Ontem foi um dia especial para mim. Foi o lançamento daquele que foi o meu primeiro livro. O meu e o da Donzília Martins, do Eugénio Bernardes, do Humberto Oliveira, do João Barreta, da Marta Martins Silva, da Raquel Silva e do Vitor Batista. O "Retângulo" nasceu de oito contos, que foram escolhidos de entre uns cem retângulos que concorreram. Eu gosto imenso de escrver, mas nunca tinha tido a oportunidade de editar nada e por isso esta experiência foi tão importante para mim. Fiquei orgulhosa de fazer parte deste trabalho e o resultado foi um livro que vou guardar com todo o carinho, por ser o primeiro com o meu nome, a circular nas livrarias.
Foi o meu primeiro lançamento e não posso dizer que tenha corrido mal, aliás, não correu porque cheguei na parte final, já depois do lançamento em si, de cantarem os parabéns à "Alfarroba" e de cortarem o bolo. Saímos de casa a tempo e fomos buscar a avó, o Martim a dormir no banco de trás e nós dois convencidíssimos que seria fácil encontrar algo na Cidade Universitária. O Museu da República? Não ninguém ouviu falar, ninguém conhecia nada ali com aquele nome. Bati a inúmeras portas, descobrimos outros museus, a Torre do Tombo estava fechada, as faculdades e universidades, desertas, exceto um grupo de escuteiros que se passeava por ali. Ninguém sabia nem havia sinais, placas ou indicações que nos dissessem onde era o dito cujo. Depois de uma hora às voltas, conseguimos aceder ao email através do telemóvel e chegar a um número de contato. Após várias explicações que nos levaram a perder mais duas vezes, lá chegámos a um sítio que não tinha nada a ver com a Cidade Universitária que eu conhecia. Já tinha terminado tudo naquele momento, mas ainda havia um lugar vago na mesa para me sentar e assinar alguns livros. Não deu para conhecer melhor os outros autores - dos outros 4 que lá estiveram ontem. No fim trouxe 10 livros, um dos quais assinado pelos outros autores presentes no lançamento do livro.
Gostei de partilhar este dia com o Paulo, o meu filhote Martim e a avó Clarisse. Sempre presentes nos momentos bons e maus da minha vida. Não tive grande vontade de convidar mais pessoas, até porque as que quiseram saber de mim, sabiam onde eu estava. Agora resta-me ler o livro e conhecer os contos dos outros autores. E vocês se tiverem curiosidade, comprem o livro. Obrigado.
Mostrar mensagens com a etiqueta Escrita. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Escrita. Mostrar todas as mensagens
domingo, 11 de novembro de 2012
sábado, 14 de julho de 2012
A pasta dos trabalhos do meu filho
Ou como poderia escrever, a pasta dos "trabalhinhos" se os quisesse desapreciar - o que não é de todo o caso - pois, ele não está na idade de fazer trabalhos nem de (como li mesmo agora num outro blogue num post que amei e comentei logo) estar a ser "puxado".
Ontei, na casa da ama do meu filho reparei nalguns trabalhos expostos na parede e fui ogo "cuscar" - eram dos mais crescidos, cada um diferente do outro, explorando técnicas e materiais diferentes - e o Martim, que estava ao meu colo quis deitar logo a mão. "Não são teus amor," disse-lhe e a ama mostrou-me os "dele". Numa pasta azul, estavam guradadas já as suas poucas obras de arte. Numa folha vários riscos (da sua mãozinha de 22 meses) ao lado de alguns bonecos. "São da M. esses, apanhei-a já ela tinha desenhado na folha do Martim" - esclareceu-me a ama. Claro que eu sabia que aqueles traços, ainda infantis, mas mais definidos, eram de uma criança mais velha e sabem que até me agradou que ela tivesse guardado aquela folha? Ele tem ali as suas tentativas de desenhar - livremente - e o modelo de uma menina de 3 anos, que na sua ingenuidade o quis ensinar a fazer como ela. É tão bom não é? E assim eles estão a crescer juntos, a servir de modelos uns para os outros, a ensinarem-se mutuamente.
Noutra folha, uma gravura foi pintada pelo meu filho, com traços retos e usando a sua força na folha para conseguir nela transpor a cor. Ali não importava o desenho previamnete marcado, nem o limite das linhas - isso nem devia lá estar - importa a forma como, tal como os mais velhos que pintavam com cuidado dentro das linhas, ele quis tentar também participar numa atividade como os outros. Não ficou no chão com os legos, quis sentar-se, quis pôr-se de joelhos, quis chegar à mesa e pintar. Melhor que tudo, participar.
Tão bom!
Ontei, na casa da ama do meu filho reparei nalguns trabalhos expostos na parede e fui ogo "cuscar" - eram dos mais crescidos, cada um diferente do outro, explorando técnicas e materiais diferentes - e o Martim, que estava ao meu colo quis deitar logo a mão. "Não são teus amor," disse-lhe e a ama mostrou-me os "dele". Numa pasta azul, estavam guradadas já as suas poucas obras de arte. Numa folha vários riscos (da sua mãozinha de 22 meses) ao lado de alguns bonecos. "São da M. esses, apanhei-a já ela tinha desenhado na folha do Martim" - esclareceu-me a ama. Claro que eu sabia que aqueles traços, ainda infantis, mas mais definidos, eram de uma criança mais velha e sabem que até me agradou que ela tivesse guardado aquela folha? Ele tem ali as suas tentativas de desenhar - livremente - e o modelo de uma menina de 3 anos, que na sua ingenuidade o quis ensinar a fazer como ela. É tão bom não é? E assim eles estão a crescer juntos, a servir de modelos uns para os outros, a ensinarem-se mutuamente.
Noutra folha, uma gravura foi pintada pelo meu filho, com traços retos e usando a sua força na folha para conseguir nela transpor a cor. Ali não importava o desenho previamnete marcado, nem o limite das linhas - isso nem devia lá estar - importa a forma como, tal como os mais velhos que pintavam com cuidado dentro das linhas, ele quis tentar também participar numa atividade como os outros. Não ficou no chão com os legos, quis sentar-se, quis pôr-se de joelhos, quis chegar à mesa e pintar. Melhor que tudo, participar.
Tão bom!
Etiquetas:
Atividades,
Bebés,
Desenvolvimento,
Educar,
Escrita,
Experiências-chave,
Rotina diária,
Segundo ano
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Emergência da Escrita
O novo ano lectivo já começou, pelo menos para a maioria das crianças. Este post é para os meninos e meninas que este ano se estreiam na aventura da Escola... Primária, como se dizia no meu tempo, "dos grandes", como lhe chamam os mais novos ansiando por pertencer ao clã que admiram dos irmãos mais velhos e dos primos que já sabem ler!
Na mochila levam a vontade de conhecer amigos novos ou reencontrar antigos colegas do Jardim-de-Infância.
Mas aprender a ler e a escrever não começa no banco da escola "primária". Vem de muito antes, desde as primeiras conquistas da linguagem e das primeiras tentativas de gatafunhar! A criança de certo já escreveu as suas primeiras letras, umas vezes ao seu jeito, outras mais perfeitinhas copiando a mão do adulto. De certo já representa de forma gráfica o seu nome e já reconhece letras e palavras que vê escritas em todo o lado.
Já aqui falei anteriormente sobre a aquisição das capacidades linguísticas e da escrita. É um tema transversal a Creche e ao Jardim-de-Infância, tratando-se de um processo gradual e sequencial em que a Criança vai adquirindo as capacidades que lhe permitem aprender mais tarde a ler e escrever.
Na mochila levam a vontade de conhecer amigos novos ou reencontrar antigos colegas do Jardim-de-Infância.
Mas aprender a ler e a escrever não começa no banco da escola "primária". Vem de muito antes, desde as primeiras conquistas da linguagem e das primeiras tentativas de gatafunhar! A criança de certo já escreveu as suas primeiras letras, umas vezes ao seu jeito, outras mais perfeitinhas copiando a mão do adulto. De certo já representa de forma gráfica o seu nome e já reconhece letras e palavras que vê escritas em todo o lado.
Já aqui falei anteriormente sobre a aquisição das capacidades linguísticas e da escrita. É um tema transversal a Creche e ao Jardim-de-Infância, tratando-se de um processo gradual e sequencial em que a Criança vai adquirindo as capacidades que lhe permitem aprender mais tarde a ler e escrever.
"Neste processo emergente de aprendizagem da escrita, as primeiras imitações que a criança faz do código escrito vão-se tornando progressivamente mais próximas do modelo, podendo notar-se tentativas de imitação de letras e até a diferenciação de sílabas. Começando a perceber as normas da codificação escrita, a criança vai desejar reproduzir algumas palavras. Por exemplo aprender a escrever o seu nome, que tem um sentido afectivo para a criança e lhe permite fazer comparações entre letras que se repetam noutras palavras, o nome dos companheiros, o que o educador escreve. "
Orientações Curriculares
Pois é, a escrita "emerge" do dia-a-dia, sem que as próprias crianças se apercebam que estão a aprender e muitas vezes sem que os pais se apercebam dessas aquisições, a não ser quando finalmente vêem a criança a pegar num lápis e a escrever correctamente o seu nome no canto do desenho que acabou de fazer.
Etiquetas:
Creche,
Escola,
Escrita,
Jardim-de-infância
Subscrever:
Mensagens (Atom)
