segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Cesariana - melhor opção quando o bebé vem de nádegas

Confesso que ler sobre este tema antes do meu bebé nascer, ajudou-me a interiorizar que me teria mesmo de submeter a uma cesariana, algo que antes eu punha de lado, pois não era de todo a minha vontade. O destino deu muitas voltas e o M. nasceu de parto normal ou seja, nasceu mesmo de nádegas, de parto vaginal. Sem complicações.

Era só um aparte. De seguida passo mesmo para o post e para este tema que poderá interessar a outras mulheres, como tanto me interessou a mim.

Segundo um estudo realizado "na Universidade de Oxford assinalam que, dos bebés que ainda estão de nádegas na semana 35, um em cada quatro colocar-se-à na posição cefálica."(1)

Mas caso isso não suceda, existem técnicas para ajudar o bebé a colocar-se nessa posição. No entanto, existe alguma controvérsia em relação à sua utilização. Se "antigamente, alguns obstetras conheciam técnicas para colocar a criança na posição cefálica, mediante mensagens, manipulação e pressões", a verdade é que hoje em dia "esta prática perdeu-se por poder provocar problemas com o cordão umbilical ou com o despreendimento prematuro da placenta."(1)

"Segundo os especialistas, conseguir uma mudança de postura é um trabalho muito difícil, que requer um vínculo emotivo muito importante entre mãe e filho." À medida que a gravidez avança, "as possibilidades são menores, pois o bebé conta com cada vez menos espaço para dar a volta. A apresentação podálica tem duas variantes: se a criança apresenta primeiro o rabinho é podálica pura, se primeiro vem um dos pés, ou os dois, chama-se podálica incompleta. Em ambos os casos, o parto vaginal é arriscado."

Por este motivo, a cesariana é uma opção a considerar. "Enquanto que num parto cefálico, a cabeça vai girando como um parafuso para ajustar-se ao pouco espaço que dispõe para atravessar a pélvis, num parto de nádegas o corpo passa com facilidade, mas é provável que a cabeça fique um pouco achatada, o que origina a perda de bem estar fetal. (...) A luxação da bacia no bebé é também uma situação muito frequente nestes partos."(1)

Apesar de tudo isto, o meu parto foi rápido e o meu bebé nasceu sem lesões ou marcas. Tive muita sorte, mas também devo isso à excelente equipa que encontrei no Hospital Garcia de Orta. E a eles o meu agradecimento!


Bibliografia:

(1)-LALANDA, Elvira, "Vem de nádegas", Babies, Janeiro de 2004;

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