domingo, 11 de setembro de 2011

Sobre nós

Tenho andado ocupada e com a cabeça a saltar entre tantas coisas que me tem sido difícil vir até aqui e escrever tudo o que me vai na alma.

Para começar as coisas boas. No dia 6 o meu pequenino fez um aninho. Festejámos junto dos amiguinhos dele, em casa da ama. Recebeu uma bola de futebol - quase tão pesada como ele, lol - "autografada" pelos amiguinhos da sala. Eu fiz-lhe um bolo de iogurte, com cobertura de creme de pasteleiro, e com gomas a enfeitar. Não estava nada de especial, mas estava bom. Ele também não ligou muito ao bolo, estava mais interessado nas prendas e em rasgar os papéis de embrulho.

Ontem fizémos a festa cá em casa, com a família e os amigos mais chegados. Passaram por cá alguns bebés: o G. que já anda! Parabéns! A priminha S. e a prima L. que estão lindíssimas as duas! O R. que era o mais novinho do grupo e que nos dava os seus sorrisos mais lindos! E portaram-se todos muito bem. Correu tudo bem apesar do meu receio de fazer uma festa com muita gente cá em casa e de como o Martim reagiria a isso, mas nada, ele esteve sempre muito feliz, sorrisos para toda a gente, brincou e à noite, na maminha, estava verdadeiramente cansado, mas também feliz! O nosso bolinho (lindo e delicioso por sinal) veio daqui! Depois publico as fotos do bolo!

Mas a semana que passou não foi cheia de coisas boas. Recomecei a trabalhar no dia 1 - como disse - e estou a chegar ao meu limite, ainda nem duas semanas passaram! Estou farta de ser tomada por estúpida e de ser criticada e gozada. O meu esforço não é valorizado, não vejo humildade nas outras pessoas para aprendern nem para se esforçarem um pouco mais. Na verdade, sinto que estão sempre à espera que eu escorregue. Sabem aquele cinismo que se sente e não sabemos em quem confiar?

Estou saturada. Choro. Revolto-me, mas de nada vale. Uns dizem para eu fazer queixa - das vezes que o fiz de pouco me valeu - outros para eu esperar. Não sei em quem acreditar, nem sei o que fazer. Só sei que hoje, passada a euforia da festa do meu filho, estou cheia de medo que amanhã chegue e de ter de voltar a passar aqueles portões. Quero sair dali o mais depressa possível. Quero voltar a ter vontade de ir trabalhar. Quero trabalhar com gosto e não com medo de falhar. Quero voltar a confiar em mim mesma e no meu trabalho, mas também quero ser respeitada como profissional, e acima de tudo como pessoa.

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