terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Educação e disciplina

Serão estas duas palavras sinónimos? Será possível educar sem disciplinar?
Longe de mim querer assim de ânimo leve responder a estas duas questões, nem para tal estou ainda preparada. Quero apenas deixar uma marca aqui. Um comentário que dê que pensar e que nos abra o espírito à discussão. Reflectir faz falta ao intelecto de quem educa, reflectir as práticas, para corrigir as atitudes.

"Educar é ensinar que os outros existem e que o tempo existe, no sentido de que é importante ter paciência pois a morte não é já."(1)

Escolhi esta frase de Aldo Naouri, porque congrega três importantes termos: educar, ensinar e paciência. Educar é ensinar os limites. É ensinar as regras da convivência social e ensinar que não estamos sozinhos no mundo. E é também tantas outras coisas. Para educar uma criança é preciso, primeiro que tudo amá-la e respeitá-la. É preciso entendê-la e perceber que ser criança é diferente de ser adulto e por isso a criança não deve ser tratada como um adulto em miniatura - isto implica que se tente ver o mundo pelos seus olhos; que nos baixemos ao seu nível (se for preciso, que nos deitemos no chão ou nos ajoelhemos) e tentemos perceber como é que elas vêem e entendem o que as rodeia e o que de facto, é para ela importante.

Atenção, pois tal como o adulto a criança tem os seus direitos. É gente. Tem o seu próprio feitio, a sua maneira de ser, as suas vontades e isso tem de ser respeitado. Tem o direito a manifestar a sua opinião, tem o direito a ser ensinada, o direito a aprender, o direito a ter um teto sobre a cabeça e uma cama onde dormir, comida na mesa, mas também tem o direito a ser acarinhada e a receber mimos, direito a ser feliz e a manifestar a sua felicidade... e tantos outros direitos que agora podia continuar por mais umas boas linhas.

Bibliografia:

(1)-RAMOS, Isabel, "Em vez de educar, pais seduzem", Revista Domingo, 5 de Abril de 2009;

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