segunda-feira, 8 de março de 2010

Ai se fosse meu filho!

Andei mais uma vez de volta do blogue das mães desnaturadas. Eu não tenho (ainda) filhos mas tenho boas histórias em que (quase) me passei da cabeça. Podem dizer que se fosse comigo não iria fazer nada do que estava a pensar, mas claro que no calor da situação é que se tomam as decisões e que quem está de fora tem opinião diferente (e não racha lenha...).

Principalmente, o que mais me custa a ver são as mamãs que aceitam tudo dos filhos sem lhes dizerem nada em troca, do tipo: "Eu vou a tal sítio", "Eu não como essa M.....", "Eu não visto isso nem morto". Farto-me de ouvir estas e outras barbaridades da boca de crianças (e não só dos que estão na idade do armário, mais velhos e refilões, do tipo "eu já sei tudo", mas também dos mais pequenos, que ainda nem sabem assoar o nariz sozinhos). Não estou com fundamentalismos, porque como já disse, não tenho filhos, mas o que me irrita são os pais reagirem a respostas deste tipo com cedências imediatas. Do género: café, mãe e filha de 5 ou 6 anos. A filha: "Quero batatas fritas", a mãe: "Não. Escolhe outra coisa." Filha, de cara enfiada nas mãos como que a chorar: "Mas eu quero é as batatas!", Mãe: "O jantar ficou no prato." Filha, a gritar e espernear (e que rápido ela assumiu esta posição de negociação forçada), e mãe a levantar-se e a pedir à senhora do café um pacote de batatas para a miúda. Esperta é a filha que sabe como levar a mãe a fazer o que ela quer. E cá vou eu, não me levem a mal, se fosse minha filha, nem batatas nem nada. Porquê? Primeiro, não tinha jantado logo não devia ter o prémio das batatas. Mesmo que tivesse, em opção às batatas que ela queria, tinha-lhe dado a oportunidade de escolher outra coisa - algo que fizesse menos mal, provavelmente - se não queria, não levava mais nada e depois da birra, aí então é que nada mesmo. Mas quem sabe, quando eu tiver os meus, se não farei igual?

E outra coisa, são os que falam dos filhos de forma a mostrar aos outros que os deles são as piores pestes da escola, ou que pelo contrário são os maiores santos. Nem tanto ao mar nem tanto à terra. No outro dia estava a falar com uma colega minha, mais velha, mãe repetente, que me dizia acerca de um dos seus catraios: "Ele agora anda com a mania de usar aqueles gorros horrorosos, que parece um bandido e umas calças a ver-se os boxers. Que vergonha. Só quer ir assim vestido... blá, blá, blá.
E eu, como não sei estar calada: "Mas ele já trabalha e compra roupa?"
Sinceramente, estava ela para ali a dizer mal do miúdo, se na prática é ela que lhe compra a roupa, Se não gosta, não compra e, se compra, não critica. Eu realmente...

1 comentário:

Fada Sininho disse...

Como te compreendo!!! E também não sou mãe, mas que os filhos sabem bem como conseguir as coisas. Lá isso sabem!!!
Bjs Diana