa e resolvemos fazer um salame. Um belo salame que até leite levou e açucar e ficou horrorosamente liquido e doce - dessa altura vem a minha falta de jeito para a culinária, principalmente para doces e bolos!
Lembro-me que o dia da Mãe deixou de ser importante quando a minha mãe morreu. Passou a ser um dia de tristes memórias e de não querer saber da alegria dos outros. Em situação de estágios ou a trabalhar em Creche mais tarde, esse dia era vivido como outro qualquer, preparava-o com as crianças porque elas mereciam que eu o fizesse, mas tentava não me envolver muito.

Hoje é diferente.
Desde a gravidez, este dia é meu e do meu filho. É um dia de reflexão sobre o meu papel de mãe, sobre a minha relação com o meu filho e sobre as muitas mães que conheço e com as quais partilho as minhas alegrias, as dúvidas e as expetativas. Para todas as mamãs (as minhas mamãs, Entremães, Mães babadas.. que sabem quem são e que são importantes na minha vida) e para as avós e tias que também têm o seu papel na minha vida, o meu muito obrigado por me fazerem ser uma mãe melhor!