sábado, 12 de fevereiro de 2011

Alimentar o bebé

O almoço correu bem. O bebé comeu a sopa e a frutinha.
A sopinha era de lombardo - abóbora, batata e couve lombardo - e a fruta era de boião da nestlé - maçã e banana - e ele adorou! Tem se dado bem até agora com todos os novos legumes que vou introduzindo.

Gostava de o poder fazer todos os dias, mas apenas dá para ser eu a dar-lhe o almoço ao fim-de-semana. Adoro fazê-lo, vê-lo conquistar mais uma fase da sua autonomia. Tenho sorte porque ele porta-se muito bem e eu sinto que alimentar o meu bebé me dá a oportunidade de criar fortes laços afecto com ele. Esses laços, começaram no aleitamento materno e incluem um conjunto de benefícios psicológicos, nutricionais, imunológicos e fisiológicos. E não é de estranhar que ele procure sempre a mama quando está ao meu colo para almoçar. Afinal, é mais frequente eu amamentá-lo do que dar-lhe sopa ou outro alimento e ele sabe-o bem!

A alimentação ou amamentação artificial é necessária, às vezes desde o nascimento, o que felizmente não foi o caso do M.
Mas o que é isto da Amamentação artificial?


Por amamentação artificial considera-se a alimentação do bebé com alimentos lácteos diferentes do leite materno. Estes, geralmente, são produzidos a partir de leite de vaca e depois adaptados de forma a assegurar as necessidades nutricionais do bebé.

Leites de substituição:

Com a produção e a comercialização dos leites de substituição houve um grande avanço e desenvolvimento na alimentação dos lactentes, porque desta forma, possibilita que as mães que por algum motivo não têm capacidade em produzir leite, possam alimentar os seus bebés com uma composição artificial adequada às suas necessidades. Assim não têm a necessidade de procurar outras soluções, como antigamente, que podem causar determinados transtornos tanto para amãe como para o bebé. Por exemplo, quando as mães tinham que recorrer às amas de leite, mais tarde, isso poderia criar problemas psicológicos à mãe por não puder amamentar o filho, ou em outras situações quando as mães tinham que recorrer ao leite de vaca e/ou de outros mamíferos. Leites estes que podem não satisfazer de forma equilibrada as necessidades nutritivas dos bebés, assim como ainda causar sérios problemas no aparelho gastrointestinal.

Este tipo de leites é indicado nas seguintes situações:

Quando a mãe tem dificuldade em produzir leite, ou então quando por algum motivo não deve amamentar de forma natural o bebé. As razões pelas quais podem surgir estas situações são quando as mães sofrem de determinada patologia ou de infecções que podem ser transmitidas ao bebé; terapêutica com alguns fármacos que podem ser eliminados junto com o leite; hipogalactia; ou mesmo situações infecciosas que podem ocorrer nos seios.

Como complemento alimentar e associado ao aleitamento materno a partir do momento em que se inicia a desmame (ablactação), normalmente entre os 4 e os 6 meses. É considerado por muitos pediatras e nutricionistas como um excelente alimento até que o bebé complete um ano e desde que possa começar a beber leite de vaca ou de outro mamífero sem nenhum tipo de restrições.
Com a produção e a comercialização dos leites de substituição houve um grande avanço e desenvolvimento na alimentação dos lactentes.

Tipos de leites de substituição:


Actualmente, os leites destinados ao consumo dos bebés e até ao primeiro ano de idade são vulgarmente designados por “leites adaptados”, embora também há quem os chame de leites “artificiais”. Quase a totalidade destes leites é produzida através de processos industriais a partir do leite de vaca, ao qual são retirados ou adicionados determinados nutrientes para que a sua composição se assemelhe à do leite materno. Apesar do aperfeiçoamento da composição dos leites adaptados é de referir que mesmo assim existem diferenças entre os 2 tipos de leites (humano e os de adaptação), como por exemplo o facto do leite humano conter anticorpos produzidos pelo organismo da mulher. Na sua grande maioria estes leites encontram-se sob a forma de pós, porque é neste estado que são adequadamente acondicionados nas embalagens e conservados. Estes tipos de leites (em forma de pós) necessitam de ser previamente diluídos antes de serem oferecidos às crianças. Embora os fabricantes indiquem o modo de preparação para cada tipo de leite, a leitura dos rótulos torna-se extremamente importante para os pais.

Embora haja no nosso mercado uma grande variedade de marcas e tipos, é possível distinguir dois tipos de leite adaptado:

O leite adaptado de iniciação ou de primeira idade: um tipo de leite muito idêntico ao leite materno, adequa-se bastante à fisiologia do aparelho digestivo e às necessidades nutricionais dos lactentes até aos 3 ou 4 meses de idade.

O leite adaptado de continuação ou de segunda idade: um tipo de leite enriquecido em ácidos gordos e ferro, ideal para a alimentação diária dos lactentes a partir dos 4 ou 5 meses e até ao primeiro ano de idade.
Seleccionar o leite de substituição:

O leite adaptado que provém do leite de vaca é a opção, que mais semelhanças apresenta com o leite materno e então, pode-se dizer que é o melhor tipo de leite para a maior parte dos bebés. Quando por exemplo os bebés são intolerantes à lactose (sensíveis ao açúcar do leite), ou então têm alergia às proteínas do leite, ou ainda que possam estar a recuperar de uma diarreia, existem no mercado outro tipo de leites, designados de leites à base de soja. Nunca se deve substituir o leite materno ou um leite adaptado pelo de soja sem perguntar primeiro ao seu pediatra ou ao nutricionista. Apesar de pensar que é uma boa ideia e de que pode ser a solução perfeita para aqueles bebés intolerantes ou alérgicos ao leite de vaca, aproximadamente metade dessas crianças são também alérgicas à soja. Nestes casos, pode e deve mesmo escolher um leite adaptado hipoalergénico mas com uma composição enriquecida em ferro. Por exemplo, a Academia Americana de Pediatria aconselha que este tipo de leite seja consumido por todos os bebés durante o seu primeiro ano de vida. No entanto, como já foi referido existem vários tipos de leite à venda no nosso mercado.

Deverá ser o pediatra ou o médico assistente a dar os conselhos sobre o leite mais adequado, especialmente se se suspeitar de intolerâncias e alergias ou de qualquer problema digestivo particular, como regurgitações acentuadas, etc.
Leites de crescimento:

Durante o primeiro ano de vida, o bebé consegue triplicar o seu peso corporal, coincidindo também com o crescimento significativo do cérebro. A partir daí as necessidades nutricionais vão sempre aumentando até à fase da adolescência. Mas é entre o primeiro ano e os 3 anos que os leites de crescimento devem ser fornecidos (ou em outras idades desde que seja o pediatra ou o nutricionista a recomendar). Estes leites são mais ricos em sais minerais e vitaminas, sendo também ligeiramente mais calóricos do que o leite de vaca. O objectivo destes leites é de ter uma composição em nutrientes equilibrada de forma a compensar o desgaste físico e intelectual diário das crianças.

Bibliografia:
http://familia.sapo.pt/bebe/amamentacao_e_alimentacao/mae_ideal/1123819-2.html

1 comentário:

Mamã da Caroxinha disse...

Que bom que o teu menino é boa boca,fica tudo tão mais fácil...
Espero que ele se mantenha sempre assim!

ps-do livro só lendo mesmo,nunca contaria o final ou perde a piada...só quis deixar aquela vontade de o ler ;-)

Bjokas