Nós que somos mães (e pais) às vezes agimos sem pensar. Quantas vezes! Umas vezes arrependemo-nos no instante seguinte, noutras nem damos conta que errámos e deixamos o comportamento prolongar-se. Não somos más mães - embora por vezes tenhamos essa sensação - mas apenas mães!
Ontem, lia "O vendedor de sonhos" de Augusto Cury. Entre as linhas que de tal forma me estavam a prender encontrei um trecho sobre educação. Sobre o assassinato da infância na actualidade e da falta do prazer nas pequenas coisas da vida. Quantos de nós tiramos tempo de qualidade para estarmos com os nossos filhos? Para estar realmente?
Para quem não conhece o livro, aqui fica um pouco desse trecho que me fez pensar... Não pela situação em si - não me revi propriamente naquela situação em concreto - mas pelo sentimento de impotência perante as birras que o meu pirata às vezes já faz. E de como tenho dificuldade em saber como reagir, sem ceder, sem prolongar a birra e sem perder as estribeiras.
"Enquanto recordava a minha infância, o mestre parecia perscutar-me. Puxando o fôlego com vigor, comentou sobre o assassinato da infância na actualidade, uma das coisas que mais o perturbavam:
- Internet, jogos de vídeo, computadores são úteis, mas têm destruído algo inviolável: a infância. Onde está o prazer do silêncio? Onde está a arte da observação? (...)
De repente, teve uma reacção que eu nunca tinha presenciado. Vários pais passavam por nós levando os filhos, entre sete e nove anos, às compras. Eles estavam muito bem vestidos, ao rigor da moda (...)Mas revelavam evidente insatisfação. Alguns começavam a impor o que queriam consumir. Os pais, para não se perturbarem com os seus gritos e atritos, cediam.
(...)
- O que estão vocês a fazer aos vossos filhos? Levem-nos para os bosques! Tirem-lhes os sapatos, deixem-nos andar descalços na terra! Façam-nos subir às árvores, estimulem-nos a inventar as suas brincadeiras.(...)
- Quem quiser voar como uma borboleta levante as mãos.
Três crinaças levantaram as mãos, duas ficaram indiferentes e três esconderam-se atrás dos seus pais e responderam:
- Tenho medo de borboletas.
Os pais sentiram-se ofendidos com a petulância dos intrusos.
(...)
- Peço desculpa pelos meus gestos e espero que, um dia, diante dos vossos filhos, não precisem de pedir desculpas pelos vossos.
(...)"
Simplesmente, adorei!
domingo, 31 de julho de 2011
sábado, 30 de julho de 2011
Amamentar: um seguro de saúde nem sempre fácil
Dar mama é bom! Sim, lá vão dizendo por aí que é do melhor, mas quem tem ou teve problemas com a amamentação, sabe que nem sempre é um mar de facilidades e que muitas mães (e eu incluo-me nesse grupo) choraram algumas vezes, fosse de dor, fosse de receio de não estar a proporcionar ao bebé o suficiente...
Dia 6 de Agosto às 16 horas, realiza-se um encontro para futuras mamãs que irá esclarecer algumas dúvidas sobre amamentação, mas principalmente será um espaço de partilha de experiências e de troca de informações. No Zambujal, perto de Sesimbra. O encontro é grátis e não carece de inscrição prévia. Por isso, apareçam! Eu também irei lá estar!
Contactos:
www.bionascimento.com
e-mail: geral@bionascimento.com
tlf.: + 351 93 720 16 30
fax: 21 087 82 15
"Amamentar pode não ser fácil. Para quem acabou de ter o primeiro filho pode até ser muito complicado. Por isso toda a informação é importante."(1)
Aqui ficam alguns problemas que podem surgir, mas que, se solucionados, não são impeditivos de continuar a amamentar:
- bloqueio dos ductos;
- subida do leite;
- mastite;
- abcesso mamário;
- gretas e fissuras;
Mas, "não vale desistir cedo de mais. O esforço investido na continuidade da amamentação, considere-o como um seguro de saúde para o seu filho e para si."(1)
Existem algumas associações de apoio à amamentação:
- http://www.sosamamentacao.org.pt/
- www.lalecheleague.org/Portugal.html
- http://www.mamamater.pt/ - tel.: 214532019
- http://www.leitematerno.org/
Bibliografia:
(1) - LAMÚRIAS, Patrícia, "Aprender a dar de mamar", Pais e Filhos, Julho de 2006;
Dia 6 de Agosto às 16 horas, realiza-se um encontro para futuras mamãs que irá esclarecer algumas dúvidas sobre amamentação, mas principalmente será um espaço de partilha de experiências e de troca de informações. No Zambujal, perto de Sesimbra. O encontro é grátis e não carece de inscrição prévia. Por isso, apareçam! Eu também irei lá estar!
Contactos:
www.bionascimento.com
e-mail: geral@bionascimento.com
tlf.: + 351 93 720 16 30
fax: 21 087 82 15
"Amamentar pode não ser fácil. Para quem acabou de ter o primeiro filho pode até ser muito complicado. Por isso toda a informação é importante."(1)
Aqui ficam alguns problemas que podem surgir, mas que, se solucionados, não são impeditivos de continuar a amamentar:
- bloqueio dos ductos;
- subida do leite;
- mastite;
- abcesso mamário;
- gretas e fissuras;
Mas, "não vale desistir cedo de mais. O esforço investido na continuidade da amamentação, considere-o como um seguro de saúde para o seu filho e para si."(1)
Existem algumas associações de apoio à amamentação:
- http://www.sosamamentacao.org.pt/
- www.lalecheleague.org/Portugal.html
- http://www.mamamater.pt/ - tel.: 214532019
- http://www.leitematerno.org/
Bibliografia:
(1) - LAMÚRIAS, Patrícia, "Aprender a dar de mamar", Pais e Filhos, Julho de 2006;
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sexta-feira, 29 de julho de 2011
Para as mamãs!
Jovens Mães e Futuras Mães …..
No dia 6 de Agosto vai realizar-se em Sesimbra - no Espaço Zambujal, mais propriamente - um Encontro de reflexão sobre a importância da Comunicação para a Amamentação.
Vai ser sorteada uma Barriga de Gesso entre as Grávidas presentes, e todas as participantes vão receber um Vale de Desconto para a Almofada Cucut, uma gentileza da Eva Baby Care. Se tudo correr como perspectivamos, vamos ter um encerramento bem divertido e animado! Este ano queremos envolver a geração mais nova. Venha e traga consigo uma Adolescente! Elas são o Futuro de uma Amamentação em grande escala, e delas podem surgir as melhores ideias desta 3ª dimensão da Amamentação: a Comunicação!
Se puderem apareçam no dia 6 de Agosto, no Espaço Zambujal, para partilharem as vossas experiências.
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As malditas pintas
Tenho estado em casa com o pequenino, numa espécie de férias forçadas. Está a melhorar mas demorará ainda alguns dias a ficar totalmente bem.
A varicela é contagiosa e o surto que atingiu o meu pirata veio das crianças que estão com ele na ama. Já esperava, pois mesmo que os meninos tivessem ficado em casa - como ele está agora - o contágio pode dar-se nos dias que antecedem o aparecimento dos sintomas. A doença está lá mas demora uns dias a manifestar-se. Da mesma forma ele pode ter contagiado outras crianças com as quais teve contato (a priminha por exemplo).
Qual é o período de contágio da varicela?
"O período de contágio da varicela é de cerca de dez dias (desde o dia anterior ao aparecimento da erupção até todas as vesículas estarem secas, formando crostas que já não contêm vírus vivos). Em alguns casos, em que a erupção é ligeira, este período pode ser menor, mas a legislação obriga a um período de afastamento escolar de dez dias, nas crianças em idade escolar que contraíram varicela."(1)
Ao fim de quanto tempo após o contacto com um doente com varicela aparece a doença, no caso de haver contágio?
"O tempo que decorre desde o contágio até ao aparecimento da varicela (período de incubação) é de cerca de quinze dias, podendo variar desde dez e vinte dias."(1)
Por isso, quando vemos as manchas - e eu até vi na sexta, mas só no Domingo começaram a manifestar-se em força - já houve um período prévio em que a criança era portadora do vírus e contagiou outras.
"Outra característica da erupção da varicela é a sua rápida evolução, passando as lesões da pele por várias fases num período de poucas horas. As primeiras lesões são manchas de cor rosada (máculas), que se tornam salientes (pápulas), formam pequenas bolhas com líquido transparente no centro (vesículas) que ao secarem vão formar uma crosta."(1)
"Devido à sua rápida evolução a característica mais evidente da erupção cutânea (exantema) da varicela é a coexistência dos quatro tipos de lesões (máculas, pápulas, vesículas e crostas) ao fim do primeiro ou segundo dia de doença. As lesões da varicela poupam a palma das mãos e a planta dos pés e atingem o couro cabeludo e as mucosas (garganta, órgãos genitais e conjuntiva), onde podem causar pequenas feridas dolorosas. Outra característica da varicela é causar habitualmente prurido (comichão), que pode ser intenso."
No caso do meu pirata, a planta dos pés não foi poupada. Aliás, tem entre os dedos das mãos, planta dos pés, tornozelos, sovacos, virilhas, junto aos olhos, dentro dos ouvidos... Enfim, pelo corpinho todo!
"Em relação à febre, é um sintoma variável na varicela, podendo ir de quase inexistente a febre elevada (39º - 40º), sendo a sua intensidade geralmente proporcional à extensão da erupção."(1)
Bibliografia:
(1) - http://www.medicoassistente.com/varios/varicela
A varicela é contagiosa e o surto que atingiu o meu pirata veio das crianças que estão com ele na ama. Já esperava, pois mesmo que os meninos tivessem ficado em casa - como ele está agora - o contágio pode dar-se nos dias que antecedem o aparecimento dos sintomas. A doença está lá mas demora uns dias a manifestar-se. Da mesma forma ele pode ter contagiado outras crianças com as quais teve contato (a priminha por exemplo).
Qual é o período de contágio da varicela?
"O período de contágio da varicela é de cerca de dez dias (desde o dia anterior ao aparecimento da erupção até todas as vesículas estarem secas, formando crostas que já não contêm vírus vivos). Em alguns casos, em que a erupção é ligeira, este período pode ser menor, mas a legislação obriga a um período de afastamento escolar de dez dias, nas crianças em idade escolar que contraíram varicela."(1)
Ao fim de quanto tempo após o contacto com um doente com varicela aparece a doença, no caso de haver contágio?
"O tempo que decorre desde o contágio até ao aparecimento da varicela (período de incubação) é de cerca de quinze dias, podendo variar desde dez e vinte dias."(1)
Por isso, quando vemos as manchas - e eu até vi na sexta, mas só no Domingo começaram a manifestar-se em força - já houve um período prévio em que a criança era portadora do vírus e contagiou outras.
"Outra característica da erupção da varicela é a sua rápida evolução, passando as lesões da pele por várias fases num período de poucas horas. As primeiras lesões são manchas de cor rosada (máculas), que se tornam salientes (pápulas), formam pequenas bolhas com líquido transparente no centro (vesículas) que ao secarem vão formar uma crosta."(1)
"Devido à sua rápida evolução a característica mais evidente da erupção cutânea (exantema) da varicela é a coexistência dos quatro tipos de lesões (máculas, pápulas, vesículas e crostas) ao fim do primeiro ou segundo dia de doença. As lesões da varicela poupam a palma das mãos e a planta dos pés e atingem o couro cabeludo e as mucosas (garganta, órgãos genitais e conjuntiva), onde podem causar pequenas feridas dolorosas. Outra característica da varicela é causar habitualmente prurido (comichão), que pode ser intenso."
No caso do meu pirata, a planta dos pés não foi poupada. Aliás, tem entre os dedos das mãos, planta dos pés, tornozelos, sovacos, virilhas, junto aos olhos, dentro dos ouvidos... Enfim, pelo corpinho todo!
"Em relação à febre, é um sintoma variável na varicela, podendo ir de quase inexistente a febre elevada (39º - 40º), sendo a sua intensidade geralmente proporcional à extensão da erupção."(1)
Bibliografia:
(1) - http://www.medicoassistente.com/varios/varicela
quinta-feira, 28 de julho de 2011
Apetece-me...
...ir ali e abraçá-lo. Muito, muito, muito. Senti-lo apertadinho nos meus braços, até desaparecer esta sensação.
Amo-te muito filhote do meu coração. Estarei sempre presente para ti e para onde eu for irás sempre comigo. Ninguém se intrometerá na nossa felicidade.
Amo-te muito filhote do meu coração. Estarei sempre presente para ti e para onde eu for irás sempre comigo. Ninguém se intrometerá na nossa felicidade.
quarta-feira, 27 de julho de 2011
Mãe a tempo inteiro
É o que tenho sido e o que vou ser nos próximos dias. Nada mau se pudessemos sair de casa. Aqui fechados é de dar em doidos. O piratinha já está habituado a acordar e ir para a rua - ora para ir para a ama, ora para um passeio - mas assim o dia inteiro em casa, anda impossível!
Só me quer a mim. Parece uma lapa agarrado às minahs pernas! Sabem tão bem os miminhos!
Tenho aproveitado para fazer de tudo com ele. Muita brincadeira e muitos mimos, mas já não sei que mais inventar... a imaginação acaba-se! E não consigo fazer nada em casa enquanto está acordado - ora ontem só adormeceu pelas 23h30m - nem sestas, nem sonecas - e ao fim da tarde já andava a cair de sono, com uma birra daquelas!
Vamos ver como corre hoje - pelo menos, neste momento, dorme uma sestinha boa! Está a recarregar as pilhas para logo fazer mais umas asneiras!
Só me quer a mim. Parece uma lapa agarrado às minahs pernas! Sabem tão bem os miminhos!
Tenho aproveitado para fazer de tudo com ele. Muita brincadeira e muitos mimos, mas já não sei que mais inventar... a imaginação acaba-se! E não consigo fazer nada em casa enquanto está acordado - ora ontem só adormeceu pelas 23h30m - nem sestas, nem sonecas - e ao fim da tarde já andava a cair de sono, com uma birra daquelas!
Vamos ver como corre hoje - pelo menos, neste momento, dorme uma sestinha boa! Está a recarregar as pilhas para logo fazer mais umas asneiras!
terça-feira, 26 de julho de 2011
A varicela
Ela anda por aí - segundo tenho ouvido - e já apareceu por aqui por casa. Mas de que se trata?
Aqui ficam algumas coisas que descobri, na net, sobre esta doença:
O que é a varicela?
"A varicela é uma doença infecciosa causada por um vírus chamado Vírus da Varicela Zoster (porque é também o agente causador do herpesInfecção recidivante por vírus que determina erupção cutânea, nas mucosas ou nos genitais que é dolorosa e transmissível sexualmente ou por contacto directo com as lesões. Pode ocasionar cefaleias, conjuntivite, encefalite, encefalomielite, estomatite, glossite, hipertermia, leucoencefalite, Iinfadenite, prurido ou morte. Frequentemente, é co-mórbido com a SIDA ou outras imunodeficiências. zoster ou zona)."(1)
A varicela é uma doença contagiosa?
"Sim. A varicela é uma doença muito contagiosa, embora a sua transmissão dependa quase sempre do contacto directo com a pessoa infectada, pois o vírus é muito sensível à lavagem das mãos de quem trata do doente e ao arejamento dos locais onde este permanece. A transmissão pelo ar (através das gotículas de saliva), é teoricamente possível mas muito rara."(1)
Aqui ficam algumas coisas que descobri, na net, sobre esta doença:
O que é a varicela?
"A varicela é uma doença infecciosa causada por um vírus chamado Vírus da Varicela Zoster (porque é também o agente causador do herpesInfecção recidivante por vírus que determina erupção cutânea, nas mucosas ou nos genitais que é dolorosa e transmissível sexualmente ou por contacto directo com as lesões. Pode ocasionar cefaleias, conjuntivite, encefalite, encefalomielite, estomatite, glossite, hipertermia, leucoencefalite, Iinfadenite, prurido ou morte. Frequentemente, é co-mórbido com a SIDA ou outras imunodeficiências. zoster ou zona)."(1)
A varicela é uma doença contagiosa?
"Sim. A varicela é uma doença muito contagiosa, embora a sua transmissão dependa quase sempre do contacto directo com a pessoa infectada, pois o vírus é muito sensível à lavagem das mãos de quem trata do doente e ao arejamento dos locais onde este permanece. A transmissão pelo ar (através das gotículas de saliva), é teoricamente possível mas muito rara."(1)
segunda-feira, 25 de julho de 2011
Férias forçadas
Belíssimo! Graças ao meu filhote pintinhas tenho férias "forçadas"! Confirma-se a varicela. Esta noite teve febre. Muitas borbulhas, com bolhas a formar-se. Não podemos sair de casa. Hoje fui tratar da baixa e ele ficou em casa com o pai, mas o resto da semana fico de castigo em casa.
Muitos mimos, quer colinho a toda a hora. Continua a comer bem, o que é bom. Acordou várias vezes de noite e as sestas também foram curtinhas, mas lá vai descansando.
A ida à SAP foi mesmo só por causa do papel para levar para o trabalho. Para esquecer. O médico não queria passar nada - sim eu sei que "é só varicela" e que é uma doença auto-imune, mas ele é um bebé! Não se sabe queixar! Eu ainda me surpreendo, enfim... felizmente o meu centro de saúde é melhor. Pena a médica dele estar de férias. Estamos apenas a pôr o óleo de dermosina. Nada de toalhitas, só aguinha. Anda à fresca com roupa larga, para não apertar bolha nenhuma. Tem muitas na cabeça e na cara, perto dos olhos. Tenho mais dificuldade em pôr óleo nessas porque esfrega muito os olhos.
Muitos mimos, quer colinho a toda a hora. Continua a comer bem, o que é bom. Acordou várias vezes de noite e as sestas também foram curtinhas, mas lá vai descansando.
A ida à SAP foi mesmo só por causa do papel para levar para o trabalho. Para esquecer. O médico não queria passar nada - sim eu sei que "é só varicela" e que é uma doença auto-imune, mas ele é um bebé! Não se sabe queixar! Eu ainda me surpreendo, enfim... felizmente o meu centro de saúde é melhor. Pena a médica dele estar de férias. Estamos apenas a pôr o óleo de dermosina. Nada de toalhitas, só aguinha. Anda à fresca com roupa larga, para não apertar bolha nenhuma. Tem muitas na cabeça e na cara, perto dos olhos. Tenho mais dificuldade em pôr óleo nessas porque esfrega muito os olhos.
domingo, 24 de julho de 2011
Varicela?
Pintas, pintas e mais pintas! Está coberto dos pés à cabeça! E pelo meio umas maiores, com bolhas de água no meio. Essas é que me preocupam mais, porque podem deixar marca e podem infetar.
De resto, continua o mesmo pirata: a comer e dormir bem, a brincar e a fazer asneiras a todo o instante. Risonho, sem febre. Agora está a fazer a sesta.
Quando acordar vamos ali num instante à SAP. Ui que medo! Detesto aquela SAP, não funciona, mas não tenho outra hipótese e ir a correr para o hospital, só por causa de varicela, não me parece bem. Mas vamos ver...
De resto, continua o mesmo pirata: a comer e dormir bem, a brincar e a fazer asneiras a todo o instante. Risonho, sem febre. Agora está a fazer a sesta.
Quando acordar vamos ali num instante à SAP. Ui que medo! Detesto aquela SAP, não funciona, mas não tenho outra hipótese e ir a correr para o hospital, só por causa de varicela, não me parece bem. Mas vamos ver...
sábado, 23 de julho de 2011
Borbulhas
Ontem era uma, depois outra. Hoje tem várias. Parecem bolhinhas.
Anda bem disposto, apirético, brincalhão. Dormiu bem, comeu melhor. Sem stress, vamos ver se ficam por aqui ou se alastram mais.
Ontem foi dia de aniversário do papá. Muito passeio, muita brincadeira, muitos mimos e colinho para este pirata. Um belo passeio pela costa, com direito a pôr o pé na areia e tudo! À noite, um jantar diferente, com a priminha também por perto, para delícia dos dois que implicaram um com o outro até se cansarem e um adormecer e o outro lutar contra o sono até cair de cansaço, já no carro a caminho de casa. Só acordou quase às dez da manhã o meu piratinha!
Hoje já anda a fazer asneiras, claro está!
Anda bem disposto, apirético, brincalhão. Dormiu bem, comeu melhor. Sem stress, vamos ver se ficam por aqui ou se alastram mais.
Ontem foi dia de aniversário do papá. Muito passeio, muita brincadeira, muitos mimos e colinho para este pirata. Um belo passeio pela costa, com direito a pôr o pé na areia e tudo! À noite, um jantar diferente, com a priminha também por perto, para delícia dos dois que implicaram um com o outro até se cansarem e um adormecer e o outro lutar contra o sono até cair de cansaço, já no carro a caminho de casa. Só acordou quase às dez da manhã o meu piratinha!
Hoje já anda a fazer asneiras, claro está!
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sexta-feira, 22 de julho de 2011
Mães trabalhadoras...
... crianças infelizes?
Desde já respondo: Não. Não tem de ser necessariamente assim.
Primeiro, nem se coloca a questão dos pais que trabalham. Fala-se da mãe. Mas e o pai, não será também tão importante? No nosso país a lei é desigual entre os direitos da maternidade e da paternidade. Criam-se bebés dependentes das mães e por isso elas se sentem culpadas ao ter de os deixar com alguém. São responsáveis por eles e arcam com essa responsabilidade mesmo quando esta parece ser repartida com o outro projenitor - isto na maioria dos casos e salvo algumas exceções, claro está.
A ansiedade de ir trabalhar e deixar a criança com outra pessoa - na creche, na ama, com os avós - é real e eu passei (e ainda passo) por ela, mas trabalhar é uma necessidade tanto economica, como social e de realização pessoal. Sempre trabalhei e tive horários preenchidos. Com a chegada do Martim tive de me adaptar mas não deixei de fazer nada do que fazia antes. Mas claro que por vezes, dou comigo a pensar que poderei não estar presente quando os marcos da vida dele acontecerem: as primeiras palavras, os primeiros passos... e isso deixa-me triste.
"A separação torna-se muito difícil porque, à medida que o tempo vai passando, a ligação entre mãe e filho aumenta."(1) Concordo com este facto, mas não é também verdade que esta ligação pode ser ela mesma transmissora de segurança emocional para a criança e, complementarmente, para a mãe? Para a criança - ou bebé - porque esta vinculação facilita a aquisição da sua própria autonomia e essa é indispensável para uma boa adaptação à ama ou à Creche, e para a mãe, porque ela sabe que o seu bebé está seguro e que vai ficar bem e que esta experiência será enriquecedora para o seu crescimento. Por outro lado, temos de pensar que há aquisições que só serão feitas fora do ambiente familiar. "Há especialistas que defendem a integração de uma criança pequena na creche. Esta decisão permite-lhe que se relacione desde cedo, com outras pessoas."(1)
"Ao estimular o seu filho a criar relações de amizade fora do núcleo familiar, está a facilitar o processo de separação entre si e o seu bebé." - Bem, nem tanto ao mar nem tanto à terra, um bebé cria relações, mas não sabe o que é amizade - apenas mais tarde irá desenvolver essa capacidade - enquanto que a noção de separação, surge bem mais cedo.
Bem vistas as coisas, não me culpo de ir trabalhar ou de ir a formações, porque sei que o meu bebé fica bem na ama ou na casa da avó. Muitas vezes, tenho dificuldade em encontrar quem fique com ele durante as horas de formação ou nos casos de ter de trabalhar aos fins-de-semana, mas tudo se tem resolvido. Quando é preciso, falto ou encontro outras formas de dar a volta à situação. O ideal é haver uma adaptação em família e sabermos com quem podemos contar nas horas de maior aperto. E, claro está, primeiro está o meu bebé, isso nem é posto em causa!
Desde já respondo: Não. Não tem de ser necessariamente assim.
Primeiro, nem se coloca a questão dos pais que trabalham. Fala-se da mãe. Mas e o pai, não será também tão importante? No nosso país a lei é desigual entre os direitos da maternidade e da paternidade. Criam-se bebés dependentes das mães e por isso elas se sentem culpadas ao ter de os deixar com alguém. São responsáveis por eles e arcam com essa responsabilidade mesmo quando esta parece ser repartida com o outro projenitor - isto na maioria dos casos e salvo algumas exceções, claro está.
A ansiedade de ir trabalhar e deixar a criança com outra pessoa - na creche, na ama, com os avós - é real e eu passei (e ainda passo) por ela, mas trabalhar é uma necessidade tanto economica, como social e de realização pessoal. Sempre trabalhei e tive horários preenchidos. Com a chegada do Martim tive de me adaptar mas não deixei de fazer nada do que fazia antes. Mas claro que por vezes, dou comigo a pensar que poderei não estar presente quando os marcos da vida dele acontecerem: as primeiras palavras, os primeiros passos... e isso deixa-me triste.
"A separação torna-se muito difícil porque, à medida que o tempo vai passando, a ligação entre mãe e filho aumenta."(1) Concordo com este facto, mas não é também verdade que esta ligação pode ser ela mesma transmissora de segurança emocional para a criança e, complementarmente, para a mãe? Para a criança - ou bebé - porque esta vinculação facilita a aquisição da sua própria autonomia e essa é indispensável para uma boa adaptação à ama ou à Creche, e para a mãe, porque ela sabe que o seu bebé está seguro e que vai ficar bem e que esta experiência será enriquecedora para o seu crescimento. Por outro lado, temos de pensar que há aquisições que só serão feitas fora do ambiente familiar. "Há especialistas que defendem a integração de uma criança pequena na creche. Esta decisão permite-lhe que se relacione desde cedo, com outras pessoas."(1)
"Ao estimular o seu filho a criar relações de amizade fora do núcleo familiar, está a facilitar o processo de separação entre si e o seu bebé." - Bem, nem tanto ao mar nem tanto à terra, um bebé cria relações, mas não sabe o que é amizade - apenas mais tarde irá desenvolver essa capacidade - enquanto que a noção de separação, surge bem mais cedo.
Bem vistas as coisas, não me culpo de ir trabalhar ou de ir a formações, porque sei que o meu bebé fica bem na ama ou na casa da avó. Muitas vezes, tenho dificuldade em encontrar quem fique com ele durante as horas de formação ou nos casos de ter de trabalhar aos fins-de-semana, mas tudo se tem resolvido. Quando é preciso, falto ou encontro outras formas de dar a volta à situação. O ideal é haver uma adaptação em família e sabermos com quem podemos contar nas horas de maior aperto. E, claro está, primeiro está o meu bebé, isso nem é posto em causa!
(1) - ESTEVES, Carla Oliveira, "Mães trabalhadoras, crianças infelizes?", Crescer com Saúde, nº 141;
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quarta-feira, 20 de julho de 2011
Quando se corta o cordão...
Importante ligação entre mãe e filho, durante a vida deste no ventre, tem duas artérias que "transportam sangue, já com pouco oxigénio e com produtos a serem eliminados, do feto para a placenta." (1)
Na placenta, "os produtos a serem eliminados passam do sangue fetal para o sangue materno através de uma fina membrana, extensa e muito pregueada, a fim de serem eliminados pela mãe através dos respectivos fígado e rins. Na placenta, em troca, o sangue fetal recebe Oxigénio e nutrientes da mãe."(1)
Quando o bebé nasce, o cordão deixa de ser necessário para fazer a sua função principal: dar oxigénio e nutrientes ao bebé. Então, ao ser cortado, "a falta de oxigénio faz com que se abram as artérias que servem de via para o sangue que vem do lado direito do coração para os pulmões." Agora o bebé já é capaz de respirar sozinho, pois esta abertura permitiu "que o líquido existente nos alvéolos pulmonares seja absorvido, permitindo que se abra uma via aérea entre a boca do bebé e os seus pulmões."(1) E assim a magia acontece, o bebé nasceu e já respira sozinho.
Bibliografia:
(1) - FERREIRA, José Carlos, "O cordão que dá vida", Pais e Filhos, Outubro de 2005;
Na placenta, "os produtos a serem eliminados passam do sangue fetal para o sangue materno através de uma fina membrana, extensa e muito pregueada, a fim de serem eliminados pela mãe através dos respectivos fígado e rins. Na placenta, em troca, o sangue fetal recebe Oxigénio e nutrientes da mãe."(1)
Quando o bebé nasce, o cordão deixa de ser necessário para fazer a sua função principal: dar oxigénio e nutrientes ao bebé. Então, ao ser cortado, "a falta de oxigénio faz com que se abram as artérias que servem de via para o sangue que vem do lado direito do coração para os pulmões." Agora o bebé já é capaz de respirar sozinho, pois esta abertura permitiu "que o líquido existente nos alvéolos pulmonares seja absorvido, permitindo que se abra uma via aérea entre a boca do bebé e os seus pulmões."(1) E assim a magia acontece, o bebé nasceu e já respira sozinho.
Bibliografia:
(1) - FERREIRA, José Carlos, "O cordão que dá vida", Pais e Filhos, Outubro de 2005;
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