sábado, 18 de junho de 2011

Convulsões

Esta semana tivemos pelo menos duas saídas de ambulância para bebés com convulsões. Por isso este post hoje.

Durante uma convulsão, a criança perde o conhecimento (os sentidos) e sofre contrações musculares involuntárias e intensas. As convulsões podem ser de origem febril - mais habituais - ou ter origem em infeções cerebrais (meningite, encefalite) ou epilepsia.

Nos casos que tomamos conhecimento esta semana, as convulsões aconteceram na Creche. A reação em ambos os casos foi de medicar imediatamente a criança. A medicação porém, só deve ser administrada quando o bebé estiver em convulsão mais de 20m sem que esta abrande. Não se deve administrar logo a medicação pois esta é muito forte e tem diversas contra indicações. Além disso, só se deve medicar perante ordem e supervisão médica.

O que se deve fazer é:

- manter a calma: mesmo que o momento pareça dramático, nós somos os adultos, temos de transmitir confiança e apoiar a criança, bem como sermos capazes de a socorrer e pedir ajuda; a agitação à sua volta prejudica na recuperação!

- deixar a criança deitada no chão ou numa superfície plana e afastar dela qualquer objeto com que se possa magoar durante a convulsão;

- não segurar a criança para evitar a convulsão: podemos ser nós a magoá-la ao contrariarmos os movimentos do corpo!

- não colocar nada na boca da criança: esqueçam a ideia de que a criança vai morder a língua ou engoli-la! Durante a convulsão a crainça poderá morder a língua, mas isso será um mal menor, comparado a sufocar com um pano introduzido na boca. Uma caneta, um lápis, ou algo idêntico também nunca deve ser colocado dentro da boca de alguém em convulsão! Pode partir e ferir ou a criança engolir algum fragmento!

- registar a duração da convulsão;

- quando se liga a pedir ajuda, deve-se dizer sempre:

Quem sou: chamo-me X.
Onde estou: estou na creche Y, na rua Z, na freguesia N.
O que aconteceu: um bebé de 18 meses teve uma convulsão, que durou cerca de 1 minuto. Agora está a respirar, mas ainda está adormecido/reage pouco (não se preocupem com termos técnicos - usem linguagem simples e clara e respondam às perguntas colocadas pelos profissionais que estão do outro lado da linha)

É importante também recolherem outras informações: se foi o primeiro episódio/aconteceu mais vezes; se a criança está a fazer algum tipo de medicação; se caiu hoje ou há poucos dias, ou se bateu com a cabeça; se tem febre, deve-se tentar baixá-la, com panos húmidos e com um supositório anti-pirético (ben-u-ron) adequado à idade/peso da criança.

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