domingo, 11 de julho de 2010

Alguns benefícios da creche para os mais pequeninos

Hoje o meu piolhito está farto de se mexer e revirar no pouco espaço que lhe resta. Aliás, mexer é o que ele mais faz nos últimos dias, anda sempre em grande farra, principalmente quando eu queria era descansar.
Momentos de tão grande proximidade vão terminar em pouco tempo, tão perto que está o nascimento do M. Já está quase, dizem que é para o princípio de Setembro... vamos ver.
Daqui a alguns meses já estarei decidida sobre várias dúvidas que tenho agora. Por exemplo, se será melhor colocá-lo em Creche ou numa ama. Este tema já aqui foi falado, mas nunca é demais acrescentar mais algumas reflexões, ou não concordam?

Afinal de contas, a criança colocada em creche, juntamente com outras crianças e educadora, tem relativamente pouco contacto com a mãe? Não correrá o risco de desenvolver com esta uma ligação insuficiente e insatisfatória, afectando consequentemente todo o seu desenvolvimento? Sinceramente não me parece e, como educadora sei que uma educação conjunta pode ser muito benéfica para o bebé, uma vez que na Creche terá experiências que não tem em casa e vice-versa.

Muitos pais, tal como eu, também vivem o dilema de saber como decidir sobre o que será melhor para os seus filhos e sobre as consequências da separação materna e acolhimento em creche. É que como já referi (e atenção que agora vou apenas falar das boas creches, aquelas em que é permitido experimentar, tocar, cheirar, sujar... crescer, brincar...) na Creche, o bebé tem acesso a novas e incríveis experiências, que lhe permitem crescer em todos os aspectos do seu desenvolvimento.

Sujar-se pode ser benéfico, pois permite à criança uma variedade de sensações que, em segurança, lhe dão prazer e a conduzem a diferentes aprendizagens. Oh, como eu gostaria que, se o meu filho fosse para uma Creche, lá pudesse ter estas oportunidades. Para as crianças tirar a terra dos vasos, partilhar a comida dos animais, ou comer o que encontar caído no chão não são porcarias mas uma forma de explorar o mundo e tentar apreender mais sobre o que a rodeia. Aqui cabe aos pais e aos educadores, como modelos que a criança segue, mostrar o que podem e o que não podem fazer, o que está correcto e o que é errado. A criança aprende a sentir "nojo" por imitação dos pais, por lhes copiar as expressões de desagrado. Este modo de reagir é apreendido por volta dos 30 meses e depende muito do meio cultural da criança.

Os pais, assim como quem cuida do bebé, devem procurar entender que, por exemplo, brincar com a comida e entornar o conteúdo do prato ou talher ajuda a criança a familiarizar-se com os alimentos, a aceitá-los melhor e a treinar-se no manejo dos talheres.

Mas também há outras actividades que, para evitar que as crianças pratiquem actividades verdadeiramente pouco saudáveis, se pode propor:

- ensiná-las a pintar com os dedos ou mãos;

- deixá-las brincar com um alguidar com água;

- deixá-las brincar com a pá no caixote de areia;

Desta formas as crianças aprendem muitas coisas novas como texturas e temperaturas diferentes, cheiros, etc. e, mais tarde ou mais cedo, acaba por abandonar a investigação do lado "sujo" do mudo.
E das mamãs que aqui me lêem e seguem, quem não se lembra de em criança sentir prazer ao brincar com areia, terra, água? Fazer bolos de terra e espetar pauzinhos em cima a fazer de velas? Quem nunca fez?

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