sábado, 20 de novembro de 2010

Marcas de nascimento - parte 1

Numa das aulas de preparação para o parto - que agora parecem tão distantes - a enfermeira alertou-nos para algumas das marcas com que o nosso bebé pode nascer. Falou-nos da coloração amarelada da pele em casos de icterícia e como se processaria no Hospital os primeiros tratamentos. Falou-nos também de outras marcas que podem demorar mais tempo a desaparecer.

Milia, mancha mongólica ou até deformações que podem ser causadas pelo trabalho de parto ou outros factores, são receios que afligem as mães, mas mais do que nomes complicados convém ver do que se trata cada uma delas. Fracturas da clavívula ou estrabismo assustam qualquer um, mas são recuperáveis.


Deformações na cabeça e no pescoço:

"Muitas vezes, a cabeça do bebé fica deformada durante o trabalho de parto. As razões podem ser várias. Ou porque foi um parto por via vaginal que demorou mais tempo do que é costume, ou porque a mãe tinha uma bacia mais estreita, ou porque o bebé era grande, ou porque nem tudo correu como previsto durante o parto."(1)

Podem aparecer por vezes "altos", resultantes de "cavalgamento entre os ossos do crâneo", ou "uma cabeça mais deformada ou alongada, provocada pela deformação dos ossos da cabeça e inchaço da pele", chamando-se esta situação "bossa serossanguínea." É uma situação benigna e sem consequências, que acabará por desaparecer em dois ou três dias.

O cefalohematoma é uma "deformação da cabeça provocada por hemarrogia dos ossos do crâneo devido a um parto particularmente difícil." Também desaparece em alguns dias. Muitos bebés podem apresentar os "olhos inchados, não os abrindo durante as primeiras horas após o parto", ou pode apresentar "pequenas hemorragias no olho." Ambas as situações são resultantes do esforço do próprio parto e "costumam desaparecer ao fim de uma semana." Por vezes pode ocorrer também "estrabismo ocasional" o que "não deve ser motivo de preocupação" pela parte dos pais.

Quando "há um pequeno inchaço fusiforme na parte lateral do pescoço" e o bebé tende a virar a cabeça sempre para o mesmo lado, podemos estar perante um "hematoma muscular devido à pressão exercida sobre um músculo do pescoço durante o parto vaginal." Em alguns casos, para prevenir o encurtamento do músculo, a fisioterapia pode ser necessária.

"A fractura da clavícula é a fractura mais frequente do recém-nascido. (...) Geralmente, não é necessário qualquer tratamento. Se o bebé tiver dores, pode ser dado um analgésico."(1)



Bibliografia:

(1)-OOM, Paulo, "Porque é que nascemos com marcas?", Pais e Filhos, Abril de 2005;

Sem comentários: