sábado, 19 de fevereiro de 2011

Dia de colóquio em Lisboa

Hoje lá me aventurei e fui sozinha para Lisboa assistir ao colóquio: Rituais escolares em gestos e objectos. Começou por ser uma aventura - deixar o Martim na ama, tomar o pequeno-almoço, estacionar o carro, comprar o bilhete e apanhar o comboio. Há quanto tempo não andava em transportes, já nem me lembrava de como é bom - sim bom, esquecer as filas, a preocupação em estacionar... e rapidamente acabei por chegar a Entrecampos, apanhar o metro e sair na Cidade Universitária. Entretanto apercebi-me que não me lembrava do nome correto do colóquio, nem de qual era o local exato e claro que quando precisamos ninguém responde às mensagens nem atende o telemóvel. Problema resolvido lá entrei no anfiteatro uma hora depois do início previsto do colóquio. Pouca gente e um orador espanhol a falar. Certificados sem o nome de ninguém, para cada um preencher a seu belo prazer - facilita mas não concordo muito com este método de fazer as coisas.

No momento, Agustín Benito falava em Espanhol de iconografia, da escola tradicional versus a escola moderna. Depois um vídeo ilustrava duas crianças que iam para a escola, os marcos típicos, como os lápis de cor a serem arrumados na mochila, o caminho para a escola.... Agora tal como há anos atrás, a escola transmite valores, ideologias, regras... Passados os momentos iniciais e com a chegada do segundo orador, Ian Grosvenor, inglês, que lia os papéis que tinha na sua frente sem interagir com o público, comecei a ficar desiludida. Imagens, fotografias, objetos. Imagens a preto e branco de crianças alinhadas em carteiras e de bibes iguais. Imagens, fotografias. Depois Eulalia Pujadas, descreve o seu trabalho num museu espanhol. Descrição mesmo. Nada que dê para aproveitar para, talvez um dia quem sabe, aplicar. Não tenho intenções de fundar um museu nem de construir um programa web para catalogar os objetos ou as imagens de coleções sobre a infância.

Chegada a hora de almoço, saí. Já não apareci à tarde. Não tomo o dia como perdido, mas mais do que assisti não valia a pena. Fiquei um pouco desapontada é certo, mas vale sempre a pena alterar a rotina diária e arriscar.

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