quinta-feira, 3 de março de 2011

A Creche em Portugal

Nos nossos dias, a Creche já deixou de ser um local de guarda, para passar a ser um meio educativo. Educar é pensar a criança como um ser importante e único, mas para tal, seria importante que os próprios educadores soubessem valorizar a sua prática e sentirem-se reconhecidos pelos pais e famílias das crianças, assim como, sentirem-se reconhecidos pelo próprio Estado e, também, pelas entidades empregadoras. No nosso país, “assistimos ainda a perversões no sistema de implementação das políticas para a infância: aos educadores de infância que trabalham com o grupo etário dos 0 aos 3 anos não é reconhecida tal tarefa, como sendo serviço docente...o sistema de regulação das creches e outro tipo de atendimento a criança dos 0 aos 3 anos é praticamente inexistente.”(1)

Existem diversos marcadores que avaliam a qualidade em Creche e com os quais os Educadores se devem familiarizar. Perceber o que são, o que comportam e para que servem. A variação desses marcadores dá-nos importantes informações acerca da qualidade de uma Creche. Estes devem abranger uma abordagem tanto quantitativa como qualitativa. O modelo de avaliação tem por objetivos:

• Ser um instrumento de diferenciação positiva das Respostas Sociais, permitindo incentivar a melhoria dos serviços prestados.

• Ser um instrumento de auto-avaliação das Respostas Sociais, permitindo rever de uma forma sistemática o desempenho da organização, as oportunidades de melhoria e a ligação entre aquilo que se faz e os resultados que se atingem.

• Apoiar no desenvolvimento e implementação de um Sistema de Gestão da Qualidade nas Respostas Sociais, permitindo uma melhoria significativa da sua organização e funcionamento, nomeadamente através de:

− melhoria da eficiência e a eficácia dos seus processos;

− maior grau de participação dos clientes, nos serviços que lhes são destinados;

− maior dinamização e efectivação da participação da família no âmbito da Resposta Social;

− aumento do grau de satisfação das expectativas e necessidades dos clientes, colaboradores, fornecedores, parceiros e, de um modo geral, de todo o meio envolvente da organização e da sociedade em geral.


















Bibliografia:


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