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sábado, 21 de setembro de 2013

Aniversário do Martim!

O meu filho já fez 3 anos! Quem diria? O tempo passa a correr e nós nem damos conta, mas é assim... sou uma mãe babada e orgulhosa do filho lindo que tenho! Amo-o muito, do fundo do meu coração!


Parabéns amor meu, pelo teu aniversário! Adoro-te!
 


 
Mais fotos da festinha dele em atelierfestasinfantis.blogspot.com

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Terceiro ano

Faltam poucos dias, para terminar este terceiro ano da minha viagem como mãe.
E o que foi acontecendo? Tanta coisa!
O meu filho agora diz-me "eu não sou bebé, sou menino" e isso já diz muito da sua personalidade. É um doce de criança. Vejo-o sempre com muito orgulho. Olho para ele, sempre babada, pois sei que tem superado muitas das minhas expetativas. Acredito nele todos os dias! Amo-o muito e por ele faria qualquer coisa. Foi amor à primeira vista, sem dúvida, mas esse amor foi crescendo a cada dia que passamos juntos e, construindo-se nos momentos partilhados e nas ausências que fazem doer o coração!
Ele acompanha-me muitas vezes nas minhas atividades, seja em dias de animação, seja em reuniões e formações nos bombeiros quando não tenho com quem o deixar. Cresceu muito com isso e, apesar de ele até se comportar bem - tendo em conta a idade - sei que esse fato o tem prejudicado um pouco, pois é obrigado a estar quieto, a não ter esse tempo para as suas brincadeiras. Por outro lado, tem-me seguido um pouco para todo o lado e sei que isso lhe criará boas memórias de infância. O pouco que ele se recordar de mim, - pois nesta fase, as memórias vão-se perdendo rapidamente - será certamente bom. Pelo menos assim é o meu desejo. É por isso que as fotos e os registos escritos são tão importantes nesta idade. Porque o nosso cérebro se esquece destas coisas... e um dia ele não se vai lembrar de como foi passar a tarde a fazer molduras com a mãe no Fórum Montijo, nem da vez que foi fazer uma formação de topografia, à noite, a pé pelo Seixal.

domingo, 9 de setembro de 2012

O bebé e os objetos de afeto

O seu bebé tem um objeto ou peluche que leva para todo o lado? Estava aqui a lembrar-me que o meu filho nunca teve um boneco especial que levasse sempre com ele. Gosta de vários e consoante a sua vontade, ora lhe apetece dormir agarrado aos tambores, ora se deita com os peluches... ora chega à cama e empurra de lá os bonecos todos e dorme sozinho. Nós nunca impusémos nada. Ontem, por exemplo, adormeceu agarrado a um boneco do Ruca, enorme e que ocupava mais espaço que ele na cama.

Até agora o Martim ainda não se agarrou a nenhum brinquedo em especial. Adora as suas bolas e os carrinhos servem para levar para a cama e para brincar até adormecer, mas pode ser um ou o outro, não mostra ter preferência por um único. No entanto, muitas crianças começam nesta idade a mostrar preferência por um determinado objecto transitivo. Mas o que é isso e o que representa para a criança?

Este termo foi inicialmente criado por Donald Winnicott em 1953, para denominar um objeto concreto selecionado e preferido pelo bebé e pela criança pequena em certas situações com vista a alcançar a tranquilidade. Este objeto pode ser um ursinho de peluche, uma fralda, um cobertor, etc.

Em termos psicológicos, o objeto transitivo constitui um tipo de mediador entre o mundo interno do bebé ou criança e o mundo externo, a realidade que o envolve, já que, apesar de ser algo palpável, é investido de simbolismo e significado subjetivo.

Segundo Winnicott, esta capacidade de utilização por parte do bebé de um objeto transitivo consente e permite a transição da primeira relação, que é oral, que tinha com a mãe, para a verdadeira relação de objeto. Este objeto é sentido como algo quase inseparável do bebé, mas em simultâneo representa a posse de algo que não é ele próprio, mas que é verdadeiramente só dele.

A função deste objeto prolonga-se durante toda a vida, como algo que é pertencente tanto ao imaginário como ao mundo real. Pode ser manifestado em vários tipos de experiência, mas especialmente nas atividades de criação sejam elas artísticas, culturais ou religiosas ou outras, que representam a capacidade do sujeito de se poder localizar no domínio do imaginário e da ilusão.


In.: http://www.infopedia.pt/$objecto-transitivo

terça-feira, 14 de agosto de 2012

"Oh mamã!"

E foi com um "oh mamã" que ele me levou na certa, e se desfez em lágrimas nos meus braços. E depois adormeceu. Mas não sem antes ter mostrado que estava deveras chateado comigo - por ter ficado dois dias sem me ver? claro... - fazendo asneira atrás de asneira e fugindo de mim quando lhe tentava pegar, ou respondendo um redondíssimo "Não!" quando lhe pedia um beijo.
É que por via de eu ter saído tarde no domingo e o ter deixado mais essa noite na casa dos meus tios, ele pareceu ficar sentido comigo. Ontem presenteou-me com um "Oh mamã" que me fez quase ir às lágrimas e com uma chilreada de palavras que não entendi mas que o significado poderia bem tentar adivinhar... e não eram todas bonitas de certeza!
Depois eram quase duas da manhã saltou para a nossa cama e veio dormir o resto da noite abraçado em mim, apertando-me cada vez que eu me tentava mexer. Tão bom, sentir assim as saudades dele. Vale por tudo. Vale por hoje eu estar aqui de serviço e dormir longe dele e, já sentindo a falta dos seus abracinhos, trocar o turno de amanhã para enfim poder dormir em casa. Aqueles minutos de mimo antes de adormecer valem tudo.

terça-feira, 5 de junho de 2012

Fora de horas.

Claramente e com tanto por fazer ainda. Mas já não passava aqui à tanto tempo que deu saudades.
Estou de férias, o meu menino está a dormir desde as 22h30m e eu agora pude parar um pouco e vir até aqui espreitar. E deixar-vos um beijinho.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Dia de casamento

No dia 19 de Maio, jntaram-se para contrair matrimónio Ana e Afonso Mariano. Até aí tudo bem... não fosse haver miúdos à mistura, uma madrinha que passou o dia a embirrar com os sapatos e com a relva... um pai da noiva atrasado (tanto que a senhora do registo se foi embora e só voltou mais tarde)... uma noiva a dar mama no copo de água... uma mota, um mini, e outros precalços que fizeram deste um dia ainda mais especial.

Entre sorrisos e lágrimas, felicidades para os noivos e que tudo vos corra bem, nesta vossa vida já tão atribulada! Vocês merecem!

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Tocar!

"O toque é de primordial importância para o bem-estar, para a saúde física e mental da criança durante o seu desenvolvimento. E continua a ser de primordial importância para todos nós, toda a vida." (1)

Quando estou com o meu filho, apercebo-me que passo o tempo a beijá-lo, a fazer-lhe festas na cara e a agarrá-lo. Ao contrário de alguns bebés que se afastam perante a demasia de mimo das mães, o meu gosta e mostra-se feliz quando é acarinhado. Não é um bebé mimado. É um bebé feliz. Mas tudo depende do gosto da criança, que tal como nós, nem todos gostamos de ser constantemente apertados. O Martim, por exemplo, gosta de adormecer com um bracinho debaixo da minha cabeça e com a outra mão, vai-me mexendo na cara, no nariz, nas orelhas. Sempre o fez, mesmo quando ainda mamava, a sua mão livre estava sempre a mexericar, e isso sabia bem a ambos.

"Tocar, acariciar, fazer festas a um bebé, a uma criança é indispensável para que um e outra vão construindo a sabedoria dos contornos do seu corpo..." (1)

Beijar e acariciar não tem de ser considerado um comportamento negativo - apesar de haver pais que assim pensem - muito pelo contrário. Se nos culpamos tantas vezes por passarmos pouco tempo com eles, porque não aproveitar os momentos ternos do deitar e deixá-los adormecer agarradinhos a nós, enquanto lhes cantamos baixinho ou lhes contamos uma história? Não serão estes momentos também importantes e geradores de bebés e crianças felizes e seguras de si mesmas?

Bibliografia:
1 - EMPIS, Isabel Abecassis, "Materna mente - façam festas aos vossos filhos", Pais e Filhos, (nº 171); 

domingo, 15 de abril de 2012

O meu Ó-ó!

Ontem o Martim portou-se muito bem na sesta. À noite, escurecemos um pouco o quarto e estive com ele na caminah a ler-lhe histórias e a cantar. Acalmou e ficou muito sossegado aconchegado ao meu colo. Estava quase a adormecer e eu a preparar-me para o deixar passar a primeira noite no quarto dele. Mas o pai chegou e, ao aperceber-se da sua chegada, levantou-se de um pulo. Acabou a calma daquele momento e, "porque está frio", "tentamos mais lá para o verão" ou "esperamos pelas férias", o colchão voltou para a sua cama, no nosso quarto e ele voltou para a nossa cama. Depois de adormecer, ficou na caminha dele e dormiu mais ou menos bem a noite toda. Acordou a perguntar "o ó-ó?" - depois de algum tempo é que acordei realmente e me lembrei que tinha deixado no outro quarto a almofada onde ele se costuma deitar agora. Nem me tinha apercebido que aquilo era importante para ele. É um retangulo de esponja do IKEA, às riscas, nem é uma almofada! De manhã, quando acordou, ficou a conversar com os "bebés" (como ele chama aos peluches dele) até eu o ir levantar.

Agora está a dormir a sesta. Na minha cama. Hoje não me apeteceu andar a trocar colchões de um quarto para o outro. Adormeceu agarrado a mim, num abraço apertado, quentinho e carinhoso, com aquele cheirinho a bebé. Tão bom!

domingo, 4 de março de 2012

De coração.

Esta semana foi muito complicada. Como se as notícias da nossa prematurinha não chegassem já, ainda tivemos a morte de um colega e amigo, que nos deixa uma grande saudade. Tem sido difícil vir aqui porque fico sem saber o que escrever... mas hoje lá me arrisquei.

Mas quero que o post de hoje tenha algumas coisas boas e por isso começamos com os Parabéns! à mamã Telma e ao seu filhote que nasceu no dia 29 de Fevereiro. No mesmo dia que a minha avó faz anos também - assim não me esqueço. É um dia especial de certeza que vos vai trazer muita sorte! Beijinhos Xuxa.

O Martim está melhor. Já come muito melhor e agora quer ser sempre ele a comer sozinho. Está muito autónomo o meu filhote. Hoje comeu a sopa sozinho e até nem se sujou muito. Está a crescer e quer comida a sério, fruta cortada em vez de passada, sopa com os legumes inteiros, arroz onde enfiar as mãos. Nem sempre consigo dar-lhe essa oportunidade, mas tento sempre que posso, deixá-lo comer sozinho, experimentar a colher, o garfo, a faca, chupar os dedos, lamber o prato... fica todo lambuzado, mas não me importo. São momentos felizes para ele e está a aprender e a descobrir. Ainda tenho dúvidas mas acho que vai ser canhoto.

Ontem foi pela primeira vez à piscina, à natação. Correu tão bem! Ele parecia uma lapa agarrado ao meu pescoço, mas não estava com medo, estava a sondar o ambiente à nossa volta a rir para os outros meninos, a sentir a água. Não queria que o afastasse de mim e respeitei-o para não o forçar. Quando chegou a altura de brincar com a bola soltou-se naturalmente, sem medos e, comigo a segurá-lo ao de leve, lá se movia pela água atrás da bola. E ria. Eu adorei a primeira aula. O que custou mais foi no fim, tirá-lo da piscina, secá-lo e vesti-lo. Fez uma fita descomunal para trocar a fralda! Não podia ser tudo rosas não é?

Depois tivemos o nosso encontro de mamãs e bebés no Entremães, que este mês se realizou nos Bombeiros do Seixal. Conhecemos mais duas mamãs novas. Foi um encontro muito giro, em que falamos de amamentação, bebés prematuros ou que por algum motivo tiveram problemas ao nascer e tiveram de ficar no serviço de neonatologia e falámos de internamentos. Falamos de alimentação e de não termos pressa de introduzir sólidos (eles pedem, e eu mesma caí nesse erro de introduzir a sopa cedo demais). (Aguardamos pelo próximo encontro que, se calhar, se vai realizar em Monsanto, na Casa Verdes Anos.)

À tarde, dormiu uma sesta desde as 14h até quase às 18h. Lanchou e a seguir fomos à Bebeteca, com o pai, brincar. Estes momentos em família são o melhor do mundo e esta semana estava mesmo a precisar de desanuviar a cabeça. Sentir que aproveitamos o tempo juntos é o melhor, porque assim sabemos a sorte que temos em estarmos todos com saúde e perto uns dos outros. À noite fomos a um Karaoke, mas só um bocadinho, porque o Martim apesar de se portar bem, estava a começar a ficar irrequieto e estar parado não é com ele! Adormeceu tarde mesmo assim, devia ser da excitação do dia, mas como dormiu tanto à tarde nem me importei muito. Um dia não são dias, não é?

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Desmame

Desde Domingo que o piratinha não mama. Pensei que ia custar mais, mas até tem estado a correr melhor do que esperava. Para ele e para mim. Tive receio de ter dores mas afinal não tive, nem sequer subidas de leite. O desmame não foi programado, foi algo que acabou por surgir naturalmente.
O Martim, devido aos meus horários e também às suas necessidades, já só mamava à noite antes de adormecer. Raramente mamava de manhã e ainda menos durante o dia. Antes era normal ele mamar e adormecer logo de seguida, mas ultimamente, mamava e ficava agitado demorando tempos infinitos para adormecer. O problema nem era esse, o pior era ele morder-me cada vez mais. Ferrava o dente e eu via-me e desejava-me para lhe abrir a boca e tirar de lá a mama. Ficava muito zangado comigo quando isso acontecia e até rejeitava vir para o meu colo depois. Desde o mês passado que isto vinha a acontecer com mais frequência e as dores a aumentarem. Pensei então que, se tinha deixado de ser uma vontade e um prazer para os dois, então não estava a haver nenhum benefício para que se continuasse.
Houve noites em que lhe dei biberão, mas a guerra era tanta que acabava por lhe dar a mama na mesma. Passava uma ou outra noite que não mamava e essas foram noites agitadas - mas percebi que o timing não era o certo, ele andava aflito dos dentes, com birras enoooormes! Agora esta semana as coisas acalmaram. Sem problemas, ele adormece sem a mama. Ontem adormeceu mesmo na caminha dele sozinho. Nós ficámos na sala a ouvi-lo a brincar e a falar com os peluches e quando o fomos ver estava a dormir. Assim espero que continue.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Balanço 2011 - parte 1

Este ano que agora termina merece um post especial dedicado a um balanço dos aspetos positivos e negativos, começando pelo blogue doiscontigo. Durante este ano, foram muitos os assuntos tratados, os temas discutidos e a variedade de conteúdos. Passamos de um blogue dedicado à educação em geral, para um blogue dedicado à maternidade e ao primeiro ano de vida do Martim. As minhas aventuras como mãe, as minhas dúvidas, por vezes até algum desepero, desabafos e criticas. De A a Z, muito foi falado. Esta é a minha lista. convido-vos a deixarem aqui a vossa também. O que acham do convite?

Afetos - um beijo gostoso de quem amo, os bracinhos pequeninos do meu filho em volta do meu pescoço enquanto diz mamã, o seu olhar enquanto mama e me fixa nos olhos aquele doce mar azul. O seu riso logo de manhã, aos pulos na cama e carregado de energia! Podia ainda acrescentar aqui - alguns percebem - dar a mão a uma pessoa que se leva ao hospital e apenas devolver-lhe um sorriso, sabendo que nada mais podemos fazer. Dar força a uma família, mesmo quando sabemos que a esperança se está a terminar. Receber uma coisa muito especial, com o maior valor de todos, porque é dada de coração e nos faz sentir que, apesar de tudo, tivemos significado na vida dessa pessoa. Obrigada.

Amamentação - quase a fazer os 16 meses, o Martim continua a mamar no peito, sempre que quer. passei por várias dificuldades e pensei em desistir, mas arranjei força para seguir em frente e continuar. O apoio é essencial. Foi dos temas que se calhar aqui mais foi falado no blogue.

Bebés - o meu em particular, que é o mais lindo de todos  -todas as mães dizem isto não é? - cresceu muito durante este ano. Já diz algumas palavras, é um brincalhão, está sempre bem disposto. Às vezes consegue tirar-me do sério ou fazer-me sentir uma mãe desnaturada, mas é a melhor coisa da mnha vida! E outros bebés (uns que fizeram parte deste blogue, outros apenas que fazem parte da minha vida e do Martim) - a Sofia Mariano, a Lianor, o Rodrigo, o pequenino Joel que nasceu à dias, o pequeno Gustavo, o Gabriel, a Bárbara que foi a priemira amiga do Martim, os seus novos amiguitos, Leo e Mel, e as meninas um pouco mais crescidas: Maria, Inês...

Crescimento - medir não chega para contar como ele cresceu. As coisas que é capaz de fazer, o que aprendeu. E eu também cresci - como pessoa, como mãe.

Desenvolvimento - um patamar de cada vez, seja na linguagem, na cognição, ou nas suas capacidades físicas e motricidade, vi o meu bebé no melhor da sua vida. Mas também tive a felicidade de, através das vossas palavras, ver o crescimento dos vossos filhos e sentr-me também feliz com as suas conquistas. Obrigado por me abrirem as portas de vossa casa, como mãe isso foi muito importante.

Entremães - O entremães é um grupo de mães (e pais) que se juntam uma vez por mês, para falar de assuntos relacionados com a maternidade. Levamos os bebés, dizemos parvoíces, mas sobretudo discutimos coisas sérias. Ali não há criticas negativas - há pessoas que passaram por experiências iguais à nossa e que nos sabem apoiar sem julgamentos. Somos todas mães (e pais) com os nossos defeitos, os nossos medos, as nossas alegrias, as nossas diferenças e os nossos filhos.

Família - é auilo que temos de melhor, mesmo que por vezes pareça que nem lá está. Este ano aprendi a conhecer quem é realmente importante. Quem é família, mesmo sem parentesco. As primas e tias que gahei e que ganhou também o meu filho. As pessoas com quem posso realmente contar - essas são a verdadeira família.

domingo, 20 de novembro de 2011

Coração de mãe...

... apertadinho, apertadinho, uma noite mal dormida, sempre a pensar em ti!
Ontem jantamos na avó e como hoje cedinho tinha de te ir lá levar o piratinha, ficou logo lá a dormir. Dei-lhe o banhinho, a maminha e fui eu que o deitei a dormir. Depois vim embora. Ele ficou bem e de certeza que quem sentiu mais a separação até fui eu... mas que querem? Fiquei assim com o coração pequenino a noite toda!

Ele está a crescer, essa é que é a verdade, mesmo que para mim seja sempre o mesmo bebé.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Se eu pudesse...

...escolhia ter-te sempre bem disposto, sem birras, sem gritaria. E agora não tinhas adormecido zangado comigo e eu não estaria aqui triste, porque não jantaste. Mamaste, mas não foi suficiente para me ajudar a passar bem a noite, nem para me matar as saudades que tive tuas hoje, bebé.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Fim de semana

Estava cheia de vontade que chegasse o fim de semana, para poder estar com o meu piratinha, poder passar tempo com ele e descansar. Mas ontem entrei em modo desespero. Agora poderia opinar de outra forma sobre o que senti ontem, mas no calor do momento, só me deu para chorar e sentir-me pessimamente comigo mesma. Só queria que o dia corresse bem, que ele comesse bem sem stresses, que dormisse a sestinha depois do almoço... mas afinal correu tudo ao contrário! Uma mãe pode sentir-se desiludida quando o filho não quer o seu colinho? Sim, pode, e foi como me senti ontem. Ele comigo era só birras! Claro que eu sei que é normal, que acontece, que eles nos testam... mas senti-me tão mal com isso. Só sentia que ele preferia estar noutro lado e não comigo.

Hoje o dia correu melhor. Bem, a verdade é que o pus à frente de tudo o que poderia ter para fazer e dei-lhe toda a atenção possível. E mesmo assim, caiu-me de um triciclo e lá deu cabo de um lábio e fez um galo! Comigo mesmo ao lado... enfim, sem comentários. Felizmente, parece que são feitos de borracha e ainda eu me estava a recompor, já ele se estava a rir, ainda com a boca cheia de sangue e eu a tentar pôr-lhe gelo! Logo para a maminha, para o descansar a ele e me acalmar a mim. Terapia certa para os dois claro! À tarde, fomos ao parque com o pai brincar. Foi óptimo. Já lá tinhamos ido ontem com a mana Sara também. E digo que foi óptimo não apenas para ele, mas para mim também, principalmente pelas curtas conversas que ia tendo com algumas mães que ali estavam com os seus bebés. As queixas triviais e que nos fazem sentir iguais umas às outras: "Ele anda péssimo", "É tão teimoso", "Só quer fazer o que quer", e depois aqueles sorrisos e olhares de cumplicidade entre mãe e filho, do tipo "És o meu tesouro!" , "És o melhor filho do mundo!"... e depois já me sentia melhor, mais normal! Os bebés socializavam e as mães e pais também.

E agora por maminha, aqui fica então um convite que me fizeram e que eu repasso!



A Semana Mundial do Aleitamento Materno em Portugal é comemorada de 3 a 9 de Outubro e o tema é: Fale Comigo! Amamentação- uma experiência 3D.
Citando a WABA: Cada um de nós desempenha uma variedade de papéis e tem a arma mais poderosa que se necessita - uma voz para falar aos outros, porque o aleitamento materno é importante, não só para a saúde e o bem-estar, mas também para o ambiente, para os direitos das mulheres e para o progresso social.
Tendo em conta este desafio, nada melhor que a internet e o "mundo" dos blogues para dar voz ao aleitamento materno e à sua importância.
Assim convido todas(os) a unirem-se a esta acção e contribuir para a promoção do aleitamento materno. Como?


Uma ressalva: para mim é amamentação. Não aleitamento materno. Mas isso é só um preciosismo. Interessa é o convite, certo? Por isso, esta semana começo por divulgar aqui que foi criada uma página neste blogue apenas sobre amamentação. É um diário, um bloco de notas, o que lhe queiram chamar, mas serve essencialmente para contar a minha experiência como mãe que ainda amamenta e que acredita que isso é o melhor para o bebé.

Agora, o desafio:

1.Colem esta imagem no vosso blogue ou no facebook de modo a assinalar esta comemoração;


2.Escrevam mensagens com o vosso testemunho de amamentação (o que correu bem, o que correu mal, o que mudavam, o que sentiram...);

3.Publiquem imagens ou vídeos acerca da amamentação;

4.Lancem o convite a mais blogues;

5.Deixem a criatividade e imaginação falar por vocês e promovam a amamentação!   :)

Aceitam o convite?



sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Objectos de transição

Os bebés entre os 6 e os 8 meses começam a sentir a ausência dos pais e isso gera-lhes sentimentos de insegurança e ansiedade. É por esta altura os bebés começam a apegar-se a um objecto (uma mantinha, um peluche, uma fralda de pano,etc.) e que o usa em situações de desconforto tais como a ausência dos pais, o começar a frequentar a creche, ou mesmo quando se sentem doentes. Não há nada de errado com isto: afinal de contas, este objecto vai ajudar a criança a consolar-se e a sentir-se mais forte a enfrentar os desafios diários.

Este objecto é transicional porque representa um conforto para a criança, que se apega principalmente durante momentos de angústia, medo ou tristeza. Essa relação de apego é manifestada durante o primeiro ano de vida, fruto da relação que a criança criou com a mãe desde o útero. A separação desta, quando ela tem de regressar ao emprego, pode ser um corte muitas vezes brusco, abalando os pilares relacionais da criança. A mãe deixa de estar sempre ali, disponível. Falta-lhe o seu toque, ouvir a sua voz e sentir o seu cheiro quando mama ou quando está no colo. Se esta vinculação é tão importante, a separação faz parte também do crescimento da criança e deve ser encarada de frente. É como se aquela fraldinha ou cobertor fosse uma extensão do colo da mãe que fica com a criança quando ela está longe. Particularmente, é o cheiro e o toque que fazem deste um objecto tão especial e por isso as crianças não gostam que eles sejam substituídos e nem tão pouco lavados.

A criança pode escolher o objecto por conta própria, mas no geral, essa ligação é estimulada pelo pai ou pela mãe, que criam o hábito de deixar um ursinho ou uma fralda com o filho antes de eles saírem para o trabalho, por exemplo. Mais tarde, a criança carregará esse brinquedo (ou outro que tenha escolhido) para onde for. É com este ursinho ou fraldinha que ela conversa, desabafa e exercita o seu próprio imaginário. É uma relação saudável, pois ajuda a criança a sair de uma fase para outra de maneira segura e confortável.

Não há uma idade certa para que a criança se desligue do objecto de transição. Para algumas, isso acontece por volta dos 3 anos de idade e para outras, mais tarde, por volta dos 5 anos. Tal como com a chucha, ou o hábito de chuchar no dedo, largar esse mesmo hábito será mais fácil se a criança estiver preparada emocional e psicologicamente para tal. É preciso em primeiro lugar observar a criança no seu dia-a-dia, na relação com os outros, ouvi-la e conversar com ela. Acima de tudo, mostrar-se disponível e ter tempo para ela, para que a separação do seu objecto não seja vivida de forma negativa e dramática. Errado chamar-lhe de "bebé" ou obrigá-la a dar o objecto a alguém ou a colocá-lo no lixo. Seria um trauma muito grande para a criança e não faria de certo a sua função.

domingo, 19 de setembro de 2010

Simbiose mãe-bebé:

"Os laços que unem mães e filhos ao longo de toda a vida podem ter raízes no modo como os cérebros reagem quando vemos a face da nossa progenitora, defendem cientistas canadianos e britânicos.
Os pesquisadores das universidades de Toronto e Winchester realizaram estudos para tentar determinar de que forma acontece o processo de vinculação e através de ressonâncias magnéticas descobriram que ao observar imagens da mãe – misturadas com outras de desconhecidos, celebridades e membros da família próxima – o cérebro «acende» áreas-chave nos domínios do reconhecimento e emoção.

Em contrapartida, a visão da face do pai produz reacções cerebrais fortes na área dos afectos mas está longe de implicar respostas tão fortes como no caso da mãe.
Os resultados sugerem, de acordo com um artigo publicado na revista científica Brain and Cognition, que as mães gravam uma resposta emocional e cognitiva duradoura na mente dos filhos, como resultado das experiências de vinculação ao longo da primeira infância.

Os cientistas acreditam ter avançado no conhecimento do processo de impressão (ou imprinting) nos seres humanos. Este fenómeno é mais conhecidos noutras espécies, como por exemplo os patos, e constitui a criação de laços fortíssimos com a primeira criatura que as crias vêem após o nascimento.

Os bebés humanos não possuem essa capacidade imediata, mas os especialistas canadianos afirmam que a qualidade da ligação precoce estabelecida entre mãe e filho tem implicações cruciais durante toda a infância e também na idade adulta. «A activação cerebral em resposta ao rosto da mãe acontece mesmo entre pessoas que vivem afastadas dela durante largos períodos de tempo, mesmo anos, o que sugere que estamos perante efeitos muitíssimo alargados», afirma Marie Arsalidou."(3)

Bibliografia:

(1)-CASTRO, Ana Vieira, "Tão pequeno e tão sábio", Pais e Filhos, Julho de 2007;
(2)-CALDEIRA, Pedro - psicólogo - in.: CASTRO, Ana Vieira, "Tão pequeno e tão sábio", Pais e Filhos, Julho de 2007;
(3)-"Descobertas sobre o processo de vinculação", Pais e Filhos, Setembro de 2010;