sábado, 9 de julho de 2011

Lembrança

Hoje fica a lembrança daquilo que foram os dias ao seu lado. As pequenas coisas que, mesmo passando 9 anos da sua morte, nunca me esqueci - e acho que nunca me vou esquecer. Uma delas era ir às compras para preparar o novo ano letivo. Era uma tarde preparada e lá iamos os quatro, correr os corredores do Jumbo em Setúbal, primeiro, mais tarde do Continente, em busca dos cadernos, dossiers, lápis, canetas de feltro. Nem eu nem a minha irmã eramos crianças exigentes. Tinhamos os nossos gostos, mas se não podia ser, não trazíamos. Fica a memória do cheiro, da vontade de experimentar tudo rapidamente e de regressar à escola.

Outra coisa que me recordo bastante, era de quando ficava na casa da minha avó e sabia que àquela hora ela saía para nos vir buscar. Ficava à janela à espera de a ver contornar o edifício relógio e subir a ladeira até me ver da janela e acenar. Por vezes, descia e vinha ajudá-la a trazer os sacos. Na altura eram momentos banais, hoje são memórias que passem quantos anos passarem nunca vou esquecer.

Penso que ela iria adorar os dois netos que tem agora mas que não viveu tempo suficiente para conhecer. Nem os genros. Nem os compadres. E hoje, se cá estivesse ia estar na primeira fila a ver-me tocar. Ou ficaria em casa com os pequenos, para nós nos irmos divertir.

1 comentário:

Mamã da Caroxinha disse...

É uma dor que nunca passa e a lembrança desses momentos permanece sempre...
Não sei o que é perder a mãe,mas sei o que é perder o pai e passem os anos que passarem há coisas que ficam na lembrança...
Um beijo grande e um abraço sentido,lembra-te que tens alguém a cuidar de ti...
Beijocas