Olá e bom ano novo. 2013 despediu-se de mim com muitos sonhos por concretizar, muitas incertezas e uma boa dose de otimismo no novo ano que entrava. Estava então a começar um novo projeto: abrir um externato.
Começamos por preparar o espaço, tratar da documentação necessária, pedir apoios e abrir inscrições. O fim do ano não augurava nada bom... as visitas eram poucas, as inscrições então nenhumas.
Mas no dia 2 de Janeiro resolvemos que íamos abrir as portas, começar a formar uma equipa de trabalho, criar objetivos, envolver todos na realização deste projeto. E foi assim que o "Festitraquinices" abriu portas no dia 6 de Janeiro.
Volvido um mês de trabalho, continuamos a aguardar por apoios, mas não cruzamos os braços! Podem encontrar a nossa página no Facebook:
https://www.facebook.com/festitraquinices.externato
e também na net em:
http://festitraquinices-ger.wix.com/festitraquinices
Temos Creche, Jardim de Infância e apoio escolar, tudo em horários adaptáveis às necessidades de cada família. Estamos localizados na Av. 25 de Abril em Pinhal de Frades, Seixal.
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sábado, 8 de fevereiro de 2014
sexta-feira, 4 de outubro de 2013
O Jardim de Infância do meu filho
O Martim entrou esta terça feira para o JI ou, como ele diz, para a Escola! Não é bem um JI, é um espaço educativo que vem ao encontro de mães, que, como eu, têm horários que não nos permitem chegar a tempo de ir buscar os nossos filhos às 19h todos os dias. Um espaço que se adequa às necessidades dos pais que trabalham por turnos. Há uma falha enorme nesta área, mas felizmente, nós descobrimos um local, na Cova da Piedade que tem prolongamento de horário e que até fica dentro das nossas possibilidades financeiras.
Estava ansioso por entrar e, assim que lá chegou no primeiro dia, correu a ir brincar e nem se quis despedir de nós. No fim do dia quando o fui buscar, contava-me orgulhoso, que tinha brincado, que tinha dormido bem, que se tinha portado bem. E eu, tal mãe babada e orgulhosa, tão feliz! Agora está a adaptar-se a esta nova rotina. Tentamos que, apesar dos nossos turnos, ele chegue quando possível sempre pela mesma hora e que, à noite se deite cedo para poder descansar bem. Optámos por pedir que ele dormisse à tarde e tem corrido bastante bem. Ele está muito entusiasmado e contente com a escola nova.
O espaço é pequeno, acolhedor, familiar. E ele está a gostar imenso. E ainda bem que optámos por esta alternativa.
Estava ansioso por entrar e, assim que lá chegou no primeiro dia, correu a ir brincar e nem se quis despedir de nós. No fim do dia quando o fui buscar, contava-me orgulhoso, que tinha brincado, que tinha dormido bem, que se tinha portado bem. E eu, tal mãe babada e orgulhosa, tão feliz! Agora está a adaptar-se a esta nova rotina. Tentamos que, apesar dos nossos turnos, ele chegue quando possível sempre pela mesma hora e que, à noite se deite cedo para poder descansar bem. Optámos por pedir que ele dormisse à tarde e tem corrido bastante bem. Ele está muito entusiasmado e contente com a escola nova.
O espaço é pequeno, acolhedor, familiar. E ele está a gostar imenso. E ainda bem que optámos por esta alternativa.
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segunda-feira, 25 de outubro de 2010
Tema da Semana
Halloween.
Jardim-de-Infância:
Uma bruxa vem visitar a sala dos meninos e traz histórias de encantar com fadas e bruxas:
- oposição bem e mal;
- trabalhar a biblioteca da sala;
- ordenar os livros por assuntos;
- construir bruxas a partir de materiais de desperdício;
- recriar uma história com fantoches feitos pelas crianças e apresentar noutra sala a outros meninos.
Cores do halloween - preto e laranja, fazer uma actividade com essas duas cores. Explorar como se conseguem essas cores.
A Abóbora:
- levar uma abóbora para a sala;
- visitar uma quinta pedagógica - observar a abóbora na terra, explorar texturas, cheiros, sabores...
- fazer doce de abóbora com as crianças;
Creche:
Trabalhar com os mais pequeninos:
Com os mais pequeninos penso que explorar um tema semanal, pode parecer mais difícil, mas é possível de se fazer na medida em que se podem explorar diversos aspectos. Por exemplo, a educadora pode trazer uma abóbora para a sala e deixar as crianças explorá-la de diversas formas:
- deixá-los mexer, tocar, cheirar, provar... as crianças pequenas aprendem através de todos os seus sentidos, nunca esquecer disto!
- aproveitar a oportunidade para fazer mais uma actividade de digitinta, usando a cor laranja e expor na sala todos os trabalhos das crianças!
- fazer alguns bonecos recortados em cartolina preta e laranja e oferecer às crianças - elas também podem receber prendinhas sem terem de participar na sua produção - silhuetas de bruxas, morcegos, abóboras...
Canções para todas as idades:
- do "Avô Cantigas" - Fantasminha Brincalhão.
Hum... lembrei-me agora: lençóis espalhados pela sala, fingir que somos fantasmas, dançar com lençóis... trabalhar a motricidade global, os jogos em equipa, o faz-de-conta...
Jardim-de-Infância:
Uma bruxa vem visitar a sala dos meninos e traz histórias de encantar com fadas e bruxas:
- oposição bem e mal;
- trabalhar a biblioteca da sala;
- ordenar os livros por assuntos;
- construir bruxas a partir de materiais de desperdício;
- recriar uma história com fantoches feitos pelas crianças e apresentar noutra sala a outros meninos.
Cores do halloween - preto e laranja, fazer uma actividade com essas duas cores. Explorar como se conseguem essas cores.
A Abóbora:
- levar uma abóbora para a sala;
- visitar uma quinta pedagógica - observar a abóbora na terra, explorar texturas, cheiros, sabores...
- fazer doce de abóbora com as crianças;
Creche:
Trabalhar com os mais pequeninos:
Com os mais pequeninos penso que explorar um tema semanal, pode parecer mais difícil, mas é possível de se fazer na medida em que se podem explorar diversos aspectos. Por exemplo, a educadora pode trazer uma abóbora para a sala e deixar as crianças explorá-la de diversas formas:
- deixá-los mexer, tocar, cheirar, provar... as crianças pequenas aprendem através de todos os seus sentidos, nunca esquecer disto!
- aproveitar a oportunidade para fazer mais uma actividade de digitinta, usando a cor laranja e expor na sala todos os trabalhos das crianças!
- fazer alguns bonecos recortados em cartolina preta e laranja e oferecer às crianças - elas também podem receber prendinhas sem terem de participar na sua produção - silhuetas de bruxas, morcegos, abóboras...
Canções para todas as idades:
- do "Avô Cantigas" - Fantasminha Brincalhão.
Hum... lembrei-me agora: lençóis espalhados pela sala, fingir que somos fantasmas, dançar com lençóis... trabalhar a motricidade global, os jogos em equipa, o faz-de-conta...
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segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Tema da Semana
Para trabalhar no tapete, ou na mesa redonda, numa sala de Jardim-de-infância.
Esta semana proponho que se trate o binómio pobreza/riqueza, enquadrado no Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza, que se assinalou ontem (dia 17).
Perante algumas imagens alusivas a este binómio, as crianças devem tecer livremente os seus comentários acerca do que ali vêem. Cada criança poderá ter uma forma diferente de interpretar uma imagem, assim como os seus conceitos de pobreza e riqueza poderão divergir. Cabe ao adulto orientar e facilitar o diálogo e a partilha de ideias entre as crianças. É uma boa oportunidade de trabalhar com as crianças algumas regras: esperar pela sua vez para falar, ouvir o que os colegas têm a dizer...
Poderá também ser uma oportunidade de trabalhar a escrita.
Esta semana proponho que se trate o binómio pobreza/riqueza, enquadrado no Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza, que se assinalou ontem (dia 17).
Perante algumas imagens alusivas a este binómio, as crianças devem tecer livremente os seus comentários acerca do que ali vêem. Cada criança poderá ter uma forma diferente de interpretar uma imagem, assim como os seus conceitos de pobreza e riqueza poderão divergir. Cabe ao adulto orientar e facilitar o diálogo e a partilha de ideias entre as crianças. É uma boa oportunidade de trabalhar com as crianças algumas regras: esperar pela sua vez para falar, ouvir o que os colegas têm a dizer...
Poderá também ser uma oportunidade de trabalhar a escrita.
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quinta-feira, 14 de outubro de 2010
Tema da semana
Sala de Jardim-de-Infância
Nota:
Eu continuo sem estar no activo. Estas propostas são apenas isso: ideias sobre temas diversos sobre os quais eu me lembrei de escrever.
Esta semana o tema é: Catástrofes Naturais
Festejou-se ontem (13) o dia internacional das catástrofes naturais. Por todo o mundo, o tema mais falado nos noticiários foi o resgate dos mineiros do Chile, mas porque não pegar nesse tema e levar jornais para a sala para as crianças procurarem essa notícia - certamente pelas imagens será até fácil, uma vez que quase de certeza que em casa terão ouvido falar dos mineiros ou visto na televisão imagens da mina, das famílias...
Estar preparado para falar sobre coisas tão diversas como:
- o que é uma mina?
- onde há minas?
- que faz um mineiro?
- medo do escuro (outros medos das crianças)
- porque é que aquele acidente aconteceu?
- o que é um sismo / tremor de terra?
- o que devemos / não devemos fazer se houver um sismo?
- onde fica o Chile?
A ideia principal é pegar naquilo que as crianças ouviram /já sabem e ajudá-las a falar sobre isso. Quando há um mediatismo desta natureza sobre um assunto, é natural que a criança tenha curiosidade em saber mais sobre ele e escondê-lo ou não dar respostas concretas à criança, não será o caminho mais correcto a tomar. Há que ter o cuidado de explicar de forma a que a criança perceba e apenas até onde ela quiser ir. Não é preciso entrar em pormenores se a criança não focar a sua atenção neles.
A conversa pode começar neste tema e rapidamente seguir para outro campo completamente diferente. Deve-se deixar que a criança guie a conversa por momentos, pois pode ser esse o assunto que realmente a perturba e não aquele que nós pensamos. Por exemplo, uma criança poderá referir que dentro da mina "está escuro" e outra logo acrescentar "eu tenho medo do escuro", e então outras também dirão qual é o seu medo. Se a Educadora as deixar seguir a conversa a partir desse ponto, poderá posteriormente guiá-las através de um jogo ou de uma actividade que explore os medos de cada criança ou apenas o medo do escuro em particular.
Nota:
Eu continuo sem estar no activo. Estas propostas são apenas isso: ideias sobre temas diversos sobre os quais eu me lembrei de escrever.
Esta semana o tema é: Catástrofes Naturais
Festejou-se ontem (13) o dia internacional das catástrofes naturais. Por todo o mundo, o tema mais falado nos noticiários foi o resgate dos mineiros do Chile, mas porque não pegar nesse tema e levar jornais para a sala para as crianças procurarem essa notícia - certamente pelas imagens será até fácil, uma vez que quase de certeza que em casa terão ouvido falar dos mineiros ou visto na televisão imagens da mina, das famílias...
Estar preparado para falar sobre coisas tão diversas como:
- o que é uma mina?
- onde há minas?
- que faz um mineiro?
- medo do escuro (outros medos das crianças)
- porque é que aquele acidente aconteceu?
- o que é um sismo / tremor de terra?
- o que devemos / não devemos fazer se houver um sismo?
- onde fica o Chile?
A ideia principal é pegar naquilo que as crianças ouviram /já sabem e ajudá-las a falar sobre isso. Quando há um mediatismo desta natureza sobre um assunto, é natural que a criança tenha curiosidade em saber mais sobre ele e escondê-lo ou não dar respostas concretas à criança, não será o caminho mais correcto a tomar. Há que ter o cuidado de explicar de forma a que a criança perceba e apenas até onde ela quiser ir. Não é preciso entrar em pormenores se a criança não focar a sua atenção neles.
A conversa pode começar neste tema e rapidamente seguir para outro campo completamente diferente. Deve-se deixar que a criança guie a conversa por momentos, pois pode ser esse o assunto que realmente a perturba e não aquele que nós pensamos. Por exemplo, uma criança poderá referir que dentro da mina "está escuro" e outra logo acrescentar "eu tenho medo do escuro", e então outras também dirão qual é o seu medo. Se a Educadora as deixar seguir a conversa a partir desse ponto, poderá posteriormente guiá-las através de um jogo ou de uma actividade que explore os medos de cada criança ou apenas o medo do escuro em particular.
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quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Emergência da Escrita
O novo ano lectivo já começou, pelo menos para a maioria das crianças. Este post é para os meninos e meninas que este ano se estreiam na aventura da Escola... Primária, como se dizia no meu tempo, "dos grandes", como lhe chamam os mais novos ansiando por pertencer ao clã que admiram dos irmãos mais velhos e dos primos que já sabem ler!
Na mochila levam a vontade de conhecer amigos novos ou reencontrar antigos colegas do Jardim-de-Infância.
Mas aprender a ler e a escrever não começa no banco da escola "primária". Vem de muito antes, desde as primeiras conquistas da linguagem e das primeiras tentativas de gatafunhar! A criança de certo já escreveu as suas primeiras letras, umas vezes ao seu jeito, outras mais perfeitinhas copiando a mão do adulto. De certo já representa de forma gráfica o seu nome e já reconhece letras e palavras que vê escritas em todo o lado.
Já aqui falei anteriormente sobre a aquisição das capacidades linguísticas e da escrita. É um tema transversal a Creche e ao Jardim-de-Infância, tratando-se de um processo gradual e sequencial em que a Criança vai adquirindo as capacidades que lhe permitem aprender mais tarde a ler e escrever.
Na mochila levam a vontade de conhecer amigos novos ou reencontrar antigos colegas do Jardim-de-Infância.
Mas aprender a ler e a escrever não começa no banco da escola "primária". Vem de muito antes, desde as primeiras conquistas da linguagem e das primeiras tentativas de gatafunhar! A criança de certo já escreveu as suas primeiras letras, umas vezes ao seu jeito, outras mais perfeitinhas copiando a mão do adulto. De certo já representa de forma gráfica o seu nome e já reconhece letras e palavras que vê escritas em todo o lado.
Já aqui falei anteriormente sobre a aquisição das capacidades linguísticas e da escrita. É um tema transversal a Creche e ao Jardim-de-Infância, tratando-se de um processo gradual e sequencial em que a Criança vai adquirindo as capacidades que lhe permitem aprender mais tarde a ler e escrever.
"Neste processo emergente de aprendizagem da escrita, as primeiras imitações que a criança faz do código escrito vão-se tornando progressivamente mais próximas do modelo, podendo notar-se tentativas de imitação de letras e até a diferenciação de sílabas. Começando a perceber as normas da codificação escrita, a criança vai desejar reproduzir algumas palavras. Por exemplo aprender a escrever o seu nome, que tem um sentido afectivo para a criança e lhe permite fazer comparações entre letras que se repetam noutras palavras, o nome dos companheiros, o que o educador escreve. "
Orientações Curriculares
Pois é, a escrita "emerge" do dia-a-dia, sem que as próprias crianças se apercebam que estão a aprender e muitas vezes sem que os pais se apercebam dessas aquisições, a não ser quando finalmente vêem a criança a pegar num lápis e a escrever correctamente o seu nome no canto do desenho que acabou de fazer.
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quarta-feira, 15 de setembro de 2010
Material para contar histórias
Olá!
No meu outro blogue eraumaeoutravez.blogspot.com, estão já algumas imagens de material didático, neste caso fantoches, dedoches e bonecos muito interessantes para contar histórias. Aqui ficam apenas alguns exemplos:
Contactar:
e.filipe552@gmail.com
ou em resposta a esta postagem!
Beijos!
No meu outro blogue eraumaeoutravez.blogspot.com, estão já algumas imagens de material didático, neste caso fantoches, dedoches e bonecos muito interessantes para contar histórias. Aqui ficam apenas alguns exemplos:
Contactar:
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ou em resposta a esta postagem!
Beijos!
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Material educativo
sábado, 3 de julho de 2010
Faz de conta - parte 1
Põe uma saia e faz-de-conta que é uma bailarina. Dança descalça pela cozinha e logo depois desaparece para o quarto, onde se deita no chão. Olha as estrelas no seu céu imaginário e ouve o som das ondas da sua praia de fingir, com areia que se enfia entre os dedos dos pés e o mar frio que a chama para nadar com a Pequena sereia e o peixe Nemo.
Parece um sonho, brincadeira de crianças, imaginário que depois desaparece quando crescem, mas afinal o brincar e "fazer-de-conta que", é não apenas uma forma de entretenimento mas uma concepção educativa com valor próprio no desenrolar da vida da criança, desde tenra idade.
Com o desenvolvimento da educação a partir da criança, as atividades lúdicas passaram a ser valorizadas na escola como poderosas ferramentas para a aprendizagem de conteúdos "científicos" e de comportamentos socialmente desejáveis.
Pestalozzi, Drecoly, Montessori, Claparéde, John Dewey, Wallon, Piaget, Vygotsky, Freinet, Peter Slade e Bruner, entre outros, já se tinham debruçado na sua época sobre a importância do jogo no desenvolvimento intelectual da criança e, ainda hoje, este tema desperta o interesse de grandes pesquisadores como Gilles Brougére, Artin Goncü, Suzanne Gaskins, Bárbara Rogoff, James Wertsch, Tia Tulviste, Bert van Oers, Tizuko Kishimoto, Gisela Wajskop e Zilma Oliveira, entre outros.
Apesar de esta ideia de que o jogo é educacionalmente importante já estar presente no pensamento de Platão e Aristóteles, é apenas nos séculos XVIII e XIX que com as pedagogias advogadas respectivamente por Rousseau e Fröbel, se estabeleceram as bases necessárias para a construção de práticas educativas que passam a incorporar o lúdico de forma sistemática na educação e é com a difusão da ideia da Escola Nova que a crença no valor educativo do jogo atinge o seu ponto fulcral.Brougére e os seus colaboradores destacam o que seriam os atributos essenciais do jogo:
(a) o conceito de jogo está sempre impregnado de valores e concepções do mundo de determinada cultura; (b) todo jogo funciona segundo um sistema de regras explícitas ou implícitas; (c) o jogo pode ser materializado em objectos (por exemplo, nas peças e tabuleiro do jogo de damas).
De acordo com a proposta terminológica de Tizuko a palavra brincadeira deve ser utilizada apenas para se referir à "descrição de uma conduta estruturada, com regras" ou à acção que a criança desenvolve no acto de brincar. "
Ora, a brincadeira do faz-de-conta, por ser uma actividade que não prescinde do uso da imaginação, contém já - em si mesma - pelo menos uma regra: a criança deve agir de acordo com os significados culturais dos objectos e relações sociais representados dramaticamente no seu "faz-de-conta" lúdico. Quer dizer, ela, a criança, precisa actuar no faz-de-conta de maneira que os significados eventualmente emprestados a si mesma, aos objetos, parceiros de brincadeira e às suas acções sejam "verosímeis", adequados a determinada matriz de comportamento cultural, ou seja, que pareçam "verdadeiros":
Segundo Lopes, brincar é uma das actividades fundamentais para o desenvolvimento da identidade e da autonomia. Enquanto brinca a criança pode desenvolver algumas capacidades essenciais como a imaginação, a atenção, a memória e a imitação. Amadurecem também algumas capacidades de socialização, através da interação, da utilização e da experimentação de regras e papéis sociais.
Pouco se conhece do comportamento de crianças em situações de escolha livre e de brincadeira, embora estes momentos sejam bastante observados no quotidiano das crianças, seja em casa, seja junto dos seus pares na sala de Creche ou J.Infância.
Fontes consultadas:
- http://br.monografias.com/trabalhos913/crianca-pre-escolar/crianca-pre-escolar2.shtml
- LOPES, Vanessa Gomes, Linguagem do Corpo e Movimento, Curitiba, 2006;
- http://www.psicologia.com.pt/artigos/textos/A0358.pdf
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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
Alimentação saudável
Um dos papéis que nos cabe como educadores é também ensinar hábitos de alimentação saudáveis, mas também nós por vezes temos dúvidas sobre como o devemos fazer. Na verdade, a nossa vida não está muito facilitada, porque os mais novos são constantemente bombardeados por estímulos que a nós não nos interessam nada, tais como as múltiplas ofertas de snacks. As próprias escolas nem sempre dispõem de ementas saudáveis e, ao mesmo tempo, apetecíveis para os mais novos. Descobri então este manual que nos pode ajudar em algumas das nossas milhentas dúvidas sobre este tema.
O papel dos jardins-de-infância nos hábitos alimentares das crianças e a prevenção através da alimentação.
A Direcção-Geral da Saúde disponibiliza o "Manual para uma Alimentação Saudável em Jardins de Infância". Destina-se aos educadores de infância e ao pessoal directamente envolvido na preparação e fornecimento de alimentação às crianças.
Este manual contém informação básica sobre alimentação saudável da criança em idade pré-escolar, designadamente:
Para além de uma necessidade fundamental, a alimentação é um dos factores do ambiente que mais afectam a saúde. Já não basta ter acesso a bens alimentares. É necessário "saber comer" - saber escolher os alimentos de forma e em quantidades adequadas às necessidades diárias, ao longo de diferentes fases da vida.
- Importância da educação alimentar e seus objectivos;
- Alimentação e nutrição;
- Grupos dos alimentos;
- Necessidades nutricionais da criança em idade pré-escolar;
- Distribuição das refeições;
- Regras de higiene na preparação das refeições.
Se, por um lado, muitos dos nossos hábitos alimentares são condicionados desde os primeiros anos de vida, por outro, uma alimentação saudável durante a infância é essencial para um normal desenvolvimento e crescimento, bem como na prevenção de problemas de saúde ligados à alimentação.
O papel da família na alimentação e na educação alimentar das crianças e jovens é inquestionável, mas a escola, e em especial o jardim-de-infância, assume uma particular importância.
Site.:
http://www.portaldasaude.pt/portal/conteudos/enciclopedia+da+saude/infancia/educacaoparaasaude.htm
Para saber mais, consulte:
Direcção-Geral da Saúde - http://www.dgs.pt/
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quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Pedagogia de Projecto-1
No Jardim de Infância será importante construir com as crianças projectos que as levem a criar objectivos e formas de os pôr em prática. A Educadora tem a tarefa de fazer propostas ou de lançar desafios, mas sempre podendo deixar a vontade das crianças imperar na razão da livre escolha dos temas a tratar e dos objectivos que pretendem atingir.
Estes projectos podem começar por uma pergunta que uma criança coloque e que a Educadora pode devolver ao grupo de forma a que sejam eles a tentar responder-lhes. Essa tarefa pode durar uma tarde, uma semana, um mês ou todo o ano, dependendo da sua complexidade e do interesse das crianças em achar uma solução.
O mesmo pode ser trabalhado em grande grupo, envolvendo todas as crianças da sala, embora não necessariamente todas em simultâneo, ou por pequenos grupos.
Num projecto podem ser trabalhadas diferentes áreas do conhecimento e do desenvolvimento da criança. Partindo de um tema central, podem depois expandir por outras temáticas de acordo com as questões que sejam levantadas pelas crianças. Podemos dar um exemplo:
- Começando de uma questão levantada por uma menina de 5 anos: "Como nascem os bebés?", o adulto pode devolver a pergunta ao grupo e registar as suas opiniões, lendo-as depois e expondo-as na sala. As crianças podem ilustrar as suas frases com opiniões. No dia seguinte, a Educadora pode trazer para a sala um livro sobre o Corpo Humano e outro sobre o tema de como nascem os bebés (existem diversos, mas convém ter em atenção qual se adeqúa melhor à maturidade do grupo em questão). A partir daqui o interesse das crianças pode ficar por aqui. Mas também podem querer fazer mais questões e procurar outras respostas. Deve ser dada total liberdade para que o façam.
Do mesmo tema, podem depois ser propostas outras variantes:
- trazer um ovo cru para a sala e falar de como nascem as aves;
- trazer sementes e fazer uma sementeira com as crianças, para observarem o ciclo de crescimento de um planta;
- pedir às crianças para fazerem a representação gráfica da sua família e começar a construir com elas a sua própria árvore genealógica...
Existem diversos caminhos para seguir um projecto e é nisto que consiste a base da Pedagogia de Projecto.
Estes projectos podem começar por uma pergunta que uma criança coloque e que a Educadora pode devolver ao grupo de forma a que sejam eles a tentar responder-lhes. Essa tarefa pode durar uma tarde, uma semana, um mês ou todo o ano, dependendo da sua complexidade e do interesse das crianças em achar uma solução.
O mesmo pode ser trabalhado em grande grupo, envolvendo todas as crianças da sala, embora não necessariamente todas em simultâneo, ou por pequenos grupos.
Num projecto podem ser trabalhadas diferentes áreas do conhecimento e do desenvolvimento da criança. Partindo de um tema central, podem depois expandir por outras temáticas de acordo com as questões que sejam levantadas pelas crianças. Podemos dar um exemplo:
- Começando de uma questão levantada por uma menina de 5 anos: "Como nascem os bebés?", o adulto pode devolver a pergunta ao grupo e registar as suas opiniões, lendo-as depois e expondo-as na sala. As crianças podem ilustrar as suas frases com opiniões. No dia seguinte, a Educadora pode trazer para a sala um livro sobre o Corpo Humano e outro sobre o tema de como nascem os bebés (existem diversos, mas convém ter em atenção qual se adeqúa melhor à maturidade do grupo em questão). A partir daqui o interesse das crianças pode ficar por aqui. Mas também podem querer fazer mais questões e procurar outras respostas. Deve ser dada total liberdade para que o façam.
Do mesmo tema, podem depois ser propostas outras variantes:
- trazer um ovo cru para a sala e falar de como nascem as aves;
- trazer sementes e fazer uma sementeira com as crianças, para observarem o ciclo de crescimento de um planta;
- pedir às crianças para fazerem a representação gráfica da sua família e começar a construir com elas a sua própria árvore genealógica...
Existem diversos caminhos para seguir um projecto e é nisto que consiste a base da Pedagogia de Projecto.
Elsa Filipe
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quinta-feira, 13 de agosto de 2009
Tudo o que aprendi...

“Tudo o que devo saber mesmo para viver, que fazer e como ser, aprendi-o num
Jardim Infantil.
A sabedoria
não estava no cume da mais alta montanha, no
último ano de um curso superior, mas no recreio da minha escola.
Cá estão
as coisas que aprendi:
Partilhar tudo com os companheiros.
Respeitar as
regras do Jogo.
Não bater em ninguém.
Guardar as coisas no sítio onde estavam.
Manter sempre tudo limpo.
Não mexer nas coisas dos outros.
Pedir desculpa quando se magoa alguém.
Lavar as mãos antes de comer.
Puxar o autoclismo.
Biscoitos quentes e leite frio fazem bem à
saúde.
Viver uma vida equilibrada: estudar, pensar, desenhar, pintar, cantar,
dançar, brincar, trabalhar, fazer de tudo
um pouco todos os dias.
Dormir a sesta todas as tardes. E ao sair à rua ter cuidado com o trânsito, dar a mão ao companheiro e prestar atenção à professora....”
In.: Robert Fulghum , “Tudo o que sei aprendi no Jardim infantil”
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