E se o levamos para lá, grita desalmadamente, como se a água fria queimasse. Não o obrigamos a ir pois até se diverte, brinca nas poças e até deixa que o molhemos com o balde. O que me incomoda não é ele não querer sair da sua zona de conforto, o que me preocupa é ele entrar num estado de terror quando o faz.
domingo, 14 de julho de 2013
É só água!
E se o levamos para lá, grita desalmadamente, como se a água fria queimasse. Não o obrigamos a ir pois até se diverte, brinca nas poças e até deixa que o molhemos com o balde. O que me incomoda não é ele não querer sair da sua zona de conforto, o que me preocupa é ele entrar num estado de terror quando o faz.
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O prazer da areia nos pés
Eu sempre fui apaixonada por praia, e nos meus outros tempos, em que as responsabilidades eram outras, permitia-me pegar na toalha, biquini e num livro e ir até À praia. Senatava-me junto ao muro e embrulhava-me na toalha até que o sol começasse a aquecer e me despertasse daquela melancolia.
Fugia do sol abrasador e das grandes confusões do verão de Sesimbra, do trânsito e dos chapéus de sol. Nunca gostei de chapéus, nem de sol nem de chuva.
Gosto sim de sentir a areia entre os dedos, o fresco da água nas pernas...
Hoje não é dia de praia. É dia de trabalho.
Na semana passada tivémos alguns dias excelentes de praia, até que a chuva resolveu começar a espreitar e estragou-nos aquela rotina tão feliz, que até nos permitiu umas saídas em família. :)
Fugia do sol abrasador e das grandes confusões do verão de Sesimbra, do trânsito e dos chapéus de sol. Nunca gostei de chapéus, nem de sol nem de chuva.
Gosto sim de sentir a areia entre os dedos, o fresco da água nas pernas...
Hoje não é dia de praia. É dia de trabalho.
Na semana passada tivémos alguns dias excelentes de praia, até que a chuva resolveu começar a espreitar e estragou-nos aquela rotina tão feliz, que até nos permitiu umas saídas em família. :)
sexta-feira, 28 de junho de 2013
Detetar a hiperatividade infantil
Se a criança tem o sono agitado, não dorme as horas suficientes, deita-se tarde... poderá estar em risco de desenvolver ou agravar os sintomas do distúrbio do défice de atenção e hiperatividade. "A observação de horários relativamente estáveis e regulares de descanso na infância são da maior importância para o desenvolvimento equilibrado da criança."(1)
"Segundo os resultados da investigação realizada por uma equipa americana, menos horas de sono podem agravar os sintomas do distúrbio do défice de atenção e hiperatividade em idades precoces, nomeadamente, nos primeiros seis anos de vida."(1)
"Até aos três anos, as crianças deverão dormir 12 a 14 horas de sono e dos três aos seis cerca de 10 a 12 horas por noite."(1)
A hiperatividade é um problema mais habitualmente visto em crianças. Os sintomas ´são a desatenção (pessoa muito distraída) e a hiperatividade (pessoa muito ativa, por vezes agitada, bem além do comum). Tais aspectos são normalmente encontrados em pessoas sem o problema, mas para haver o diagnóstico desse transtorno a falta de atenção e a hiperatividade devem interferir significativamente na vida e no desenvolvimento normais da criança ou do adulto.
"O Transtorno por déficit de atenção com hiperatividade (TDAH) tem três sintomas: hiperatividade, falta de atenção e impulsividade. Trata-se da síndrome da conduta, de origem neurobiológica, mais frequente durante a infância. Estima-se que cerca de 5% da população infanto-juvenil, de 3 a 16 anos, sofre, sendo 3 vezes mais frequente nos homens."(2)
Bibliografia:
(1) - SIMÕES, Paula Martins, "Detectar a hiperactividade infantil", Focus, nº 611;
(2) - http://www.gforum.tv/board/1735/325052/hiperatividade-infantil-tdah.html
"Segundo os resultados da investigação realizada por uma equipa americana, menos horas de sono podem agravar os sintomas do distúrbio do défice de atenção e hiperatividade em idades precoces, nomeadamente, nos primeiros seis anos de vida."(1)
"Até aos três anos, as crianças deverão dormir 12 a 14 horas de sono e dos três aos seis cerca de 10 a 12 horas por noite."(1)
A hiperatividade é um problema mais habitualmente visto em crianças. Os sintomas ´são a desatenção (pessoa muito distraída) e a hiperatividade (pessoa muito ativa, por vezes agitada, bem além do comum). Tais aspectos são normalmente encontrados em pessoas sem o problema, mas para haver o diagnóstico desse transtorno a falta de atenção e a hiperatividade devem interferir significativamente na vida e no desenvolvimento normais da criança ou do adulto.
"O Transtorno por déficit de atenção com hiperatividade (TDAH) tem três sintomas: hiperatividade, falta de atenção e impulsividade. Trata-se da síndrome da conduta, de origem neurobiológica, mais frequente durante a infância. Estima-se que cerca de 5% da população infanto-juvenil, de 3 a 16 anos, sofre, sendo 3 vezes mais frequente nos homens."(2)
Bibliografia:
(1) - SIMÕES, Paula Martins, "Detectar a hiperactividade infantil", Focus, nº 611;
(2) - http://www.gforum.tv/board/1735/325052/hiperatividade-infantil-tdah.html
Às aranhas com o calendário
Em pouco tempo, foi o horário de trabalho que mudou, foram as horas extra do part-time que vão aumentando. São as certezas e as incertezas de cada dia, de cada marcação para a semana que vem, para daqui a dois meses... São os planos que se têm de fazer, contando com os imprevistos, ou rezando para que não aconteçam. Mas como nunca soube rezar, lá vão surgindo as imperfeições na minha agenda. E eu tento que as coisas não se compliquem, que nada fique por fazer.
quarta-feira, 15 de maio de 2013
As otites
A otite é uma inflamação do ouvido e pode ter diversas causas: bactérias, fungos e vírus.
É um problema mais frequente nos meses de Inverno, mas que também pode ocorrer no Verão, quando as idas à praia ou à piscina significarem mais água a entrar e a permanecer no ouvido.
A otite externa atinge o canal auditivo. Se for média atinge o ouvido médio. E se for interna atinge os canais semicirculares (estes são responsáveis pelo sentido espacial).
Muitas vezes, senão quase sempre, as otites são precedidas de uma gripe, constipação ou resfriado. "As secreções nasais passam facilmente para o ouvido, onde se convertem em caldo de cultivo de vírus ou bactérias, o que faz desenvolver a otite. Ou seja, produz-se uma infeção e uma inflamação, que é o que provoca a dor."(1)
Os antibióticos são eficazes se tomados apenas quando necessário e quando perscritos pelo médico assistente, uma vez que a sua toma frequente pode criar resistências que poderão trazer problemas de futuro. Muitas vezes, a administração de um anti-pirético e de um anti-inflamatório é suficiente para debelar a infeção em três a quatro dias, dependendo da sua gravidade.
"A melhor forma de evitar que o seu filho tenha uma otite é pôr de lado a forma excessiva como o agasalha."(2)
Precauções a ter em conta:
- evitar usar cotonetes continuamente e evitar lavar repetidamente os ouvidos.
- colocar tampões nos ouvidos antes de ir para a natação;
- lavar frequentemente o nariz;
- estar atenta aos sinais;
- recorrer à ajuda de um médico especialista.
Sinais e sintomas:
- dor intensa;
- diminuição na audição;
- inchaço nos tecidos;
- comichão;
- corrimento;
Nos bebés, acrescente-se ainda:
- irritabilidade;
- apatia;
- falta de apetite.
Bibliografia:
(1) - "Dói-lhe o ouvido: como tratar a otite", Bebé d'Hoje, Fevereiro 2011;
(2) - ESTEVES, Carla Oliveira, "Como tratar as otites?", Crescer com saúde, nº 141;
É um problema mais frequente nos meses de Inverno, mas que também pode ocorrer no Verão, quando as idas à praia ou à piscina significarem mais água a entrar e a permanecer no ouvido.
A otite externa atinge o canal auditivo. Se for média atinge o ouvido médio. E se for interna atinge os canais semicirculares (estes são responsáveis pelo sentido espacial).
Muitas vezes, senão quase sempre, as otites são precedidas de uma gripe, constipação ou resfriado. "As secreções nasais passam facilmente para o ouvido, onde se convertem em caldo de cultivo de vírus ou bactérias, o que faz desenvolver a otite. Ou seja, produz-se uma infeção e uma inflamação, que é o que provoca a dor."(1)
Os antibióticos são eficazes se tomados apenas quando necessário e quando perscritos pelo médico assistente, uma vez que a sua toma frequente pode criar resistências que poderão trazer problemas de futuro. Muitas vezes, a administração de um anti-pirético e de um anti-inflamatório é suficiente para debelar a infeção em três a quatro dias, dependendo da sua gravidade.
"A melhor forma de evitar que o seu filho tenha uma otite é pôr de lado a forma excessiva como o agasalha."(2)
Precauções a ter em conta:
- evitar usar cotonetes continuamente e evitar lavar repetidamente os ouvidos.
- colocar tampões nos ouvidos antes de ir para a natação;
- lavar frequentemente o nariz;
- estar atenta aos sinais;
- recorrer à ajuda de um médico especialista.
Sinais e sintomas:
- dor intensa;
- diminuição na audição;
- inchaço nos tecidos;
- comichão;
- corrimento;
Nos bebés, acrescente-se ainda:
- irritabilidade;
- apatia;
- falta de apetite.
Bibliografia:
(1) - "Dói-lhe o ouvido: como tratar a otite", Bebé d'Hoje, Fevereiro 2011;
(2) - ESTEVES, Carla Oliveira, "Como tratar as otites?", Crescer com saúde, nº 141;
Deixem os miúdos brincar!
O texto é brasileiro, mas retrata a importância da brincadeira na construção da identidade da criança como ser social, interveniente e participativo. Às vezes, pensamos que eles brincam sem nexo, sem daí retirar nada, mas eu acho que brincar é sempre proveitoso. É uma forma de aprendizagem como outras e tão ou mais importante. Deixem as crianças brincar então!
"A ludicidade, é tal qual a infância, um construto cultural. Ela foi pensada como
principal meio de socialização das crianças no mundo dos adultos. Por essa razão, a
experiência de uma criança com a ludicidade vai estar fundamentada na cultura geral
em que ela está inserida, modificando-se a cultura lúdica de uma sociedade para outra.
Tendo como invólucro a cultura geral e como fim a socialização, a ludicidade é
rica em significados, ela permite à criança que a vivencia, a experiência de ser criança,
fazer parte da cultura adulta e preparar-se para assumir um papel, uma função social na comunidade de que participa. Por essa razão, a cultura lúdica de um povo revela muito sobre ele, sobre o lugar das crianças em sua sociedade, sobre o modo como elas são ensinadas, socializadas e sobre em que circunstâncias o mundo adulto e infantil se
encontram.
Como construção cultural, e portanto variável, a ludicidade se modifica
principalmente a depender do local em que se realiza. Com base nisso é que esta
pesquisa se propõe a verificar a cultura lúdica das crianças com fins de apreender como
se dá a utilização dos brinquedos de que dispõem ; se são adquiridos de fora de sua
cultura; que brincadeiras são realizadas por elas nos mais diversos momentos do seu
cotidiano; e qual a função que a brincadeira e o brinquedo cumprem no processo de socialização destas crianças."
(OLIVEIRA, Leide, SOUSA, Emilene, Brincar para Comunicar: A ludicidade como forma de Socialização das Crianças - Universidade Federal do Maranhão, Imperatriz, MA)
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segunda-feira, 6 de maio de 2013
Sobre o Dia da Mãe
Lembro-me de ser um dia preparado na escola, ou em que eu e a minha irmã faziamos desenhos ou outras obras para oferecer à minha mãe. Lembro-me de um ano em que ficámos sozinhas em casa e resolvemos fazer um salame. Um belo salame que até leite levou e açucar e ficou horrorosamente liquido e doce - dessa altura vem a minha falta de jeito para a culinária, principalmente para doces e bolos!
Lembro-me que o dia da Mãe deixou de ser importante quando a minha mãe morreu. Passou a ser um dia de tristes memórias e de não querer saber da alegria dos outros. Em situação de estágios ou a trabalhar em Creche mais tarde, esse dia era vivido como outro qualquer, preparava-o com as crianças porque elas mereciam que eu o fizesse, mas tentava não me envolver muito.
Hoje é diferente.
Desde a gravidez, este dia é meu e do meu filho. É um dia de reflexão sobre o meu papel de mãe, sobre a minha relação com o meu filho e sobre as muitas mães que conheço e com as quais partilho as minhas alegrias, as dúvidas e as expetativas. Para todas as mamãs (as minhas mamãs, Entremães, Mães babadas.. que sabem quem são e que são importantes na minha vida) e para as avós e tias que também têm o seu papel na minha vida, o meu muito obrigado por me fazerem ser uma mãe melhor!
Lembro-me que o dia da Mãe deixou de ser importante quando a minha mãe morreu. Passou a ser um dia de tristes memórias e de não querer saber da alegria dos outros. Em situação de estágios ou a trabalhar em Creche mais tarde, esse dia era vivido como outro qualquer, preparava-o com as crianças porque elas mereciam que eu o fizesse, mas tentava não me envolver muito.
Hoje é diferente.
Desde a gravidez, este dia é meu e do meu filho. É um dia de reflexão sobre o meu papel de mãe, sobre a minha relação com o meu filho e sobre as muitas mães que conheço e com as quais partilho as minhas alegrias, as dúvidas e as expetativas. Para todas as mamãs (as minhas mamãs, Entremães, Mães babadas.. que sabem quem são e que são importantes na minha vida) e para as avós e tias que também têm o seu papel na minha vida, o meu muito obrigado por me fazerem ser uma mãe melhor!
segunda-feira, 22 de abril de 2013
Como explora o livro com o seu filho?
Hoje estava para aqui a passar tempo no face, e vi um artigo sobre a leitura e a importância dos livros. Confesso que sou uma leitura assídua, adoro ler e, sobretudo adoro um bom livro infantil - principalmente um livro que me cative pela capa, pelas ilustrações ou até pelas texturas. Não sei se por ser educadora e ter o espírito mais aberto para este tipo de iniciativas, ou se, apenas porque sempre tive uma boa relação com os livros, a verdade é que fui logo ler o artigo em causa.
"Uma leitura alegre é tão útil à saúde como o exercício do corpo", Emmanuel Kant.
Começa logo pela escolha desta frase de Kant, que compara o exercício da mente com o exercício do corpo. São ambos importantes, pois claro! E ambos têm de ser trabalhados e desenvolvidos em harmonia para que a saúde física e mental nos torne pessoas equilibradas. Mas o que tem isto a ver com a leitura de livros infantis? Ora então, não é de pequenino que se torce o pepino? Então também é desde o berço que a leitura deve ser estimulada. E aprender a ler, não começa na escola quando se juntam as primeiras letras, começa muito mais cedo quando a criança:
- ouve contar histórias;
- morde os livros;
- observa os pais quando estes lhe estão a contar histórias;
- usa os livros como um brinquedo, explorando-o de inúmeras formas;
- observa as ilustrações no livro e associa imagens às palavras;
- constrói mentalmente as suas próprias sequencias, a partir das imagens do livro, mesmo que não pela ordem correta;
- conta ela própria a história!
"A exploração de livros é, naturalmente, uma estratégia bastante associada à aquisição e ao desenvolvimento da linguagem. "
Então, vi no artigo que têm a mesma opinião que eu: há livros lá em casa para o Martim, desde que eu estava grávida dele. Ele tem acesso aos livros e já escolhe a história que quer ouvir.
"A leitura partilhada apoia-se na interação pai-criança, sendo a leitura um momento divertido, agradável, espontâneo, de partilha e entusiasmo comum".
Nem sempre, ou melhor, nem tantas vezes como eu desejaria, lemos histórias ao Martim. Não o fazemos sempre, porque umas vezes é ele que não está disponível para isso e rapidamente se aborrece e quer passar para outra atividade. E noutras vezes, somos nós que não temos disponibilidade para isso. Quando o fazemos, temos tempo para estar com ele de volta do livro, enquanto ele quiser, para ler, reler, contar de outra maneira, brincar ao "lobo e ao porquinho" ("Mãe eu sou o uobo, foge"... e sopra!)
"Mais do que ler o conteúdo do livro e seguir as frases ou as falas das personagens, procura-se que a criança se sinta envolvida e motivada pelo momento da leitura."
A motivação é realmente tão importante. Sem ela de que valeria estar ali a ler as linhas para depois acabar e mandá-lo dormir? E essa motivação tem de ser mútua para que o momento valha a pena. Além disso, muitas vezes, é mesmo ele que vai buscar dois ou três livros da sua caixa e pede para irmos para a cama com ele. Por isso acho que estou a conseguir motivá-lo.
"É indispensável, portanto, dar espaço e liberdade para a criança expressar-se (nomeando e/ou descrevendo as imagens, comentando, colocando perguntas, imaginando…), não esquecendo de valorizar e elogiar as suas respostas e a sua colaboração (Wesseling & Lachmann, 2012)".
E o que dizem sobre uma criança da faixa etária dos 2 - 3 anos (onde se inclui o meu filho)?
- Estimular a criança a falar sobre o livro: fazer comentários; colocar perguntas simples e abertas – O que é? Onde está?, acompanhando os interesses e os tempos da criança;
- Avaliar a resposta da criança, colocando as perguntas anteriores ou dizendo frases incompletas para o seu filho/a completar (exemplo: Olha! É um…);
- Expandir a resposta da criança, repetindo e adicionando informação;
- Solicitar novamente a informação para garantir que a criança aprendeu;
- Elogiar as respostas dadas e assumir uma atitude de interesse e motivação pelas respostas da criança.
Sim costumo fazer isto. E no fim ele já diz: "E vitóia, vitóia, apagou-se a históia! E tenho a boca toda cheia mameuada!" - ou como devia ser "Vitóra vitória, acabou-se a história! Tenho a minha história contada e a boca cheia de marmelada!"
Créditos: http://www.maemequer.pt/desenvolvimento-infantil/crescer/desenvolvimento/como-explorar-os-livros-com-o-meu-filho-a#.UXWj9aJwqSp
"Uma leitura alegre é tão útil à saúde como o exercício do corpo", Emmanuel Kant.
Começa logo pela escolha desta frase de Kant, que compara o exercício da mente com o exercício do corpo. São ambos importantes, pois claro! E ambos têm de ser trabalhados e desenvolvidos em harmonia para que a saúde física e mental nos torne pessoas equilibradas. Mas o que tem isto a ver com a leitura de livros infantis? Ora então, não é de pequenino que se torce o pepino? Então também é desde o berço que a leitura deve ser estimulada. E aprender a ler, não começa na escola quando se juntam as primeiras letras, começa muito mais cedo quando a criança:
- ouve contar histórias;
- morde os livros;
- observa os pais quando estes lhe estão a contar histórias;
- usa os livros como um brinquedo, explorando-o de inúmeras formas;
- observa as ilustrações no livro e associa imagens às palavras;
- constrói mentalmente as suas próprias sequencias, a partir das imagens do livro, mesmo que não pela ordem correta;
- conta ela própria a história!
"A exploração de livros é, naturalmente, uma estratégia bastante associada à aquisição e ao desenvolvimento da linguagem. "
Então, vi no artigo que têm a mesma opinião que eu: há livros lá em casa para o Martim, desde que eu estava grávida dele. Ele tem acesso aos livros e já escolhe a história que quer ouvir.
"A leitura partilhada apoia-se na interação pai-criança, sendo a leitura um momento divertido, agradável, espontâneo, de partilha e entusiasmo comum".
Nem sempre, ou melhor, nem tantas vezes como eu desejaria, lemos histórias ao Martim. Não o fazemos sempre, porque umas vezes é ele que não está disponível para isso e rapidamente se aborrece e quer passar para outra atividade. E noutras vezes, somos nós que não temos disponibilidade para isso. Quando o fazemos, temos tempo para estar com ele de volta do livro, enquanto ele quiser, para ler, reler, contar de outra maneira, brincar ao "lobo e ao porquinho" ("Mãe eu sou o uobo, foge"... e sopra!)
"Mais do que ler o conteúdo do livro e seguir as frases ou as falas das personagens, procura-se que a criança se sinta envolvida e motivada pelo momento da leitura."
A motivação é realmente tão importante. Sem ela de que valeria estar ali a ler as linhas para depois acabar e mandá-lo dormir? E essa motivação tem de ser mútua para que o momento valha a pena. Além disso, muitas vezes, é mesmo ele que vai buscar dois ou três livros da sua caixa e pede para irmos para a cama com ele. Por isso acho que estou a conseguir motivá-lo.
"É indispensável, portanto, dar espaço e liberdade para a criança expressar-se (nomeando e/ou descrevendo as imagens, comentando, colocando perguntas, imaginando…), não esquecendo de valorizar e elogiar as suas respostas e a sua colaboração (Wesseling & Lachmann, 2012)".
E o que dizem sobre uma criança da faixa etária dos 2 - 3 anos (onde se inclui o meu filho)?
- Estimular a criança a falar sobre o livro: fazer comentários; colocar perguntas simples e abertas – O que é? Onde está?, acompanhando os interesses e os tempos da criança;
- Avaliar a resposta da criança, colocando as perguntas anteriores ou dizendo frases incompletas para o seu filho/a completar (exemplo: Olha! É um…);
- Expandir a resposta da criança, repetindo e adicionando informação;
- Solicitar novamente a informação para garantir que a criança aprendeu;
- Elogiar as respostas dadas e assumir uma atitude de interesse e motivação pelas respostas da criança.
Sim costumo fazer isto. E no fim ele já diz: "E vitóia, vitóia, apagou-se a históia! E tenho a boca toda cheia mameuada!" - ou como devia ser "Vitóra vitória, acabou-se a história! Tenho a minha história contada e a boca cheia de marmelada!"
Elsa Filipe
_______________________________________________________________________________Créditos: http://www.maemequer.pt/desenvolvimento-infantil/crescer/desenvolvimento/como-explorar-os-livros-com-o-meu-filho-a#.UXWj9aJwqSp
Referências bibliográficas
- Dunst, C. J., Simkus, A. & Hamby, D. W. (2012). Effects of reading to infantsand toddlers on their early language development [Versão eletrónica], Center for Early Literacy Learning, 5 (4) Wesseling, P. B. C. & Lachmann, T. (2012)
- Aquisição e desenvolvimento da linguagem por meio da biblioteca e programa de leitura dialógica para crianças em idade-escolar [Versão eletrónica], Congreso Iberoamericano de las Lenguas en la Educación: Salamanca
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domingo, 14 de abril de 2013
Saudades...
... do meu bebé. Mais uma noite a trabalhar e ele na avó. Passou lá o fim de semana e só estarei com ele amanhã. Sei que está bem, já falei com ele ao telemóvel, mas as saudades apertam tanto!
sábado, 13 de abril de 2013
Eu sou menino!
É quando se ouve "eu sou menino" da boca de um pirralho de 2 anos e meio que achamos que o tempo passa a correr. Para ele, já não é bebé! "Não sou bebé! Sou o Matim Falipe!" Ora pois é.
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sexta-feira, 5 de abril de 2013
Atividades com os mais novos
Que fazer em dias de vendaval como o de hoje?
Apetecia sair de casa, isso era um facto. O Martim até já tinha pedido para irmos ao parque, mas assim que pusemos a cabeça fora da porta... BRRRR! Que vento!
Opção?
Bebeteca!
Aproveitamos para devolver um livro que a mãe já leu e depois entramos no espaço destinado aos mais novos e vamos brincar. À hora que fomos, só estava mais um bebé, mais novinho que o Martim. Entre trocas de olhares e pequenas disputas de brinquedos, lá ficaram cada um para seu lado a brincar. E uma horinha passa depressa ali dentro, num espaço que é apelativo, estimulante e didático, ao mesmo tempo que é um ambiente agradável, calmo e seguro.
Apetecia sair de casa, isso era um facto. O Martim até já tinha pedido para irmos ao parque, mas assim que pusemos a cabeça fora da porta... BRRRR! Que vento!
Opção?
Bebeteca!
Aproveitamos para devolver um livro que a mãe já leu e depois entramos no espaço destinado aos mais novos e vamos brincar. À hora que fomos, só estava mais um bebé, mais novinho que o Martim. Entre trocas de olhares e pequenas disputas de brinquedos, lá ficaram cada um para seu lado a brincar. E uma horinha passa depressa ali dentro, num espaço que é apelativo, estimulante e didático, ao mesmo tempo que é um ambiente agradável, calmo e seguro.
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segunda-feira, 1 de abril de 2013
Pois é filho...
Ontem à noite, ele muito indignado: "Mãe! Apagaste a tevisão!" Sim, já é hora de iremos dormir. E ele: "Mas eu tava a ver!" Amuou.
Hoje de manhã, quando saímos de casa, antes das 7.00: "Mãe! Tá escuo" com um ar muito desconfiado.
Pois é filho, agora acaba-se a boa vida de acordar às 9h da manhã. É a vida!
Hoje de manhã, quando saímos de casa, antes das 7.00: "Mãe! Tá escuo" com um ar muito desconfiado.
Pois é filho, agora acaba-se a boa vida de acordar às 9h da manhã. É a vida!
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