domingo, 19 de setembro de 2010

Simbiose mãe-bebé:

"Os laços que unem mães e filhos ao longo de toda a vida podem ter raízes no modo como os cérebros reagem quando vemos a face da nossa progenitora, defendem cientistas canadianos e britânicos.
Os pesquisadores das universidades de Toronto e Winchester realizaram estudos para tentar determinar de que forma acontece o processo de vinculação e através de ressonâncias magnéticas descobriram que ao observar imagens da mãe – misturadas com outras de desconhecidos, celebridades e membros da família próxima – o cérebro «acende» áreas-chave nos domínios do reconhecimento e emoção.

Em contrapartida, a visão da face do pai produz reacções cerebrais fortes na área dos afectos mas está longe de implicar respostas tão fortes como no caso da mãe.
Os resultados sugerem, de acordo com um artigo publicado na revista científica Brain and Cognition, que as mães gravam uma resposta emocional e cognitiva duradoura na mente dos filhos, como resultado das experiências de vinculação ao longo da primeira infância.

Os cientistas acreditam ter avançado no conhecimento do processo de impressão (ou imprinting) nos seres humanos. Este fenómeno é mais conhecidos noutras espécies, como por exemplo os patos, e constitui a criação de laços fortíssimos com a primeira criatura que as crias vêem após o nascimento.

Os bebés humanos não possuem essa capacidade imediata, mas os especialistas canadianos afirmam que a qualidade da ligação precoce estabelecida entre mãe e filho tem implicações cruciais durante toda a infância e também na idade adulta. «A activação cerebral em resposta ao rosto da mãe acontece mesmo entre pessoas que vivem afastadas dela durante largos períodos de tempo, mesmo anos, o que sugere que estamos perante efeitos muitíssimo alargados», afirma Marie Arsalidou."(3)

Bibliografia:

(1)-CASTRO, Ana Vieira, "Tão pequeno e tão sábio", Pais e Filhos, Julho de 2007;
(2)-CALDEIRA, Pedro - psicólogo - in.: CASTRO, Ana Vieira, "Tão pequeno e tão sábio", Pais e Filhos, Julho de 2007;
(3)-"Descobertas sobre o processo de vinculação", Pais e Filhos, Setembro de 2010;

Sem comentários: