Assinem em:
http://www.peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=P2009N602
Porque:
(...) As novas tecnologias e instrumentos de pesquisa estão a tornar cada vez mais claros os contributos da neurociência, sendo fundamental que estes aspectos resultantes da pesquisa sejam divulgados junto de políticos, da imprensa e do público em geral.
De referir que a OCDE, em vários relatórios, refere como principais conclusões das pesquisas realizadas pela neurociência o seguinte:
As interacções precoces das crianças com os outros e, nomeadamente com a família, e com as pessoas que cuidam delas, são as responsáveis por estabelecerem os padrões das conexões neurais e os equilíbrios químicos que influenciam profundamente o que vamos ser, o que vamos ser capazes de fazer e como vamos reagir ao mundo que nos rodeia. (...)
A neurociência está a começar a confirmar e explicar o que a ciência social e a experiência comum há muito vêm a dizer: “as relações afectuosas, estáveis, seguras, estimulantes e gratificantes com a família e com as pessoas que cuidam das crianças nos primeiros meses e anos de vida são cruciais para quase todos os aspectos da vida da criança”
(...)Para uns a “crença na santidade da família” como instituição insubstituível leva a conclusões que conduzem a respostas que apontam as creches, todas as creches, como um mal absoluto que apenas serve para libertar as famílias e muito em particular a mãe, da sua tarefa de educar ou ainda considerando que o desenvolvimento inicial da criança é precioso demais para ser colocada com outras pessoas.
Outros argumentam que a triste realidade económica e social do trabalho das mães as leva a deixar as crianças nas creches. Desse modo, e sendo as creches encaradas como um mal, não se investe em materiais, espaços, ratios, estabilidade humana, nem mesmo na formação do pessoal, uma vez que tais lacunas tornam a guarda diurna das crianças menos dispendiosa e desse modo mais acessível aos pais.









