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sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Para a próxima consulta

Está quase no dia da próxima consulta do meu bebé e estou bastante ansiosa. Então eu não sou tão estúpida que nunca me tinha apercebido que a pele da pilinha dele estava tão presa? Não desce nada e possivelmente já só lá irá com cirurgia. Estou preocupada com tudo isto e com as dores por que ele terá de passar.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

De bebé a menino!

Ainda é o meu bebé. O meu bebé que encho de mimos e de beijos sempre que posso.
Mas já dorme sozinho na cama dele. Adormece com os bonecos e não precisa de mim lá nem do biberão do leitinho. Já não precisa da fralda para dormir e não fez nunca chichi na cama. Come sozinho e bebe leite do copinho - com muitas nódoas na roupa é claro!
Mas já é um menino crescido!

domingo, 19 de agosto de 2012

Sem fraldas!

A noite passada o Martim já dormiu sem fralda. Boa!
e sem asneiras nenhumas! Em contrapartida, ontem no café do meu pai fez chichi duas vezes nas cuecas e em casa fez cocó... sem comentários.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

"Oh mamã!"

E foi com um "oh mamã" que ele me levou na certa, e se desfez em lágrimas nos meus braços. E depois adormeceu. Mas não sem antes ter mostrado que estava deveras chateado comigo - por ter ficado dois dias sem me ver? claro... - fazendo asneira atrás de asneira e fugindo de mim quando lhe tentava pegar, ou respondendo um redondíssimo "Não!" quando lhe pedia um beijo.
É que por via de eu ter saído tarde no domingo e o ter deixado mais essa noite na casa dos meus tios, ele pareceu ficar sentido comigo. Ontem presenteou-me com um "Oh mamã" que me fez quase ir às lágrimas e com uma chilreada de palavras que não entendi mas que o significado poderia bem tentar adivinhar... e não eram todas bonitas de certeza!
Depois eram quase duas da manhã saltou para a nossa cama e veio dormir o resto da noite abraçado em mim, apertando-me cada vez que eu me tentava mexer. Tão bom, sentir assim as saudades dele. Vale por tudo. Vale por hoje eu estar aqui de serviço e dormir longe dele e, já sentindo a falta dos seus abracinhos, trocar o turno de amanhã para enfim poder dormir em casa. Aqueles minutos de mimo antes de adormecer valem tudo.

sábado, 11 de agosto de 2012

Sem nós.

O meu filho foi passar o fim-de-semana a casa dos meus tios. Está sem nós, hoje e amanhã.
Liguei já duas vezes e nem quis saber de mim. Estava a brincar. Ora isso é muito mais importante do que falar com a chata da mãe.
E nem 2 anos tem... quando tiver 10 ou 12 escuso mesmo de lhe ligar. Mas claro que vou continuar a fazê-lo.

Mesmo assim pequenino, a verdade é que não estranha ficar fora de casa. Ora na casa da avó, ora na casa da ama que tão bem cuida dele. Ou nos tios. É porque é preciso, porque nós pais temos mesmo de trabalhar e porque no nosso trabalho ele não pode ir connosco. E porque temos de estar descansados porque nem sempre saímos a horas nem sabemos a que horas saímos.
Esta noite nem é das piores porque vamos dormir em casa, mas os horários ficam facilitados ficando ele com alguém que o possa deitar cedo e levantar um pouco mais tarde. Amanhã às 8h estou de volta ao quartel e o pai em Lisboa a pegar na ambulância também... É assim, nós na correria e ele de férias. Pais desnaturados? Talvez, mas ele um dia vai compreender.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Sobre nós.

Ontem adormeceu na minha cama, serenamente. Porque eu quis, porque tinha saudades do seu cheirinho a bebé.
Porque sim. É bom e eu gosto. E ele também.
E porque não faz mal mimar.

sábado, 4 de agosto de 2012

O lúdico tem lugar na sala de aula?

"Brincar com crianças não é perder tempo, é ganhá-lo. Se é triste ver meninos sem escola, mais triste ainda é vê-los sentados, enfileirados em salas sem ar, com exercícios estéreis, sem valor para a formação do homem”.



(Carlos Drummond de Andrade)

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

E este, alguém quer comentar?

"Valorizar o lúdico, significa levar o brinquedo para a sala de aula e também munir os profissionais de conhecimentos para que possam entender e interpretar o BRINCAR, assim como utilizá-lo para que auxilie na construção do aprendizado da criança."
"A relação da brincadeira e o desenvolvimento da criança permitem que se conheça com mais clareza importantes funções mentais, como o desenvolvimento do raciocínio e da linguagem."
(DRUMOND, Simone Helen. A ludicidade do século XXI ainda na visão de Dom Bosco e Madre Mazzarello, 2010.)




terça-feira, 31 de julho de 2012

O seu filho é uma boa pessoa!

Hoje estou de voluntário aqui nos bombeiros e aproveito as horas mortas para completar o curso de e-learning que estou a fazer e para ver os meus emails- Enquanto passava por mensagens já algo antigas, revi uma que tinha guardado para ler mais tarde. É sobre um excerto de um livro. Fiquei com vontade de o ler...

Conhecem o Dr Carlos Gonzalez? Já me tinham falado dele em diversas ocasiões, mas nunca li o livro dele. Partilharam comigo um excerto do livro “Besame Mucho” do Dr. Carlos González. Adorei e vou agora partilhar convosco. Depois digam lá que ele não tem uma perspetiva interessante do crescimento, dos afetos e da relação mãe-bebé?

"O seu filho é uma boa pessoa
... de facto, não sei para que serviria ter filhos, se não pudéssemos confiar neles.
CHARLES DICKENS, Nicholas Nickleby
Muitos especialistas, provavelmente bem-intencionados, falam-nos dos problemas comportamentais das crianças. Existem problemas de alimentação, problemas de sono, ciúmes, violência, egoísmo... Toda a gente nos fala dos problemas dos nossos filhos, como detectá-los, como preveni-los ou como solucioná-los, de como nos «manipulam» e a razão por que é preciso estabelecer limites. Ninguém nos lembra que os nossos filhos são boas pessoas. E são-no. Têm forçosamente de o ser. Nenhuma espécie animal poderia sobreviver se os seus indivíduos não nascessem com a capacidade de adquirir o comportamento normal dos adultos e com a tendência para o fazer. Não é necessário muito esforço para ensinar um leão a comer carne e uma andorinha a voar para África. O que é difícil, o que requer métodos de educação absolutamente aberrantes, seria conseguir um leão vegetariano e uma andorinha que não emigrasse. A imensa maioria dos recém-nascidos, quando criados adequadamente (isto é, com amor, respeito e contacto físico), serão crianças normais e, mais tarde, adultos normais. O ser humano é um animal social e, por isso, a capacidade para amar e ser amado, respeitar e ser respeitado, ajudar os outros e obter ajuda dos outros membros do grupo, compreender e respeitar normas sociais (em resumo, ser uma boa pessoa) são aspectos normais da nossa personalidade. A educação esmerada, a religião ou a lei podem dar-nos outras coisas; mas não são imprescindíveis para se conseguir ser uma boa pessoa. Os nossos antepassados, sem dúvida, já eram boas pessoas quando viviam em grutas, do mesmo modo que as galinhas são «boas galinhas» sem necessidade de escola ou de polícia.

E alguém arisca comentar?

sábado, 28 de julho de 2012

Quem arrisca comentar?

"A capacidade de brincar abre para todos: crianças, jovens e adultos, uma possibilidade de decifrar enigmas que os rodeiam."



"A brincadeira é o momento sobre si mesmo e sobre o mundo, dentro de um contexto de faz-de-conta."
(DRUMOND, Simone Helen. A ludicidade do século XXI ainda na visão de Dom Bosco e Madre Mazzarello, 2010.)

sexta-feira, 27 de julho de 2012

O Martim no carnaval de verão

Uma noite muito boa, maravilhosa, que eu e o meu filho adorámos! Ele sempre gostou de música, principalmente de "tum-tuns" como ele mesmo lhes chama. Olha para trás e espera o resto da bateria da escola de samba, que faz ecoar a sua música pela vila. A ele, não faz confusão o barulho, nem a confusão das pessoas que se aglomeram rua fora a ver-nos passar. Não se importa com a roupa, nem com a cara pintada.
Com o avançar da noite, os olhos começam a ceder e a querer fechar-se... mas ele continua até ao fim da avenida, rua abaixo, até acabar, sem se sair vencido.
Filho meu, que tanto amo, tal é o orgulho que tenho de ti e tal o orgulho que sentia ao ver-te desfilar. O meu pequeno lobisomen!

Alguém quer comentar?

"Brincar hoje nas escolas está ausente de uma proposta pedagógica que incorpore o lúdico como eixo do trabalho infantil."
"A escola simplesmente esqueceu a brincadeira, na sala de aula ou ela é utilizada com um papel didático, ou é considerada uma perda de tempo."

(DRUMOND, Simone Helen. A ludicidade do século XXI ainda na visão de Dom Bosco e Madre Mazzarello, 2010.)