sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

A epidural no parto

A epidural é um tipo de analgesia que, entre outras, é utilizada no trabalho de parto.
Quem já a usou e que pode contar?

À exceção da administração única, todos os demais regimes necessitam a colocação de um catéter que permanecerá pelo tempo da analgesia (em geral não mais que 48 horas). O regime controlado pelo paciente necessita a utilização de uma bomba de infusão programável associado à algum mecanismo de gatilho que permita ao paciente solicitar as doses conforme sua necessidade sem que haja risco de sobredose. Suas principais indicações são o controle da dor pós-operatória em cirurgias de grande porte, sendo também utilzada para alívio da dor durante o trabalho de parto.(1)

Eu no parto do meu M. autorizei a sua administração assim que me puseram essa opção. No entanto, não senti logo o seu efeito. O M. foi muito rapidinho a nascer e a analgesia não chegou a fazer efeito. No entanto, aconselho-a e a quem tiver algumas dúvidas aqui ficam mais dicas.

Primeiro, não doeu. Não senti a sua administração salvo uma ligeira pressão na zona da coluna, uma vez que foi dada no curtíssimo intervalo entre contracções. Através de um tubo (cateter) a dose foi aumentada quando eu já me encontrava na sala de partos, mas nunca deixei de sentir dores - as das contracções eram toleráveis e aguentava-as bem, mas as dores que eu queria que passassem e essas nunca passaram foram as do "toque" e das mãos do médico a ajudar o bebé a posicionar-se para nascer. Perguntavam-me várias vezes se tinha dormência nas pernas, o que nunca aconteceu, mas o aumento da analgesia não foi o suficiente para me deixar confortável para os procedimentos que estavam a suceder a uma velocidade vertiginosa.

Actualmente o anestesista é mais um integrante da equipa obstétrica, e a sua atitude é por vezes passiva e por outras activa. Quando falamos de uma presença passiva referimo-nos a estar presente no parto de maneira preventiva. Assim, perante uma emergência obstétrica, seja pela necessidade de realizar um parto com instrumentos mediante a aplicação de fórceps ou de uma ventosa, o então perante a necessidade de realizar uma cesariana de emergência, o anestesista já se encontra na maternidade em condições de realizar a anestesia de forma imediata, o que evita demoras injustificadas. A participação activa é a actuação concreta do anestesista que administra algum método analgésico ou anestésico.(2)

A profilaxia da dor, também pode ser complementada com outras técnicas: respiração, relaxamento, ambiente envolvente ou a administração de outros fármacos, entre os quais a petidina. Este por causar sonolência na mãe e no bebé não é tão utilizado.

A epidural é feita normalmente após os 3 cm's de dilatação.
"O anestesista introduz uma agulha entre duas vértebras da região lombar (com anestesia local prévia) e, através dela, insere um cateter pelo qual se irão administrando as doses de fármaco necessárias para tornar insensível a zona."(3)
Consoante a necessidade essa quantidade pode aliviar a dor ou eliminar totalmente a sensibilidade da cintura para baixo (efeito anestésico).

Bibliografia:

(1) - http://pt.wikipedia.org/wiki/Analgesia_epidural
(2) - http://familia.sapo.pt/gravidez/parto/mama_papa___eu/825179.html
(3) - "Anestesia epidural" - Bebé d'Hoje, Setembro de 2005;

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