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sexta-feira, 4 de outubro de 2013

O Jardim de Infância do meu filho

O Martim entrou esta terça feira para o JI ou, como ele diz, para a Escola! Não é bem um JI, é um espaço educativo que vem ao encontro de mães, que, como eu, têm horários que não nos permitem chegar a tempo de ir buscar os nossos filhos às 19h todos os dias. Um espaço que se adequa às necessidades dos pais que trabalham por turnos. Há uma falha enorme nesta área, mas felizmente, nós descobrimos um local, na Cova da Piedade que tem prolongamento de horário e que até fica dentro das nossas possibilidades financeiras.

Estava ansioso por entrar e, assim que lá chegou no primeiro dia, correu a ir brincar e nem se quis despedir de nós. No fim do dia quando o fui buscar, contava-me orgulhoso, que tinha brincado, que tinha dormido bem, que se tinha portado bem. E eu, tal mãe babada e orgulhosa, tão feliz! Agora está a adaptar-se a esta nova rotina. Tentamos que, apesar dos nossos turnos, ele chegue quando possível sempre pela mesma hora e que, à noite se deite cedo para poder descansar bem. Optámos por pedir que ele dormisse à tarde e tem corrido bastante bem. Ele está muito entusiasmado e contente com a escola nova.

O espaço é pequeno, acolhedor, familiar. E ele está a gostar imenso. E ainda bem que optámos por esta alternativa.

sábado, 21 de setembro de 2013

Aniversário do Martim!

O meu filho já fez 3 anos! Quem diria? O tempo passa a correr e nós nem damos conta, mas é assim... sou uma mãe babada e orgulhosa do filho lindo que tenho! Amo-o muito, do fundo do meu coração!


Parabéns amor meu, pelo teu aniversário! Adoro-te!
 


 
Mais fotos da festinha dele em atelierfestasinfantis.blogspot.com

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Não queremos heróis.

Não queremos heróis que perecem nas chamas que não são deles. Não queremos mais mortes de homens e mulheres que lutam pela vossa terra, pelas vossas florestas, pelas vossas casas e animais. Não queremos que mais ninguém dê a vida!
Esperemos que os detidos por fogo posto sejam devidamente punidos. Se não quiserem ter trabalho com eles, entreguem-nos aí numa BAL ou junto de uma GRIF que de certeza haverá alguém com disponibilidade para fazer essa tarefa. Espero que depois não os perdoem porque são alcoólicos, porque têm problemas psiquiátricos, ou porque estavam deprimidos.
É revoltante saber que este inferno ainda não tem fim à vista e que hoje ceifou mais uma vida. Quem vai ser culpabilizado por esta perda e pelos feridos que ainda sofrem e que ficarão com lesões?

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Terceiro ano

Faltam poucos dias, para terminar este terceiro ano da minha viagem como mãe.
E o que foi acontecendo? Tanta coisa!
O meu filho agora diz-me "eu não sou bebé, sou menino" e isso já diz muito da sua personalidade. É um doce de criança. Vejo-o sempre com muito orgulho. Olho para ele, sempre babada, pois sei que tem superado muitas das minhas expetativas. Acredito nele todos os dias! Amo-o muito e por ele faria qualquer coisa. Foi amor à primeira vista, sem dúvida, mas esse amor foi crescendo a cada dia que passamos juntos e, construindo-se nos momentos partilhados e nas ausências que fazem doer o coração!
Ele acompanha-me muitas vezes nas minhas atividades, seja em dias de animação, seja em reuniões e formações nos bombeiros quando não tenho com quem o deixar. Cresceu muito com isso e, apesar de ele até se comportar bem - tendo em conta a idade - sei que esse fato o tem prejudicado um pouco, pois é obrigado a estar quieto, a não ter esse tempo para as suas brincadeiras. Por outro lado, tem-me seguido um pouco para todo o lado e sei que isso lhe criará boas memórias de infância. O pouco que ele se recordar de mim, - pois nesta fase, as memórias vão-se perdendo rapidamente - será certamente bom. Pelo menos assim é o meu desejo. É por isso que as fotos e os registos escritos são tão importantes nesta idade. Porque o nosso cérebro se esquece destas coisas... e um dia ele não se vai lembrar de como foi passar a tarde a fazer molduras com a mãe no Fórum Montijo, nem da vez que foi fazer uma formação de topografia, à noite, a pé pelo Seixal.

Festas e animações

Entre tanto trabalho que tenho tido e esta história de trabalhar por turnos à qual ainda não me habituei a 100%, tenho andado ocupada nas minhas festas de aniversário, na animação de batizados e em tardes de pinturas no Fórum Montijo.
Tudo junto, tem-me sobrado pouco tempo. O que vale são os sorrisos das crianças e, principalmente, a alegria do meu filho...
Aqui ficam alguns momentos para recordar!

Festa da Inês Vicente, nos Bombeiros do Seixal:




Festa da Mariana, no café Pink, no Seixal...



Casamento e batizado em Azeitão, com a Rita Catita, outra animadora, minha grande amiga e uma excelente profissional!

 
 
Batizado do Diogo, um menino da família, ao qual ofereci as pinturas faciais!
 




domingo, 14 de julho de 2013

É só água!


Expliquem-me as mães que terão talvez o mesmo drama que eu - não é bem um drama, é mais uma constatação de um facto que eu não consigo explicar - porque é que o meu filho adora água, gosta de ir para a piscina, e quando vamos à praia, só se aproxima qb da água. Ou seja, bem longe, não vá aquilo puxá-lo e engoli-lo?

E se o levamos para lá, grita desalmadamente, como se a água fria queimasse. Não o obrigamos a ir pois até se diverte, brinca nas poças e até deixa que o molhemos com o balde. O que me incomoda não é ele não querer sair da sua zona de conforto, o que me preocupa é ele entrar num estado de terror quando o faz.

O prazer da areia nos pés

Eu sempre fui apaixonada por praia, e nos meus outros tempos, em que as responsabilidades eram outras, permitia-me pegar na toalha, biquini e num livro e ir até À praia. Senatava-me junto ao muro e embrulhava-me na toalha até que o sol começasse a aquecer e me despertasse daquela melancolia.
Fugia do sol abrasador e das grandes confusões do verão de Sesimbra, do trânsito e dos chapéus de sol. Nunca gostei de chapéus, nem de sol nem de chuva.

Gosto sim de sentir a areia entre os dedos, o fresco da água nas pernas...

Hoje não é dia de praia. É dia de trabalho.
Na semana passada tivémos alguns dias excelentes de praia, até que a chuva resolveu começar a espreitar e estragou-nos aquela rotina tão feliz, que até nos permitiu umas saídas em família. :)

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Detetar a hiperatividade infantil

Se a criança tem o sono agitado, não dorme as horas suficientes, deita-se tarde... poderá estar em risco de desenvolver ou agravar os sintomas do distúrbio do défice de atenção e hiperatividade. "A observação de horários relativamente estáveis e regulares de descanso na infância são da maior importância para o desenvolvimento equilibrado da criança."(1)

"Segundo os resultados da investigação realizada por uma equipa americana, menos horas de sono podem agravar os sintomas do distúrbio do défice de atenção e hiperatividade em idades precoces, nomeadamente, nos primeiros seis anos de vida."(1)

"Até aos três anos, as crianças deverão dormir 12 a 14 horas de sono e dos três aos seis cerca de 10 a 12 horas por noite."(1)

A hiperatividade é um problema mais habitualmente visto em crianças. Os sintomas ´são a desatenção (pessoa muito distraída) e a hiperatividade (pessoa muito ativa, por vezes agitada, bem além do comum). Tais aspectos são normalmente encontrados em pessoas sem o problema, mas para haver o diagnóstico desse transtorno a falta de atenção e a hiperatividade devem interferir significativamente na vida e no desenvolvimento normais da criança ou do adulto.

"O Transtorno por déficit de atenção com hiperatividade (TDAH) tem três sintomas: hiperatividade, falta de atenção e impulsividade. Trata-se da síndrome da conduta, de origem neurobiológica, mais frequente durante a infância. Estima-se que cerca de 5% da população infanto-juvenil, de 3 a 16 anos, sofre, sendo 3 vezes mais frequente nos homens."(2)


Bibliografia:
(1) - SIMÕES, Paula Martins, "Detectar a hiperactividade infantil", Focus, nº 611;
(2) - http://www.gforum.tv/board/1735/325052/hiperatividade-infantil-tdah.html

Às aranhas com o calendário

Em pouco tempo, foi o horário de trabalho que mudou, foram as horas extra do part-time que vão aumentando. São as certezas e as incertezas de cada dia, de cada marcação para a semana que vem, para daqui a dois meses... São os planos que se têm de fazer, contando com os imprevistos, ou rezando para que não aconteçam. Mas como nunca soube rezar, lá vão surgindo as imperfeições na minha agenda. E eu tento que as coisas não se compliquem, que nada fique por fazer.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

As otites

A otite é uma inflamação do ouvido e pode ter diversas causas: bactérias, fungos e vírus.

É um problema mais frequente nos meses de Inverno, mas que também pode ocorrer no Verão, quando as idas à praia ou à piscina significarem mais água a entrar e a permanecer no ouvido.

A otite externa atinge o canal auditivo. Se for média atinge o ouvido médio. E se for interna atinge os canais semicirculares (estes são responsáveis pelo sentido espacial).

Muitas vezes, senão quase sempre, as otites são precedidas de uma gripe, constipação ou resfriado. "As secreções nasais passam facilmente para o ouvido, onde se convertem em caldo de cultivo de vírus ou bactérias, o que faz desenvolver a otite. Ou seja, produz-se uma infeção e uma inflamação, que é o que provoca a dor."(1)

Os antibióticos são eficazes se tomados apenas quando necessário e quando perscritos pelo médico assistente, uma vez que a sua toma frequente pode criar resistências que poderão trazer problemas de futuro. Muitas vezes, a administração de um anti-pirético e de um anti-inflamatório é suficiente para debelar a infeção em três a quatro dias, dependendo da sua gravidade.

"A melhor forma de evitar que o seu filho tenha uma otite é pôr de lado a forma excessiva como o agasalha."(2)

Precauções a ter em conta:
- evitar usar cotonetes continuamente e evitar lavar repetidamente os ouvidos.
- colocar tampões nos ouvidos antes de ir para a natação;
- lavar frequentemente o nariz;
- estar atenta aos sinais;
- recorrer à ajuda de um médico especialista.

Sinais e sintomas:
- dor intensa;
- diminuição na audição;
- inchaço nos tecidos;
- comichão;
- corrimento;

Nos bebés, acrescente-se ainda:
- irritabilidade;
- apatia;
- falta de apetite.


Bibliografia:
(1) - "Dói-lhe o ouvido: como tratar a otite", Bebé d'Hoje, Fevereiro 2011;
(2) - ESTEVES, Carla Oliveira, "Como tratar as otites?", Crescer com saúde, nº 141;

Deixem os miúdos brincar!

O texto é brasileiro, mas retrata a importância da brincadeira na construção da identidade da criança como ser social, interveniente e participativo. Às vezes, pensamos que eles brincam sem nexo, sem daí retirar nada, mas eu acho que brincar é sempre proveitoso. É uma forma de aprendizagem como outras e tão ou mais importante. Deixem as crianças brincar então!
"A ludicidade, é tal qual a infância, um construto cultural. Ela foi pensada como
principal meio de socialização das crianças no mundo dos adultos. Por essa razão, a
experiência de uma criança com a ludicidade vai estar fundamentada na cultura geral
em que ela está inserida, modificando-se a cultura lúdica de uma sociedade para outra.

Tendo como invólucro a cultura geral e como fim a socialização, a ludicidade é
rica em significados, ela permite à criança que a vivencia, a experiência de ser criança,
fazer parte da cultura adulta e preparar-se para assumir um papel, uma função social na comunidade de que participa. Por essa razão, a cultura lúdica de um povo revela muito sobre ele, sobre o lugar das crianças em sua sociedade, sobre o modo como elas são ensinadas, socializadas e sobre em que circunstâncias o mundo adulto e infantil se
encontram.

Como construção cultural, e portanto variável, a ludicidade se modifica
principalmente a depender do local em que se realiza. Com base nisso é que esta
pesquisa se propõe a verificar a cultura lúdica das crianças com fins de apreender como
se dá a utilização dos brinquedos de que dispõem ; se são adquiridos de fora de sua
cultura; que brincadeiras são realizadas por elas nos mais diversos momentos do seu
cotidiano; e qual a função que a brincadeira e o brinquedo cumprem no processo de socialização destas crianças."

(OLIVEIRA, Leide, SOUSA, Emilene, Brincar para Comunicar: A ludicidade como forma de Socialização das Crianças - Universidade Federal do Maranhão, Imperatriz, MA)

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Sobre o Dia da Mãe

Lembro-me de ser um dia preparado na escola, ou em que eu e a minha irmã faziamos desenhos ou outras obras para oferecer à minha mãe. Lembro-me de um ano em que ficámos sozinhas em casa e resolvemos fazer um salame. Um belo salame que até leite levou e açucar e ficou horrorosamente liquido e doce - dessa altura vem a minha falta de jeito para a culinária, principalmente para doces e bolos!
Lembro-me que o dia da Mãe deixou de ser importante quando a minha mãe morreu. Passou a ser um dia de tristes memórias e de não querer saber da alegria dos outros. Em situação de estágios ou a trabalhar em Creche mais tarde, esse dia era vivido como outro qualquer, preparava-o com as crianças porque elas mereciam que eu o fizesse, mas tentava não me envolver muito.

Hoje é diferente.
Desde a gravidez, este dia é meu e do meu filho. É um dia de reflexão sobre o meu papel de mãe, sobre a minha relação com o meu filho e sobre as muitas mães que conheço e com as quais partilho as minhas alegrias, as dúvidas e as expetativas. Para todas as mamãs (as minhas mamãs, Entremães, Mães babadas.. que sabem quem são e que são importantes na minha vida) e para as avós e tias que também têm o seu papel na minha vida, o meu muito obrigado por me fazerem ser uma mãe melhor!