segunda-feira, 30 de agosto de 2010

CTG

Ou Cardiotograma.

"Foi introduzido, na prática clínica obstétrica, há cerca de 40 anos." Durante a sua realização "são registadas pelo cardiotocógrafo a frequência cardíaca fetal ou ritmo cardíaco (...) e os movimentos sentidos pela grávida que vai accionando um botão durante o exame (...). O objectivo final é a interpretação do conjunto destas informações, principalmente dos padrões da frequência cardíaca fetal, permitir avaliar a oxigenação e o bem-estar fetal."(1)

"É preciso colocar eléctrodos na barriga da grávida, presos com umas faixas elásticas, e ligados por fios ao aparelho. Os resultados surgem em dois gráficos diferentes: um relativo à intensidade das contracções, o outro relativo ao batimento cardíaco do feto. Estes dados são importantes para avaliar a forma como o trabalho de parto está a progredir e permitem também avaliar o bem-estar fetal. De resto, o CTG não é usado apenas durante o parto, mas também no final da gravidez, para avaliar o bem-estar do bebé."(2)


Contínuo ou intermitente?

"O registo contínuo das contracções através do CTG é a rotina nos hospitais portugueses. Ou seja, assim que a grávida chega é ligada ao CTG e só depois de o bebé nascer é liberta dos eléctrodos. No entanto, a Organização Mundial de Saúde considera que o CTG não deve ser usado de forma contínua em gravidezes de baixo risco. O CTG limita os movimentos da grávida o que pode ter mais desvantagens do que a monitorização contínua, sobretudo quando se trata de gravidezes de baixo risco. Se não existe risco acrescido no parto para si e para o seu bebé, pode solicitar no seu plano de parto que a monitorização com o CTG não seja contínua, mas apenas esporádica, de forma a avaliar pontualmente a intensidade das contracções e o bem-estar fetal."(2)

Tipos de CTG:

"Existem diferentes tipos de CTG, conforme o contexto e o objectivo do exame. O mais conhecido (e que muitas vezes é desigando por CTG) é o NST ("non stress test"). É o mais simples, exige apenas" que a grávida esteja em repouso, deitada de lado ou semi-sentada "e pode ser feito antes do parto, em consulta com o médico assistente" ou "num serviço de urgência."(1)

É importante porque na altura do parto permite manter uma monitorização constante e antes do parto, "o registo do ritmo cardíaco fetal é sempre realizado de modo indirecto, através de um doppler seguro por uma cinta no local do abdómen materno onde os batimentos fetais são mais audíveis." Foi através de um aparelho destes que eu passei a noite a ouvir o coração do meu bebé, quando caí e fui internada. Outra mãe, de 41 semanas, andava pela sala com um semelhante, mas com uma tecnologia diferente, sem fios. Quanto às contracções, o seu registo é também indirecto, através de um aparelho chamado "todinamómetro, seguro no fundo uterino que lê a pressão por ele exercida."(1)

"O menos conhecido é o CST ("contraction stress test"). Se o primeiro (NST) não for conclusivo, realiza-se o CST."

"Após um período inicial em que se verifica que a grávida não tem contracções e em que o traçado se mantém inconclusivo, é administrada ocitocina à grávida a fim de serem provocadas contracções regulares (stress test)" e daí é então analisada "a resposta fetal."(1)


No parto:

"Durante o parto, a frequência cardíaca fetal pode ser avaliada como antes do parto pelo doppler no abdómen materno ou, após a ruptura da membrana amniótica através de um pequeno eléctrodo colocado na cabeça fetal que faz uma leitura directa do seu ritmo cardíaco."(1)


Bibliografia:

(1)-BRAVO, Inês, "O que é o CTG", Pais e Filhos, Setembro de 2006;
(2)-http://www.mae.iol.pt/artigo.php?div_id=3629&id=933478

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