quarta-feira, 10 de março de 2010

Fala-se em violência

Na rua, nas escolas, nos jornais. O tema é a violência. A de crianças contra crianças, pares contra pares, em mostras de força e de domínio.
Antigamente, pregavam-se partidas muitas vezes inofensivas aos colegas, ou andava-se "à bulha". Havia arranhões, olhos esmurrados e continuavam amigos. Eram os "pestinhas", de sacola ao ombro que fugiam às aulas para jogar ao berlinde ou ir para o pontão pescar. Agora as coisas tomam contornos diferentes e muito mais graves. Existem novas formas de agressividade. Dão-se novos nomes às partidas entre os mais novos.

Que bom que era, no meu tempo de escola, saíamos das aulas enm guerra de raparigas contra rapazes, chamavamos nomes uns aos outros e enchiamos balões de água que atirávamos tentando molhar os oponentes. Ninguém se magoava e, ferido, só o orgulho quando entrávamos molhados em casa. No dia seguinte, inventávamos novas armadilhas, estudávamos esconderijos nas ruas e nas escadas dos prédios. Corriamos rua acima, rua abaixo e íamos a pé para casa, porque no autocarro não podíamos fazer estas guerrinhas. Eram saudáveis, acho eu, e guardo bons amigos dessa altura. Mas nós entrávamos todos na brincadeira, não nos agredíamos por sermos maus ou mal-educados. Queríamos apenas medir forças.

Esta semana um menino perdeu a vida, atirando-se ao rio, por ser alvo segundo se diz, de bullying. O que se passou com este menino, passa-se com centenas de crianças pelo país fora. Algumas falam com os pais e as escolas são avisadas, outros têm vergonha e medo de represálias.

Bullying é um termo inglês utilizado para descrever atos de violência física ou psicológica, intencionais e repetidos, praticados por um indivíduo (bully ou "valentão") ou grupo de indivíduos com o objetivo de intimidar ou agredir outro indivíduo (ou grupo de indivíduos) incapaz(es) de se defender. Também existem as vítimas/agressoras, ou autores/alvos, que em determinados momentos cometem agressões, porém também são vítimas de bullying pela turma. (in: Wikipédia).

Sem comentários: