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sexta-feira, 27 de julho de 2012

Alguém quer comentar?

"Brincar hoje nas escolas está ausente de uma proposta pedagógica que incorpore o lúdico como eixo do trabalho infantil."
"A escola simplesmente esqueceu a brincadeira, na sala de aula ou ela é utilizada com um papel didático, ou é considerada uma perda de tempo."

(DRUMOND, Simone Helen. A ludicidade do século XXI ainda na visão de Dom Bosco e Madre Mazzarello, 2010.)










sábado, 11 de junho de 2011

Bullying

É uma ocorrência muito frequente entre as crianças hoje em dia, nas escolas portuguesas. Umas vezes, as consequências são mínimas - embora não menos importantes - mas noutros casos, podem levar a danos sérios, à desistência da criança-vítima ou à expulsão (mais raramente) da criança-agressora. Na nossa infância, talvez até nos recordemos de alguns casos. Provavelmente, fomos vítimas e ultrapassámos. Alguns de nós ainda podemos trazer marcas dessa infância, que nos afectam no nosso mundo familiar e social.-

O bullying é o termo actualmente utilizado para descrever a "violência psicológica e física perpetrada pelos pares, colegas da escola, continuada no tempo e com o intuito de humilhar, rebaixar ou controlar, de alguma forma, alguém."(1)

João, 14 anos. Suicidou-se.
Durante muito tempo, foi vítima de bullying.

Alguém viu ou foi alertado? Sim, mas a ajuda não chegou a tempo. Outra sorte, tiveram os agressores que tanto têm dado que falar nos últimos dias na televisão: numa escola de Lisboa, duas jovem agridem violentamente uma terceira rapariga, enquanto outros jovens assistem à agressão. Em vez de socorrer a vitima, proferem palavras de incentivo às agressoras e filmam todo o episódio para publicar no facebook. O vídeo passou inúmeras vezes nos vários canais e é bastante expressivo.

Este fenómeno, infelizmente, não é pontual, acontece em vários países pelo mundo fora, mas não deixa de ser totalmente reprovável e um foco de preocupação.

Outro caso, passou-se dias depois e levou uma jovem às urgências com várias facadas e com a face desfigurada. Além das mazelas físicas, esta jovem terá de lidar também agora com as dores psicológicas. E essas demorarão certamente mais a sarar.

Bibliografia:

(1) - MATEUS, Bruno, "Bullying, a violência entre iguais", Domingo, 1/Março/2009;

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Dia de colóquio em Lisboa

Hoje lá me aventurei e fui sozinha para Lisboa assistir ao colóquio: Rituais escolares em gestos e objectos. Começou por ser uma aventura - deixar o Martim na ama, tomar o pequeno-almoço, estacionar o carro, comprar o bilhete e apanhar o comboio. Há quanto tempo não andava em transportes, já nem me lembrava de como é bom - sim bom, esquecer as filas, a preocupação em estacionar... e rapidamente acabei por chegar a Entrecampos, apanhar o metro e sair na Cidade Universitária. Entretanto apercebi-me que não me lembrava do nome correto do colóquio, nem de qual era o local exato e claro que quando precisamos ninguém responde às mensagens nem atende o telemóvel. Problema resolvido lá entrei no anfiteatro uma hora depois do início previsto do colóquio. Pouca gente e um orador espanhol a falar. Certificados sem o nome de ninguém, para cada um preencher a seu belo prazer - facilita mas não concordo muito com este método de fazer as coisas.

No momento, Agustín Benito falava em Espanhol de iconografia, da escola tradicional versus a escola moderna. Depois um vídeo ilustrava duas crianças que iam para a escola, os marcos típicos, como os lápis de cor a serem arrumados na mochila, o caminho para a escola.... Agora tal como há anos atrás, a escola transmite valores, ideologias, regras... Passados os momentos iniciais e com a chegada do segundo orador, Ian Grosvenor, inglês, que lia os papéis que tinha na sua frente sem interagir com o público, comecei a ficar desiludida. Imagens, fotografias, objetos. Imagens a preto e branco de crianças alinhadas em carteiras e de bibes iguais. Imagens, fotografias. Depois Eulalia Pujadas, descreve o seu trabalho num museu espanhol. Descrição mesmo. Nada que dê para aproveitar para, talvez um dia quem sabe, aplicar. Não tenho intenções de fundar um museu nem de construir um programa web para catalogar os objetos ou as imagens de coleções sobre a infância.

Chegada a hora de almoço, saí. Já não apareci à tarde. Não tomo o dia como perdido, mas mais do que assisti não valia a pena. Fiquei um pouco desapontada é certo, mas vale sempre a pena alterar a rotina diária e arriscar.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Colóquio sobre riuais escolares

Hoje encontrei esta informção sobre um Colóquio: "Rituais escolares, em Gestos e Objetos", que me pareceu bastante interessante para quem trabalha com crianças. Vai realizar-se no dia 18 deste mês, sexta-feira, no Instituto de Educação da Universidade de Lisboa.

Consultem tudo neste link:

http://criancasatortoeadireitos.wordpress.com/2011/02/10/coloquio-os-rituais-escolares-em-gestos-e-objectos/


A entrada é livre, mas carece de Inscrição prévia.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

SPESE

Sociedade Portuguesa para o Estudo da Saúde Escolar

Podemos encontrar aqui alguns workshops, acções de formação e afins sobre diversos temas relacionados com saúde e educação.

http://www.spese.pt/index.php?option=com_content&view=category&layout=blog&id=23&Itemid=9

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Emergência da Escrita

O novo ano lectivo já começou, pelo menos para a maioria das crianças. Este post é para os meninos e meninas que este ano se estreiam na aventura da Escola... Primária, como se dizia no meu tempo, "dos grandes", como lhe chamam os mais novos ansiando por pertencer ao clã que admiram dos irmãos mais velhos e dos primos que já sabem ler!
Na mochila levam a vontade de conhecer amigos novos ou reencontrar antigos colegas do Jardim-de-Infância.

Mas aprender a ler e a escrever não começa no banco da escola "primária". Vem de muito antes, desde as primeiras conquistas da linguagem e das primeiras tentativas de gatafunhar! A criança de certo já escreveu as suas primeiras letras, umas vezes ao seu jeito, outras mais perfeitinhas copiando a mão do adulto. De certo já representa de forma gráfica o seu nome e já reconhece letras e palavras que vê escritas em todo o lado.

Já aqui falei anteriormente sobre a aquisição das capacidades linguísticas e da escrita. É um tema transversal a Creche e ao Jardim-de-Infância, tratando-se de um processo gradual e sequencial em que a Criança vai adquirindo as capacidades que lhe permitem aprender mais tarde a ler e escrever.

"Neste processo emergente de aprendizagem da escrita, as primeiras imitações que a criança faz do código escrito vão-se tornando progressivamente mais próximas do modelo, podendo notar-se tentativas de imitação de letras e até a diferenciação de sílabas. Começando a perceber as normas da codificação escrita, a criança vai desejar reproduzir algumas palavras. Por exemplo aprender a escrever o seu nome, que tem um sentido afectivo para a criança e lhe permite fazer comparações entre letras que se repetam noutras palavras, o nome dos companheiros, o que o educador escreve. "
Orientações Curriculares


Pois é, a escrita "emerge" do dia-a-dia, sem que as próprias crianças se apercebam que estão a aprender e muitas vezes sem que os pais se apercebam dessas aquisições, a não ser quando finalmente vêem a criança a pegar num lápis e a escrever correctamente o seu nome no canto do desenho que acabou de fazer.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Mais notícias

Hoje fui tomar o pequeno almoço e abri o jornal, para folhear com olhos apressados os cabeçalhos como habitualmente faço. Mais uma vez, as páginas esdtão repletas de tristes notícias: alunos com armas em escolas, o bullying, professores e pais em desespero. Só me resta lamentar, que mais podemos nós fazer quando a própria sociedade se afoga em mágoas e não tenta resolver de vez os problemas com medidas eficazes? Sinceramente, estou para aqui a escrever, mas não tenho soluções nem nada a acrescentar, sem ser a minha revolta por tudo o que se está a passar à minha volta.
Há uma falta de respeito enorme por quem tenta educar e, a violência esbate-se no dia a dia cheio de correrias. Não é dada a devida importância a pequenos delitos... o piior é quando é ganha a confiança para mais.

Elsa Filipe

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Os anos passam...




Uma criança que aprende o respeito e a honra dentro da própria casa e recebe o exemplo dos seus pais, torna-se um adulto comprometido em todos os aspectos, inclusive em respeitar o planeta onde vive...