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segunda-feira, 17 de março de 2014

Sábados Temáticos


Externato Festitraquinices 

Vamos juntar-nos aos sábados?

No próximo sábado, o tema é "Conversas de barriguinhas", a entrada é livre e destina-se a todas as grávidas que queiram vir partilhar connosco as suas emoções, dúvidas e alegrias. No final, temos uma surpresa para todas as mamãs!
Atenção: os pais estão também convidados a aparecer!

Por favor, marque a sua presença, para que nós possamos organizar toda a logística para que a manhã decorra sem precalços.
963988723
Externato Festitraquinices - Av. 25 de Abril, nº 82 em Pinhal de Frades, concelho do Seixal,
distrito de Setúbal.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Apetece-me... falar de bebés!

Não vos apetece?
Bebés pequeninos que sairam agora da barriga da mamã e que ainda trazem a forma da barriga, tão recém-chegados que são. E nas minhas pesquisas, assim do nada, achei este artigo da revista Pais e Filhos deste mês, que aqui partilho. Um artigo sobre os reflexos dos bebés - apenas por curiosidade - e a forma como desenvolve a sua locomoção. É que olhando para o meu com 2 anos feitos, até parece que já nos esquecemos como ele foi pequeno e frágil.

"Quando o bebé nasce, traz ainda a forma da barriga da mãe. Vem enroladinho, pernas e braços encolhidos, como que a proteger-se do mundo novo que o espera. Lentamente, vai desenrolando, perdendo a estranheza e ganhando a curiosidade. Quer ver tudo, saber tudo e para tal terá de se mexer. Os primeiros movimentos executados por um bebé são tentativas de explorar as superfícies que o rodeiam. O sentido do tacto está bem ativo e é por isso que o colo o acalma mais do que tudo. É normal também o bebé agitar muito os braços e as pernas durante as primeiras semanas. São contorções que mostram que está pouco confortável, infeliz ou muito estimulado. Cedo descobre que se fincar os calcanhares é impulsionado para cima. Daí que, quando deixamos o bebé sozinho no berço, ele suba até bater com o topo da cabeça na cabeceira. É a sua primeira forma de locomoção. Muitos dos primeiros movimentos do bebé são reflexos, que vão desaparecendo ao longo dos meses. Por exemplo, sempre que o bebé, deitado de costas, vira a cabeça para o lado, provoca a extensão do braço do mesmo lado, enquanto o outro se mantém encolhido. Esta postura é chamada de reflexo tónico-cervical ou de reflexo de esgrimista, pois faz lembrar as posições de esgrima. Serve para que o bebé possa descobrir a mão e desaparece antes de conseguir rolar, o que acontecerá por volta dos três meses. Nessa altura, já estará completamente esticado e pronto para rolar sobre si próprio. É mais fácil virar-se estando de barriga para baixo, embora alguns bebés comecem por virar mesmo estando de costas. Rolar é mais uma etapa no rápido desenvolvimento do bebé. Deve ser encorajado e aplaudido. Mas como não se sabe quando este dia vai chegar, o mais seguro é nunca deixar o bebé sozinho no muda-fraldas ou na cama de casal, mesmo que seja só por um instante. Pode rebolar e cair. É que cada etapa alcançada traz sempre uma alegria e um motivo de cuidado."




terça-feira, 31 de julho de 2012

O seu filho é uma boa pessoa!

Hoje estou de voluntário aqui nos bombeiros e aproveito as horas mortas para completar o curso de e-learning que estou a fazer e para ver os meus emails- Enquanto passava por mensagens já algo antigas, revi uma que tinha guardado para ler mais tarde. É sobre um excerto de um livro. Fiquei com vontade de o ler...

Conhecem o Dr Carlos Gonzalez? Já me tinham falado dele em diversas ocasiões, mas nunca li o livro dele. Partilharam comigo um excerto do livro “Besame Mucho” do Dr. Carlos González. Adorei e vou agora partilhar convosco. Depois digam lá que ele não tem uma perspetiva interessante do crescimento, dos afetos e da relação mãe-bebé?

"O seu filho é uma boa pessoa
... de facto, não sei para que serviria ter filhos, se não pudéssemos confiar neles.
CHARLES DICKENS, Nicholas Nickleby
Muitos especialistas, provavelmente bem-intencionados, falam-nos dos problemas comportamentais das crianças. Existem problemas de alimentação, problemas de sono, ciúmes, violência, egoísmo... Toda a gente nos fala dos problemas dos nossos filhos, como detectá-los, como preveni-los ou como solucioná-los, de como nos «manipulam» e a razão por que é preciso estabelecer limites. Ninguém nos lembra que os nossos filhos são boas pessoas. E são-no. Têm forçosamente de o ser. Nenhuma espécie animal poderia sobreviver se os seus indivíduos não nascessem com a capacidade de adquirir o comportamento normal dos adultos e com a tendência para o fazer. Não é necessário muito esforço para ensinar um leão a comer carne e uma andorinha a voar para África. O que é difícil, o que requer métodos de educação absolutamente aberrantes, seria conseguir um leão vegetariano e uma andorinha que não emigrasse. A imensa maioria dos recém-nascidos, quando criados adequadamente (isto é, com amor, respeito e contacto físico), serão crianças normais e, mais tarde, adultos normais. O ser humano é um animal social e, por isso, a capacidade para amar e ser amado, respeitar e ser respeitado, ajudar os outros e obter ajuda dos outros membros do grupo, compreender e respeitar normas sociais (em resumo, ser uma boa pessoa) são aspectos normais da nossa personalidade. A educação esmerada, a religião ou a lei podem dar-nos outras coisas; mas não são imprescindíveis para se conseguir ser uma boa pessoa. Os nossos antepassados, sem dúvida, já eram boas pessoas quando viviam em grutas, do mesmo modo que as galinhas são «boas galinhas» sem necessidade de escola ou de polícia.

E alguém arisca comentar?

domingo, 6 de maio de 2012

Feliz Dia da Mãe!

Hoje é dia da mãe e por isso dedico este post a uma pessoa muito especial que já não se encontra entre nós. A minha mãe. Esta foto é dela comigo ao colo. Foi uma pessoa que teve de lutar pela vida e a quem a vida destinou um fim antecipado, mas que sei que nos amou até ao último minuto. E a ela agradeço a pessoa que hoje sou e a mãe em que me tornei.

Eu e o meu filho. No seu primeiro dia de vida, numa das primeiras tentativas para mamar. Num momento só nosso. Ser mãe é termos de pensar em nós sempre em segundo lugar. É ficar de barriga cheia quando o nosso bebé come bem, é ficar horas a vê-lo dormir sereno e sentirmo-nos felizes por isso, é ter alguém que nos levanta os braços a pedir ajuda quando cai a jogar à bola...
É tudo isto e muito mais, tanta coisa que aqui não caberia. Mesmo que o tempo não se esgotasse. Mesmo que eu conseguisse explicar por palavras o que é ser mãe.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Dedicada à amamentação

Acabei agora de deitar o meu menino.
O dia começou cedo... bem cedo pelas 5h e tal da manhã quando acordou a choramingar. Dei-lhe mama, acalmou, mas quando o tirei do peito, voltou a ficar irrequieto. Depois o pai adormeceu-o e lá ficou mais um bocadinho... sabemos que está a ficar doentinho e isso deixa-o mais irritado - não costuma acordar de noite.
O resto do dia correu como normalmente: deixei-o na ama e fui trabalhar. Ele ficou bem, bem disposto, alegre. Tal como nos outros dias, ele hoje brincou, sorriu, comeu, dormiu, chorou e fez as suas birras. Não sei se sentiu a minha falta, mas eu assim que o deixo fico logo cheia de saudades dele. Quando acabei o trabalho, o que mais desejava era chegar perto dele e sentir o seu cheiro, beijar as suas bochechas e o seu narizinho, ouvir a sua voz dócil. Fomos para casa a conversar os dois, à nossa maneira. Dei-lhe banhinho e depois o seu jantar. Foi difícil de comer - como tem sido nos últimos dias - mas lá comeu a sopa com o peixinho e a frutinha. Mas o melhor do dia, foi o culminar de tanta coisa, o pequeno mimo que nos faz sentir bem aos dois: sentei-o no meu colo, e ele procurou logo o que sabe ser seu por direito. Ajudei-o a aconchegar-se e ele mamou durante alguns minutos, fitando-me e procurando o meu rosto com a sua mãozinha pequena. É a sua forma de dizer: "Amo-te mamã!", mesmo sem saber ainda falar. E depois de um dia cansativo, sinto-me completa quando o tenho a mamar, "Amo-te filho", digo-o, mas não precisava pois sei bem que te sentes desejado. Não adormeces logo, ainda queres brincar. Beijo-te o nariz, mordisco-te o queichinho e tu ris satisfeito. Adoro ouvir-te rir. De vez em quando, vens perto de mim e procuras atenção, metes-te comigo, deitas a cabeça nas minhas pernas. Faço-te cócegas. Depois tentas trepar pelo sofá. Esticas os bracinhos, queres chegar a alguma coisa... algo que não podes mexer. Brincamos mais um pouco. Tens o narizinho entupido e alguma tosse, mas estás bem disposto. Vamos trocar a fralda e, volto a aconchegar-te no peito, mamas mais uns minutos e, no fim, ainda queres brincar com a minha mama.
Depois levo-te ainda acordado para a tua cama, estás cheio de sono, mas a vontade de brincar é mais forte. Passa da hora dos bebés dormirem. Ponho-te na tua caminha e brinco um pouco contigo e com os teus peluches. O móbil toca, uma música suave de embalar. Deixo-te... mas só depois de te encher de beijos uma e outra vez... e pouco tempo depois já não te ouço, espreito mais uma vez... e estás finalmente a dormir.

Esta semana foi cansativa, saí várias vezes tarde do trabalho, e ainda por cima o piratinha está a ficar adoentado, com tosse e ranhoca. Esta foi a segunda noite que acordou às 5h - ele e nós - pelo que tenho andado podre de sono! Tinha pensado postar algumas coisas sobre amamentação, mas não tenho tido tempo nenhum. Mas podem sempre ler a minha experiência em algumas postagens anteriores e na página sobre o tema que se encontra na lateral deste blogue.

No Hospital Garcia de Orta está - não sei até quando - uma pequena exposição fotográfica sobre alguns momentos de inteira cumplicidade entre mães e filhos. No meio de um dia de trabalho, como o de ontem, parar e olhar para aqueles momentos, fez-me pensar que a felicidade está nas mais pequenas coisas. Como poder ter o meu filho nos braços e beijar-lhe o nariz!

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Tiraram-me um peso...

... de cima dos ombros. Não tenho tido muita disponibilidade para aqui vir postar, mas a verdade é que esta semana tenho andado muito melhor. Mais calma, com uma sensação de alívio e com uma nova motivação para o trabalho. O motivo? Finalmente deram-me ouvidos e mudaram-me de equipa - ou melhor, eu fiquei "a equipa" é que mudou.

Em casa, o piratinha continua com as suas birras, apesar de ter uns momentos melhores que outros. Quando o vou buscar à ama é uma fita, chora e grita e não quer vir.

sábado, 27 de agosto de 2011

Problemas em amamentar: mastites e abcessos!

O nome só por si assusta! Este é mais um post sobre amamentação, uma forma de partilhar alguma informação que vou encontrando. Cada uma de vós agora, analisa e comenta.

Desta vez procurei informação sobre as mastites.

A mastite é uma infeção no peito que traz febre. "O peito torna-se duro, vermelho e muito doloroso. Nestes casos, é necessário o uso de analgésicos, antipiréticos e antibióticos."(1)

Se houver proliferação de germes, "inicia-se um processo inflamatório que pode vir a ser complicado."(2)

É essencial que se continue a retirar o leite, usando uma bomba por exemplo. Pode-se dar esse leite ao bebé, mas se o sabor ficar alterado ele poderá rejeitar e nesses casos, por vezes até se recomenda começar com o leite em pó. Para mim, desde que a criança aceite o leite não deve haver problema e tirar o leite ajuda a mãe a recuperar, contribuindo para a diminuição das dores provocadas pela rigidez e pelos desconfortáveis caroços que se podem formar. "Em principio quando a mãe melhorar, a amamentação poderá ser retomada, sem grandes dramas."(2)

Se a mastite não for convenientemente tratada pode em "cerca de 5 a 10% dos casos resultar num abcesso mamário", o qual se identifica "através da palpação."(2) Quando detetado, deve-se consultar um especialista, que poderá aconselhar ao seu esvaziamento recorrendo a "drenagem cirúrgica ou aspiração."(2) No entanto, estes casos são os mais graves. Na maioria das vezes, a mãe consegue ir tirando o leite, principalmente se continuar a amamentar o bebé, evitando assim ter de recorrer a processos mais invasivos.

Um conselho meu: eu situações de dúvidas, dor na amamentação sem razão aparente, desconforto... consultem alguém que vos possa realmente ajudar. Existem diversas pessoas e grupos de apoio à amamentação que ajudam mesmo! E pessoalmente ou por telefone, é sempre melhor para criar relações de entreajuda.

E não se esqueçam que sábado (3 de Setembro) vai decorrer mais um Entremães, no Espaço Zambujal, Sesimbra!

Bibliografia:
(1) - OOM, Paulo, "Amamentação - 20 regras práticas", Pais e Filhos, Março de 2000;
(2) - BATISTA, InÊs de Barros, "Malditas Mastites", Pais e Filhos, Junho de 2005;

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Para as mamãs!

Jovens Mães e Futuras Mães …..
No dia 6 de Agosto vai realizar-se em Sesimbra - no Espaço Zambujal, mais propriamente - um Encontro de reflexão sobre a importância da Comunicação para a Amamentação.


Vai ser sorteada uma Barriga de Gesso entre as Grávidas presentes, e todas as participantes vão receber um Vale de Desconto para a Almofada Cucut, uma gentileza da Eva Baby Care. Se tudo correr como perspectivamos, vamos ter um encerramento bem divertido e animado! Este ano queremos envolver a geração mais nova. Venha e traga consigo uma Adolescente! Elas são o Futuro de uma Amamentação em grande escala, e delas podem surgir as melhores ideias desta 3ª dimensão da Amamentação: a Comunicação!
Passo a informação, e conto para a vossa ajuda, para divulgarem este projecto pelos vossos contactos.
Se puderem apareçam no dia 6 de Agosto, no Espaço Zambujal, para partilharem as vossas experiências.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Mãe a tempo inteiro

É o que tenho sido e o que vou ser nos próximos dias. Nada mau se pudessemos sair de casa. Aqui fechados é de dar em doidos. O piratinha já está habituado a acordar e ir para a rua - ora para ir para a ama, ora para um passeio - mas assim o dia inteiro em casa, anda impossível!

Só me quer a mim. Parece uma lapa agarrado às minahs pernas! Sabem tão bem os miminhos!

Tenho aproveitado para fazer de tudo com ele. Muita brincadeira e muitos mimos, mas já não sei que mais inventar... a imaginação acaba-se! E não consigo fazer nada em casa enquanto está acordado - ora ontem só adormeceu pelas 23h30m - nem sestas, nem sonecas - e ao fim da tarde já andava a cair de sono, com uma birra daquelas!

Vamos ver como corre hoje - pelo menos, neste momento, dorme uma sestinha boa! Está a recarregar as pilhas para logo fazer mais umas asneiras!

terça-feira, 19 de julho de 2011

Mistério da vida

Transporta a vida. Pouco se sabe ao certo de como funciona este cordão mágico que liga mãe e filho, fisicamente. Esta estrutura que liga o feto à placenta é uma via de comunicação entre o bebé e a mãe.

O cordão umbilical "é constituído por três canais (vasos sanguíneos) - duas artérias e uma veia - envolvidos por uma espécie de substância gelatinosa - geleia de Wharton."(1) Forma-se por volta da 5ª semana de gestação. E sabiam que quanto mais activo for o feto, maior será o cordão? Pode ter entre os 35 e os 70 cm!

Quando a fase do parto termina, o bebé é colocado sobre a mãe e o cordão é cortado. O vínculo físico entre os dois é cortado, mas não termina. Uma nova fase começa agora, mas o vínculo emocional já vem do ventre.


Bibliografia:

(1)-FERREIRA, José Carlos, "O cordão que dá vida", Pais e Filhos, Outubro de 2005;

sábado, 30 de abril de 2011

Parece que foi ontem...

E não é saudosismo, nem nada que se pareça, mas estava aqui a pensar e... não é que parece que foi ontem?

No ano passado por esta altura... Festa das Chagas em Sesimbra... fomos tocar em Sesimbra com a escola de samba e até iamos ficando com o carro bloqueado por termos estacionado onde não devíamos. Ia sendo lindo! E eu já estava grávida, mas ainda cabia no fato de carnaval - sorte estar na bateria - e ainda conseguia tocar.

Parece que foi ontem, mas já passou mais de um ano. Fui cortar o cabelo e saí de lá deprimidíssima porque o corte não saiu nada como estava à espera! Lol
Hoje fui cortá-lo - sim ao fim de mais de um ano - e saí muito contente com o corte e com o atendimento.

sábado, 23 de abril de 2011

Fim-de-semana "Grande"...

Talvez para alguns, para mim é mais ao ritmo de um dia normal de trabalho, com a agravante de nos feriados a ama do meu filho não trabalhar - com todo o direito, claro está - e eu ter de andar a pedir que me tomem conta dele. O fm-de-semana grande sabe sempre bem, mas para mim este torna-se uma complicação, quando trabalhei ontem, hoje estou de serviço voluntário e segunda também trabalho. Amanhã pelo menos estou em casa o que já não é nada mau! O pai do piratinha também sofre do mesmo mal que eu, quando folga de um lado, aparecem logo horas para fazer noutro e nós aproveitamos o que podemos, claro está.

Ontem o piratinha ficou a atormentar a cabeça do pai e hoje foi para casa dos meus avós. Está lá a priminha dele por isso vai ser uma tarde de rambóia. A mim só me custa mais por causa da distância. Ser mãe e trabalhadora não é fácil... e ninguém reconhece os sacrifícios que fazemos. não falo em sacrifícios pelo meu filho - faço tudo com a maior das vontades e o maior amor que lhe posso dar - mas sim sacrifício para ir trabalhar diariamente, para organizar os horários com o pai e para que ninguém saia prejudicado. É dose!

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Fim da primeira semana

Felizmente, sim felizmente, a primeira semana de trabalho chegou ao fim. Como foi acordado, hoje fico em casa a gozar as horas que já acumulei da amamentação. O dia é para organizar a casa, a roupa, limpezas... enfim, lá me levantei cedo na mesma, fui pôr o menino na ama e fui treinar. Depois, compras para a semana, fazer sopa e cozer fruta - descobrir que não tenho mais caixinhas para colocar já tudo no congelador...

À tarde, despachar a roupa e ir buscar o bebé mais cedo do que é habitual para aproveitar o resto do dia com ele! A semana correu muito bem, no que diz respeito à adaptação do bebé à ama, à sua alimentação - já provou pêra e adorou! O meu menino é um bebé bem disposto, que adora que conversem com ele - palra imenso! - e que, quando chega a casa, mata as saudades da mãe, mamando quase uma hora! É para compensar a falta da maminha durante o resto do dia. Levo sempre leitinho meu para ele beber, mas não é a mesma coisa.

Quanto ao regresso ao trabalho, é sem comentários. Já estou em modo "desespero". Preciso de férias e, sim, ainda só trabalhei quatro dias...

sábado, 18 de dezembro de 2010

Parto na água - Portugal e o mundo

O parto na água é, para algumas mulheres, a concretização de um sonho. Ele permite a junção de dois elementos que mexem muito com a natureza humana: a água e a emoção do nascimento de um filho.

Tal como escrevi num post anterior, sobre este mesmo tema, conto com a participação das mamãs ou futuras mamãs para me deixarem o vosso contributo enriquecedor: as vossas experiências e expectativas. Assim, isto do parto na água tem muito ainda que se lhe diga. "É o parto onde a água é usada como elemento de relaxamento (para a mãe) durante o trabalho de parto."(1)

Mas há riscos? Sim e não. Sim como em qualquer trabalho de parto, mas se for feito com segurança e de forma informada, é apenas uma forma diferente do bebé nascer. Mais do que riscos, traz benefícios. "O bebé pode nascer debaixo da água ou não. Por definição o parto na água é o que o bebe nasce tendo a mãe o genital totalmente coberto de água."(1)

"Uma mãe primípara não deve entrar na banheira antes de atingir 7 cm de dilatação (pois diminuiria a progressão da dilatação). A que tiver o segundo ou terceiro bebé pode entrar desde que atinja 6 cm."


O que se faz pelo mundo e no nosso país:

Esta experiência não parece ser muito vasta se tivermos em conta outros países.
Em Inglaterra a realidade é diferente da do nosso país: "mais de metade das maternidades públicas britânicas têm piscinas de parto"(1), enquanto "em Portugal não existe esta opção. Falta conhecimento, sensibilidade e, sobretudo, condições logísticas para os hospitais poderem oferecer esta técnica."(2)

Em França, na maternidade de Pithiviers de onde Odent foi director a ideia do parto na água é uma realidade. Este é um hospital público, cuja maternidade "se tornou conhecida no mundo inteiro graças as idéias de seu diretor, o Dr. Odent, que dava uma atenção peculiar as parturientes. Ele procurava atender a uma reivindicação da mulher moderna: a de ser respeitada como mulher, principalmente num momento tão particular de sua vida, como o momento do nascimento."(3)

"Em Pithiviers acreditava-se que o parto não fosse uma doença, mas um ato natural e delicado e que a mulher tem condições de parir na maneira e na posição que ela própria desejasse. À medicina, a partir de então, só deveria providenciar a segurança necessária, sem desprezar as manifestações instintivas ligadas ao acto."(3)

"Em Portugal não se olha para o parto como um acto fisiológico, olha-se sim do ponto de vista mádico. Com eventuais riscos à partida e constante necessidade de intervenção."(2)

Segundo Victor Varela, enfermeiro obstetra, "a utilização da água no trabalho de parto, em recipientes adequados, é uma forma de favorecer o parto normal e fisiológico" o que poderia ser conseguido se se mudassem algumas mentalidades.(2)

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Parto vaginal pós cesariana

Embora já aqui tenha por várias vezes falado no tema das cesarianas, este post surgiu-me na ideia por causa de uma amiga minha. O seu primeiro parto foi de cesariana, programada, por motivos que não vou aqui explorar. Na segunda gravidez tudo estava preparado para um parto vaginal - dito normal - e que se iniciou sem problemas. Várias horas depois, mãe e bebé estavam em sofrimento, porque a dilatação estava concluída mas a mãe não conseguia expulsar o bebé. Este tentava também sair, mas algo lhe barrava o caminho. Só mais tarde se percebeu que a mãe tinha um problema físico que afecta algumas mulheres: o seu osso púbico por algum motivo fica no caminho do bebé que, mesmo descendo o canal de parto, esbarra na saliência que o impede de sair.

O que me incomoda é que tenham demorado várias horas a perceber esse problema, deixando que mãe e bebé sofressem em demasia. O bebé nasceu com marcas e equimoses - que com o tempo vieram a desaparecer - mas as marcas psicológicas da jovem mãe, dificilmente se apagarão.

Segundo alguns estudos, a cesariana tem quatro vezes mais risco de morte materna e dez vezes mais risco de morte neonatal. No caso do parto normal após cesariana, existem alguns riscos adicionais.
Se a cesariana foi feita com corte baixo, na linha do biquini, então os riscos são de fato muito baixos (corte segmentar transversal). O corte vertical (corte corporal ou segmento-corporal), pode trazer um aumento do risco de ruptura considerável.

No entanto, não encontrei estudos conclusivos que mostrem que mulheres com mais de uma cesariana corram um risco de ruptura significativamente maior que aquelas com uma só cesariana.

Após uma cesariana, o risco numa tentativa posterior de "parto vaginal é o de rotura uterina, devido aos efeitos das contracções uterinas sobre a zona de fragilidade uterina da cicatriz cirúrgica anterior."(1) Esta situação ocorre em apenas 1% dos casos e "depende de vários factores, como a duração do trabalho de parto (quanto mais longo maior o risco)"; há um risco maior nos partos induzidos e este aumenta com o "uso de estimulação farmacológica da contractilidade uterina."(1)
Por isso aqui fica este pequeno post, que nos fala um pouco dos riscos de realizar um parto normal após uma cesariana. Não que este caso tenha a ver com a cesariana anteriormente realizada, mas sim com o facto de que temos de estar alerta para possíveis complicações, sejam elas quais forem. O que aqui fica é: perguntem tudo!

Não deixem nenhuma dúvida para responder, mesmo que pareça uma pergunta estúpida!


sábado, 4 de dezembro de 2010

O bebé e os seus papás - vinculação e comunicação

Ao observar o meu bebé crescer tenho reparado na simplicidade com que ele, que pouco mais de 50 cm tem, consegue dominar a minha vida e a do pai. Ele é um poço de sabedoria que usa todas as suas artimanhas para nos levar a fazer o que quer. E nós, simplesmente, fazemos.

Há 150 anos, pela mão de Freud, aventurámo-nos à procura do inconsciente," descobrindo muita coisa até aí secreta. "Hoje a investigação científica (...) propõe-nos «regredir» e voltar ao princípio, ir ao fundo de nós mesmos (...) e como se desenvolve o feto desde a concepção até ao nascimento," através de métodos como as ecografias, os ultra-sons, as fotografias e os filmes realizados no interior do ventre humano.(1)

Diversos autores têm vindo a defender ao longo dos anos que os bebés não são, afinal, tábuas rasas nem folhas em branco: "o que é espantoso (...) é verificar a quantidade de coisas que aquele minúsculo pedaço de vida já sabe."(1)

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Cesariana - melhor opção quando o bebé vem de nádegas

Confesso que ler sobre este tema antes do meu bebé nascer, ajudou-me a interiorizar que me teria mesmo de submeter a uma cesariana, algo que antes eu punha de lado, pois não era de todo a minha vontade. O destino deu muitas voltas e o M. nasceu de parto normal ou seja, nasceu mesmo de nádegas, de parto vaginal. Sem complicações.

Era só um aparte. De seguida passo mesmo para o post e para este tema que poderá interessar a outras mulheres, como tanto me interessou a mim.

Segundo um estudo realizado "na Universidade de Oxford assinalam que, dos bebés que ainda estão de nádegas na semana 35, um em cada quatro colocar-se-à na posição cefálica."(1)

Mas caso isso não suceda, existem técnicas para ajudar o bebé a colocar-se nessa posição. No entanto, existe alguma controvérsia em relação à sua utilização. Se "antigamente, alguns obstetras conheciam técnicas para colocar a criança na posição cefálica, mediante mensagens, manipulação e pressões", a verdade é que hoje em dia "esta prática perdeu-se por poder provocar problemas com o cordão umbilical ou com o despreendimento prematuro da placenta."(1)

"Segundo os especialistas, conseguir uma mudança de postura é um trabalho muito difícil, que requer um vínculo emotivo muito importante entre mãe e filho." À medida que a gravidez avança, "as possibilidades são menores, pois o bebé conta com cada vez menos espaço para dar a volta. A apresentação podálica tem duas variantes: se a criança apresenta primeiro o rabinho é podálica pura, se primeiro vem um dos pés, ou os dois, chama-se podálica incompleta. Em ambos os casos, o parto vaginal é arriscado."

Por este motivo, a cesariana é uma opção a considerar. "Enquanto que num parto cefálico, a cabeça vai girando como um parafuso para ajustar-se ao pouco espaço que dispõe para atravessar a pélvis, num parto de nádegas o corpo passa com facilidade, mas é provável que a cabeça fique um pouco achatada, o que origina a perda de bem estar fetal. (...) A luxação da bacia no bebé é também uma situação muito frequente nestes partos."(1)

Apesar de tudo isto, o meu parto foi rápido e o meu bebé nasceu sem lesões ou marcas. Tive muita sorte, mas também devo isso à excelente equipa que encontrei no Hospital Garcia de Orta. E a eles o meu agradecimento!


Bibliografia:

(1)-LALANDA, Elvira, "Vem de nádegas", Babies, Janeiro de 2004;

sábado, 13 de novembro de 2010

Análise ao sangue pode substituir amniocentese

A amniocentese:

Uma das principais funções da Amniocentese é detectar malformações genéticas durante a gravidez - tais como síndrome de Down. Mas este é um método invasivo, que poderá brevemente ser substituído por outras formas de detecção.
"Uma análise ao sangue, rápida, segura e não invasiva, pode ser a alternativa ideal à amniocentese, para detectar malformações no feto. É sabido que a amniocentese acarreta vários riscos, incluindo para o bebé. Por isso, a comunidade científica deposita grandes esperanças nesta alternativa. O Departamento de Saúde do Reino Unido investiu quase 2,4 milhões de euros para investigar a nova tecnologia.

A amniocentese exige a retirada de líquido amniótico, o que provoca aborto em um por cento dos casos. A técnica agora anunciada consiste apenas na recolha de sangue da mãe, que contém pequenos fragmentos de ADN do bebé. A imprensa britânica lembra que, desta forma, se podem salvar vidas de centenas de bebés.
De acordo com o «The Guardian», os investigadores estão tão optimistas em relação a esta nova técnica que contam tê-la disponível nos serviços de saúde dentro de três ou cinco anos.
O Reino Unido não é o único país a investir na investigação desta nova técnica. Também os Estados Unidos, a França, a China e a Espanha estão a fazer ensaios já bastante avançados com este tipo de técnica."(1)
Bibliografia:

(1)-http://www.tvi24.iol.pt/tecnologia/gravidez-amniocentese-analise-malformacoes-tvi24-ciencia/1081242-4069.html

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Amniocentese

Algumas mulheres têm de passar por ela durante a gravidez, mas de que se trata afinal este procedimento e para que serve?

É um exame cujo objectivo é o de recolher "uma amostra de líquido amniótico" a fim de se poder analisar o carótico, ou seja, os cromossomas "do feto e detectar eventuais anomalias, tais como as trissomias."

Realiza-se habitualmente após a 14ª semana, "sob controlo ecográfico e consiste numa punção que vai da pele da barriga à cavidade uterina." É aconselhado a grávidas a partir dos 35 anos, "bem como se forem detectadas anomalias na ecografia e/ou se os resultados dos exames sanguíneos deixarem antever anomalias."(1)

"A amniocentese implica alguns pequenos riscos para a mulher e para o feto. Entre 1 % e 2 % das mulheres verificam-se perdas vaginais de sangue ou de líquido amniótico transitórias. Depois de fazer uma amniocentese, calculou-se que o risco de aborto espontâneo é de 1 entre 200, embora alguns estudos apontem para um risco menor. Em casos muito raros, a introdução da agulha lesa o feto. Habitualmente, a amniocentese pode ser feita mesmo que a mulher esteja grávida de gémeos ou até de mais fetos."(2)




Bibliografia:

(1)-PÁSCOA, Elsa, "Afinal o que é isto mesmo?", Pais e Filhos, Setembro de 2009;
(2)-http://www.manualmerck.net/?id=268&cn=1759

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Humanizar o parto

"Do ponto de vista psicológico, o parto é um momento marcante de rompimento e de renovação."(1)

Quem passa por um parto poderá dizer o que para si seria a humanização do mesmo. Penso que só depois desta experiência se poderá declarar que isto ou aquilo seria ideal. O que para mim seria a humanização não seria talvez para si que lê esta postagem. Eu queria muito, muito mesmo, que o M. ao nascer lá tivesse o pai para o segurar. Para lhe dar, junto comigo o primeiro colo. Para que, tal como eu fiz, pudesse ver os seus olhos ávidos de vida e de contacto humano. Para mim, seria essa a humanização do meu parto, do meu momento: Transformar o meu parto num momento a três, embora num hospital público e com médicos, enfermeiras e instrumentalização, mas no fundo ser um momento traduzido na magia da criação de uma família nova.

Mas o parto humanizado não se trata apenas do parto ideal. Ricardo Jones, médico, deixa-nos algumas afirmações sobre a humanização. Convido à reflexão.

"... é a restituição do protagonismo à mulher."
"... é a autonomia feminina na tomada de decisões. As mulheres (...) precisam de ter os seus filhos de forma mais digna e, acima de tudo, de acordo com os seus desejos, vontades e valores."
"... é entender a mulher como sendo essencialmente competente para lidar com questões do nascimento dos seus filhos."(2)

E eu acrescento: é deixar que a mulher possa escolher quem quer ao seu lado naquele momento. É dar-lhe privacidade - fechar a porta da sala de partos teria sido óptimo para mim. Mesmo sabendo que havia ali dentro mais gente além de mim, olhei várias vezes pela porta aberta e ver quem passava no corredor deixava-me ansiosa e desprotegida. Não sei explicar o porquê, mas aquela porta ali escancarada mexeu comigo.